Com cana

Publicado em 23/01/2019 10:57 e atualizado em 23/01/2019 13:57
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Tempo muito quente e de chuvas raras e irregulares desde final de novembro também abate a cana da região de Ituverava, apesar do solo bastante favorável à retenção da umidade. Mesmo que as chuvas voltem, e boas, o período de maior desenvolvimento, de novembro a janeiro, ficou comprometido.
Gustavo Chavaglia - Presidente do Sindicato de Ituverava/SP

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Entrevista com Gustavo Chavaglia - Presidente do Sindicato de Ituverava/SP sobre a Quebra da cana no norte de SP

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As condições climáticas irregulares desde o final de novembro estão comprometendo o potencial produtivo dos canaviais no município de Ituverava/SP. Outro fator que está preocupando os produtores rurais é a proliferação do colonião que está elevando os custos de produção.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural do município, Gustavo Chavaglia, os veranicos do final de novembro sinalizam uma perda do potencial produtivo do canavial. “Eu acredito que a cana-de-açúcar não está sofrendo apenas pela a falta de precipitações, mas também por conta da forte insolação e a evapotranspiração muito intensa”, afirma.

A percepção que a liderança tem da safra de cana-de-açúcar na localidade é que a cultura não está no melhor ponto. “As canas estão demorando a sair do chão e estão muito amarradas, sendo que a variedades poderiam estar se desenvolvendo melhor se tivesse chuvas mais regulares”, comenta.

Diante desse cenário, os produtores rurais estão preocupados com a incidência de doenças e pragas nos canaviais que vai se refletir em um custo de produção maior. “Uma praga que vem aumentando é o colonião e está tomando os canaviais. Isso conseqüentemente está trazendo um acumulo de custos ao produtor rural”, relata.

Com relação à colheita, Chavaglia destaca que não adianta postergar a colheita da cana-de-açúcar quando atingiu a maturação. “Não muito que se fazer, é hora de cortar. No caso das propriedades que fizeram o terceiro eixo podem ter uma compensação na produtividade ou no ATR”, ressalta.

Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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