Mapas climáticos dos EUA e da Europa divergem sobre as chuvas nas lavouras americanas e soja desacelera perdas em Chicago depois de forte pressão
Podcast
Mapas climáticos dos EUA e da Europa divergem sobre as chuvas nas lavouras americanas e soja desacelera perdas em Chicago depois de forte pressão
![]()
Os futuros da soja desaceleraram as perdas na Bolsa de Chicago e encerraram o dia com estabilidade nesta quarta-feira (31), distante das baixas muito intensas registradas no início do dia. O mercado tem estado bastante instável e com muito ainda a acontecer para a safra americana, como explicou o diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro. O julho fechou o dia com uma pequena alta de 3,25 pontos e cotado a US$ 12,99, enquanto os demais recuaram de 1,75 a 6,75 pontos, levando o novembro a US$ 11,46 por bushel.
"A grande atenção agora é o desenvolvimento do clima. Ainda é cedo para qualquer decisão específica para a safra americana, estamos caminhando para uma janela final de plantio, essa janela está sendo muito rápida, e essa velocidade é justificada também pelo clima mais quente e seco do que normalmente é em maio e isso favorece o operacional no campo nestes solos mais pesados que os EUA têm", diz.
No entanto, Palavro alerta para uma divergência que começa a aparecer entre os modelos climáticos - o que ajudou a amenizar as baixas da soja na CBOT nesta sessão - e por isso o pouco suporte que vem do clima para os preços acaba sendo bastante frágil.
"Hoje, se tivermos um clima normal nos Estados Unidos, será difícil esses patamares se sustentarem. E não só uma safra cheia nos EUA, mas em meio a todo esse cenário macroeconômico, há poucas salva-guardas para o mercado", explica o diretor da Pátria.
No paralelo, o destaque é para a intensa interferência ainda do macrocenário sobre as commodities de uma forma geral, de agrícolas a energéticas, sem deixar de fora as metálicas. Os dados ruins vindos da Ásia, em especial da China, e mais as incertezas sobre a economia dos EUA permanecem em foco e pesando severamente sobre os ativos.
MERCADO BRASILEIRO
No Brasil, a semana tem sido de baixa para os preços da soja, uma vez que o auxílio trazido pela alta do dólar frente ao real tem sido anulado pelas baixas em Chicago. Além disso, há ainda a atuação dos prêmios, os quais têm também apresentado alguma melhora, porém, também insuficiente.
"Parte disso eu atribuo também, já, ao fechamento da janela de exportação de algumas empresas que estão encerrando seus trabalhos nas exportações de soja neste ano, mais especificamente nas empresas do Arco Norte, já alertando seus clientes sobre essa virada de chave para o mercado de milho. Então, os prêmios estão encontrando algum suporte, mas não é aquele suporte que vimos ao longo do mês de maio. Os prêmios estão sustentados, mas não subindo como em maio", relata Palavro.
Ainda assim, o executivo explica também que a janela de exportações brasileria de soja deverá ser mais alongada neste ano e um volume considerável da oleaginosa deverá ser carregado para ser comercializado no segundo semestre. E a dinâmica de vendas por parte dos produtores - inclusive decidindo entre soja e milho - também deverá interferir nos preços e nos prêmios.
0 comentário
Soja recua em Chicago nesta 5ª feira, mas novembro ainda se mantém acima dos US$ 12,70
Soja fecha em queda em Chicago com óleo recuando quase 1,5%; preços no BR têm suporte no dólar
Soja amplia perdas em Chicago com óleo caindo mais de 1% e mesmo após dos EUA à China
USDA anuncia nova venda de 470 mil toneladas de soja dos EUA para a China nesta 4ª feira (14)
China compra de 8 a 10 cargas de soja dos EUA em primeiros negócios desde o encontro Trump-Xi
Soja sobe em Chicago nesta 4ª feira com novas compras da China nos EUA