Com altas "fora de época", soja sobe mais de 1% na Bolsa de Chicago e preços sobem também no Brasil

Produtores têm aproveitado para avançar com a comercialização, principalmente da safra nova. Ritmo já está acima da média.
Publicado em 25/08/2026 17:41
Flávio França Jr. - Chefe do Setor de Grãos da Datagro Consultoria

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O mercado internacional de grãos registra um movimento atípico para o período. Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta terça-feira (25) com ganhos superiores a 1%, impulsionados por fatores fundamentais ligados ao clima nas lavouras norte-americanas, relatórios de safra e à firmeza da demanda global. Assim, o vencimento novembro/26 terminou o dia com US$ 12,37 e o março/27 - referência para a safra brasileira - com US$ 12,58 por bushel. 

A repercussão dessa alta externa se traduz rapidamente no mercado interno brasileiro, elevando as cotações nas principais praças produtoras e portos do país e abrindo novas janelas de oportunidade para os produtores rurais. Assim, como explicou o chefe do setor de grãos da Datagro, Flávio França Junior, os preços no mercado nacional seguem registrando os melhores momentos do ano. 

A alta registrada em Chicago reflete um cenário de atenção redobrada sobre a reta final do desenvolvimento da safra nos Estados Unidos. O monitoramento constante das lavouras norte-americanas — incluindo levantamentos de campo e dados de produtividade — tem mantido o mercado em alerta quanto ao potencial final de oferta. Além disso, o apetite por parte de compradores internacionais, com destaque para a China, segue firme na busca por assegurar volumes tanto do disponível quanto de contratos futuros.

IMPACTO NO MERCADO BRASILEIRO

No Brasil, a alta externa combinada com prêmios firmes nos portos e a oscilação cambial garante sustentação aos preços internos. Mesmo diante de um período em que o foco começa a se dividir entre a reta final de escoamento do produto disponível e a preparação para a safra 2026/27, as cotações nas regiões produtoras encontram patamares atrativos.

França ressalta que, embora o momento seja favorável para a realização de negócios, o sojicultor brasileiro adota uma postura cautelosa. As incertezas climáticas projetadas para a próxima temporada — incluindo os reflexos do fenômeno El Niño sobre o regime de chuvas e o desenvolvimento inicial das lavouras — fazem com que o produtor busque escalonar suas vendas e proteger suas margens com planejamento estratégico. Ainda assim, o especialista relata que as oportunidades dos últimos dias foram muito bem aproveitadas pelos sojicultores brasileiros, em especial com negócios da safra nova, levando o ritmo a já superar a média dos últimos anos. 

Para conferir todos os detalhes da análise de Flávio França Junior acompanhe o vídeo acima. 

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1 comentário

  • Valdonir teixeira Criciúma - SC

    Só tem algo que não entendo ,os juros precisam ser controlados, ou seja subsidiados , por que estão muito altos. O que é fato!Mas veja, governo neoliberal aqui e em qualquer parte do mundo, não tem intervenção do estado, juros é de mercado. E se estão caros , precisamos do estado . E Brasil i tem um sério problema sim, o custo do dinheiro, taxa Selic do BC é absurda e inviabiliza o agro e até a indústria em geral.

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    • Arlindo Pontremolez Varalta Ibirarema - SP

      Porque vc acha que os bancos apoiaram a esquerda , porque com a SELIC com Bolsonaro a 2.5% os bancos nao ganhavam nada e com a esquerda que subiu a SELIC de um dia para o outro o lucros dos bancos se multiplicaram. Essa e uma mafia contra o setor produtivo. O plano e destruir o brasil e com os juros altos fica bem facil derrubar o gigante. Porque as empresas estam indo para o paraguai ou quebrando ?

      O agricultor brasileiro deveria em vez de comrpar maquinas a credito todos os naos , porque e bacana ter John Deeere nova para mostrar para os vizinhos , deveria economizar e sair dos creditos , enta seria dono dos seus produtos vendendo quando lhe convem . Enquanto os agricultores forem parceiros dos bancos serao escravos do sistema !! Plantem menos e nao devam a ninguem e entao seremos livres para negociar e teremos a forca que o istema tanto teme. Se nao acordarmos e entendermos a logica do sistema , sempre seremos mendigos de governos, lojas de agroquimicos e sistema bancario. Resumindo se produzimos menos, mais sem dividas bancarias nem cooperativas nem barter , nada de dividas, menor oferta de produtos no mercado , precos maiores e liberdade no nosso negocio , e ninguem colocara precos nos nossos produtos !1

      So um pensamento ninguem e obrigado a concordar !! Abraco a todos os agricultors desse nosso brasil

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    • CARLO MELONI sao paulo - SP

      Concordo contigo Arlindo o credito e' como uma droga vicia facil

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