Ciclone extratropical avança e traz risco de tempestades e granizo em São Paulo e Minas Gerais
Ciclone extratropical avança e traz risco de tempestades e granizo em São Paulo e Minas Gerais
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O ciclone extratropical se forma nesta sexta-feira (7) sobre o Sul do Brasil e deve provocar tempestades, ventos muito fortes e volumes expressivos de chuva entre o Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A previsão é de que os efeitos mais intensos ocorram até o sábado (9), com rajadas de vento que podem superar os 100 km/h e acumulados acima de 100 milímetros em algumas regiões.
De acordo com a meteorologista Bárbara Sentelhas, CEO e Co-fundadora da Agrymet, a formação do sistema acontece a partir de uma área de baixa pressão sobre o nordeste da Argentina e o Paraguai, que avança rapidamente em direção ao litoral brasileiro.
“O que mais preocupa neste ciclone é a intensidade dos ventos. Em algumas localidades, especialmente no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, as rajadas podem ultrapassar 100 km/h, com risco de destelhamentos, queda de árvores e interrupção no fornecimento de energia”, destacou Sentelhas em entrevista ao Notícias Agrícolas.
Conforme o sistema se desloca para o Sudeste, estados como São Paulo e Minas Gerais também entram em alerta. Cidades do interior paulista, como Novo Horizonte, podem registrar rajadas entre 50 e 60 km/h e chuvas que variam de 30 a 60 mm.
Bárbara reforça que, apesar da curta duração do fenômeno, que deve perder força a partir de segunda-feira (10), os impactos podem ser significativos, especialmente em áreas com infraestrutura mais vulnerável.
“É importante que produtores e moradores fiquem atentos. Esses ventos têm potencial para causar prejuízos em lavouras e áreas urbanas. Mesmo em regiões afastadas do litoral, como o interior de São Paulo e Minas Gerais, há risco de transtornos com vendavais”, alertou.
Enquanto o Sul e Sudeste enfrentam tempestades, o cenário no Nordeste continua de seca severa em vários municípios. Regiões como o sertão pernambucano e o sul do Piauí seguem com baixos volumes de chuva, e a recuperação hídrica só deve ocorrer de forma mais consistente a partir de janeiro de 2026, com a consolidação do fenômeno La Niña, que tende a favorecer precipitações no semiárido.
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