Misto de encarecimento da soja por conta da alta dos juros nos EUA e indício de chuvas suficientes para recuperar lavouras limitam alta em Chicago
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A movimentação do mercado da soja na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (05) foi marcada por dois fatores principais, segundo informações do analista de mercados Mário Mariano, diretor Comercial Agrosoya/Novo Rumo Commodities : a alta dos juros nos Estados Unidos e a percepção de que as chuvas dos últimos dias foram suficientes para recuperar as lavouras no Cinturão produtor americano.
A elevação dos juros nos EUA tem potencial para impactar o mercado de commodities. O fortalecimento do dólar pode tornar a soja mais cara para os compradores internacionais e reduzir a demanda.
No caso do clima, as chuvas podem melhorar as condições das lavouras e garantir boa produção, o que também ajuda a pressionar os preços do grão.
Mariano também menciona a desvalorização da moeda chinesa, que acumula uma queda de 7,5% no ano. Isso significa que os compradores chineses , incluindo a soja, estão enfrentando perdas no potencial de compra devido à desvalorização de sua moeda, o que pode afetar a demanda por produtos agrícolas.
Durante a entrevista o analista também falou das recentes altas da soja na bolsa de Chicago, que acabaram não chegando ao produtor brasileiro já que houve uma queda importante dos prêmios de exportação no Brasil, componente que junto com as cotação em Chicago e a variação cambial compõe a precificação da soja brasileira.
Atualmente o produto brasileiro está bastante competitivo e interessante para os compradores, com preços ao redor de 460-470 dólares por tonelada no porto de Paranaguá, comparado a 520 dólares na Argentina e 510 no Golfo americano.
O vídeo conclui mencionando que a onda de calor na China pode levar a uma perda de produção naquele país, o que poderia tornar a China um comprador potencial de soja e milho, aumentando a demanda e potencialmente elevando os preços.
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