Frentes frias voltam ao Sudeste e exigem atenção de produtores de café e cana
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Depois de dias de tempo firme, o Sudeste deve voltar a registrar a passagem de frentes frias ao longo das próximas semanas. Embora as precipitações previstas sejam de baixa intensidade, elas podem interromper temporariamente a colheita em importantes regiões produtoras de café e cana-de-açúcar.
Segundo o meteorologista e sócio-diretor da Nottus, Alexandre Nascimento, a primeira mudança ocorre já neste fim de semana, quando uma frente fria avança pelo litoral da região.
"É uma frente fria de fraca intensidade, mas com potencial para provocar garoas no sul e leste de São Paulo, sul e leste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo."
De acordo com o especialista, o volume de chuva será bem inferior ao registrado nas últimas semanas, mas suficiente para aumentar a umidade e provocar pequenas interrupções nas operações de campo.
"Não é uma chuva intensa, mas pode atrapalhar momentaneamente as atividades da cana e do café. Depois o tempo volta a abrir e os produtores terão novamente alguns dias secos para trabalhar."
Colheita terá novas interrupções ao longo de julho
A previsão indica que o padrão de tempo deve se repetir ao longo da segunda quinzena de julho. Após um curto período de estabilidade, uma nova frente fria deve alcançar o Sudeste, provocando novamente garoas em áreas produtoras.
Segundo Alexandre, regiões cafeeiras do sul de Minas Gerais e do interior paulista, além de áreas do estado do Rio de Janeiro, devem acompanhar de perto a evolução das previsões.
Municípios como Guaxupé (MG), importante polo cafeeiro, podem registrar aumento da umidade justamente durante o período de colheita. Situação semelhante é prevista para o norte de São Paulo e para cidades da Zona da Mata mineira, como Cataguases (MG).
"Esses períodos de maior umidade podem atrapalhar momentaneamente a colheita, principalmente nas regiões produtoras de café e cana."
Apesar disso, o meteorologista destaca que as chuvas também trazem benefícios para o campo.
"Mesmo causando alguns transtornos pontuais, essas precipitações ajudam a manter a umidade do solo e reduzem um pouco o risco de queimadas."
Produtores devem manter atenção ao risco de incêndios
Embora o inverno deste ano apresente mais episódios de chuva do que o habitual, Alexandre alerta que o período seco ainda exige cuidados redobrados para evitar incêndios em áreas rurais.
Segundo ele, mesmo pequenas fontes de ignição podem provocar grandes queimadas quando há vegetação seca e vento.
"Todo cuidado é pouco. Um pequeno foco pode se espalhar rapidamente nesta época do ano."
O meteorologista reforça que produtores devem evitar o uso do fogo para limpeza de áreas agrícolas e redobrar os cuidados com qualquer atividade que possa provocar incêndios.
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