Com safra brasileira no radar, mercado futuro do açúcar segue pressionado em Nova York
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Os preços do açúcar fecharam em baixa nesta quarta-feira (30) na bolsa de Nova Iorque. Após duas sessões de alta nesta semana, as cotações devolveram parte dos ganhos contabilizados. Diante de um cenário positivo de oferta, sobretudo em meio à colheita no Brasil, os futuros do adoçante têm encontrado resistência no mercado internacional.
Segundo Marcelo Filho, analista em inteligência de Mercado da StoneX, por mais que tenha alguns problemas no Centro-Sul do Brasil, a produção brasileira tem trazido uma tendência baixista para os preços, sobretudo pelo mix. Por mais que uma moagem menor em relação à última safra seja um consenso no mercado, a produção nacional é uma justificativa para o cenário baixista.
“O mix açucareiro tem refletido os investimentos do setor nos últimos anos, tem refletido a remuneração do açúcar. Embora tenha caído neste ano, já próximo do etanol, as usinas já tinham fixado os preços, então ainda tem um cenário mais favorável ao açúcar em rentabilidade”, explicou o analista.
Por esse motivo, ele afirma que a oferta brasileira é uma justificativa para o cenário baixista. “Mesmo a demanda por importação ter voltado com bastante força, o Brasil tem trazido essa contrapartida de oferta. O mercado tem testado algumas altas nos últimos pregões, mas essas altas não têm se sustentado. Uma escalada mais forte ocorreria se houvesse uma quebra mais relevante no Centro-Sul”, completou.
Na Bolsa de Nova Yorque, o contrato outubro/25 caiu 0,14 cent (-0,84%) e fechou cotado a 16,45 cents/lbp. O março/26 recuou 0,13 cent (-0,76%), encerrando o dia a 17,06 cents/lbp. Já o maio/26 teve queda de 0,12 cent (-0,71%), negociado a 16,74 cents/lbp, enquanto o julho/26 registrou baixa de 0,11 cent (-0,66%), fechando a 16,61 cents/lbp.
Em Londres, os preços também recuaram. O contrato outubro/25 cedeu US$ 5,30 (-1,11%) e foi negociado a US$ 470,00 por tonelada. O dezembro/25 também caiu US$ 5,30 (-1,13%), encerrando a US$ 462,40 por tonelada. O março/26 recuou US$ 4,30 (-0,91%), fechando a US$ 467,20 por tonelada, enquanto o maio/26 teve perda de US$ 3,90 (-0,82%), cotado a US$ 469,20 por tonelada.
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