Sem notícias e com BR fora do mercado, fundos fecham semana vendidos no açúcar; intervalo de 14/15 cents/lp não mudará

Publicado em 12/01/2018 12:18 e atualizado em 15/01/2018 11:39
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Barreira dos 16 cents/lp não deverá ser rompida mesmo com o Brasil começando a produzir em abril (safra 18/19): com menos açúcar (e mais etanol aqui), o mercado mundial ficará menor ofertado, esperando a safra dos outros players começar em setembro/outubro. Caiu volume de exportações brasileiras contratadas e vai aumentar negócios no spot.
Confira a entrevista com Tarcilo Rodrigues - Analista de Bioagência

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Tarcilo Rodrigues - Analista de Bioagência

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A semana iniciou com queda no mercado internacional do açúcar e cotações futuras já exibem reação de 16 cents/lb na bolsa de Nova York. Já as perspectivas para a safra 2018/19 são baixas em relação à oferta de açúcar.

O diretor da trading Bioagência, Tarcilo Rodrigues, ressalta que o mercado está especulativo, pois os fundos estão migrando de um ativo para o outro. “Os fundos não gostam da falta de especulações, pois tanto faz se o mercado vai subir ou descer as posições. Provavelmente, os fundos estão vendo as posições, isso explica o porquê de o mercado estar caindo, ainda mais por ser uma semana atípica com poucos vendedores e compradores”, explica.

As tendências para a atual safra 2017/18 é de que esta será uma temporada superavitária, ou seja, em que a oferta será maior que a demanda, e que, assim, vai gerar estoques. Já para a safra 2018/19, que começa em abril, as expectativas são boas e o Brasil deve ser um dos principais players. “O Brasil vai reduzir a oferta de açúcar e esse superávit vai diminuir consideravelmente. A partir do segundo semestre deste ano, teremos preços melhores para a commodities. Além de ter uma produção de cana menor, nós vamos ter uma migração muito forte para o etanol”, comenta.

Diante disso, haverá uma redução de oferta de aproximadamente três milhões de toneladas, sendo que no ano passado foram produzidas 35.800 mil/ton. Com a migração para o etanol, os contratos antecipados foram menores que nos anos anteriores e os produtores já pensam em operar no mercado spot, desde que haja melhora nos preços. “Essa é a estratégia: reduzir a produção, reduzir os contratos e preparar a indústria para fazer mais etanol. Os produtores não vão mais produzir açúcar, a menos que haja uma reação nos preços”, finaliza o analista.

Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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