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Cana: Safra 21/22 segue sendo revisada com impacto da seca e geadas no Centro-Sul

Publicado em 31/08/2021 16:29 e atualizado em 31/08/2021 17:06 925 exibições
Júlio Borges - Sócio-Diretor da JOB Economia e Planejamento
Consultoria JOB estima a moagem na nova temporada em 533 mi de t, mais de 10% menor que no ciclo anterior e revisão ante previsão de maio

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Entrevista com Júlio Borges - Sócio-Diretor da JOB Economia e Planejamento sobre a Safra da Cana-de-Açúcar

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A safra 2021/22 de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil segue sendo revisada pelas consultorias agrícolas em meio impacto da seca e, mais recentemente, por geadas. Apesar disso, o cenário de preços é bastante positivo, segundo a JOB Economia.

A consultoria estima a moagem de cana na principal região produtora em 533 milhões de toneladas, cerca de 7,5% menor ante a estimativa anterior de maio e de 12% ante a temporada anterior. Os números de produção de açúcar e etanol também foram revisados.

"Essa safra veio com duas grandes surpresas, uma, que é a redução da produção e outra que é o aumento de preços", explicou em entrevista ao Notícias Agrícolas Júlio Borges, sócio-siretor da JOB Economia e Planejamento.

A produção de açúcar na nova temporada é vista pela JOB em 33,4 milhões de t em 2021/22, 13% menor do que na safra 2020/21. A fabricação de etanol de cana no Centro-Sul deve ficar em 25,10 bilhões de litros, quase 10% menor que no ciclo anterior.

O etanol de milho deve representar 3,6 bilhões de litros no novo ciclo, acima do anterior (2,6 bilhões de litros).

Apesar do cenário complicado no campo, a nova temporada de cana no Centro-Sul tem sido marcado por altos preços. "O resultado econômico dessa safra, apesar da quebra tem muita chance de ser melhor que do ano passado, que já foi excelente", destaca Borges.

O cenário tende a ser positivo na rentabilidade aos produtores mesmo com um esperado aumento de custos.

Fixações para safra 2022/23

As fixações para a safra 2022/23, que começará a ser moída apenas em abril do ano que vem, já começaram a ser registradas, com cerca de 40% a 50% do que será exportado já comprometido pelas unidades produtoras, mas esse número caiu recentemente.

"A usina está muito reticente de fazer novas fixações para 2022 justamente por causa da seca, que vai afetar o ano que vem, principalmente o plantio que foi feito", destaca Borges. Ainda assim, os volumes já fixados representam um recorde absoluto.

Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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