Porte da cana energia desafia programa nutricional e colheita, mas rusticidade, produtividade e custos menores já compensam

Publicado em 04/01/2019 14:54
Sérgio Gustavo Quassi de Castro - Pesquisador AgroQuatro-S
Podendo chegar a 5 metros e muito mais colmos, com 120 t/ha em cenário conservador, a cana energia, com mais fibra, compensa ainda a menor produção de açúcar por "unidade", produzindo mais por hectare. E naturalmente sem perda de sua maior capacidade etanoleira, para a qual foi desenvolvida, e de cogeração de energia.

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Entrevista com Sérgio Gustavo Quassi de Castro - Pesquisador AgroQuatro-S sobre o que falta para a cana energia?

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A cana energia é uma variedade de cana que possui mais fibras e por isso pode ser mais indicada para o setor do etanol de segunda geração. Apesar dessa vantagem, a cultura dessa variedade ainda não é muito difundida nas lavouras do Brasil.

“Nós vemos que a cana energia necessita de um manejo agronômico e uma adubação diferenciada a fim de potencializar a produção de biomassa da cultura. Outros ajustes na colheita como uma colheita mais eficiente e com custo operacional adequado. Então eu percebo nesses últimos anos que é uma cultura com grande potencial, mas que necessita de uma atenção e um desenvolvimento de uma colheita com qualidade e eficiência e um manejo agronômico, sobretudo nutricional, para potencializar a cultura”, conta Sérgio Gustavo Quassi de Castro,- pesquisador da AgroQuatro-S.

A cana energia pode chegar a até 5 metros de altura e, justamente por ser mais ereta e possuir mais colmos, acaba extraindo mais nutrientes e precisando de adubação diferenciada, com níveis maiores de aplicações. Tudo isso propicia que essa variedade atinja um potencial produtivo maior.

“Considerando a colheita integral, já chegamos a ver até produção próximas de 200 toneladas de biomassa por hectare. Todavia, na minha experiência, eu vejo que varia de 100 a 120 toneladas e isso já um excelente resultado tendo em vista que ela é cultivada em regiões mais marginais à cana de açúcar, em que essa modalidade não vai bem seja por questões térmicas, hídricas ou até mesmo por menor fertilidade do solo”, explica Castro.

Essa destinação da cana energia por áreas mais alternativas à produção da cana de açúcar comum se dá pelo mais elevado custo e dificuldade de produção e colheita, mas que é compensando pela maior produtividade quando comparado à cana tradicional nesses locais.  

Confira a entrevista completa no vídeo.

Por:
Giovanni Lorenzon e Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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