Semana começa com alerta de temporais no Sul e calor de volta ao Sudeste

Rio Grande do Sul deve ter chuva intensa, granizo e ventos que podem superar 90 km/h na quarta-feira. Em São Paulo, temperaturas voltam a subir e podem se aproximar dos 30°C.
Publicado em 03/11/2026 11:22

O início de novembro será marcado por instabilidades severas e a atuação sucessiva de dois ciclones extratropicais sobre o Brasil. De acordo com análise do meteorologista Denis Garcia, da Meteored, o país experimenta um breve período de tempo mais estável antes da chegada de chuvas expressivas que devem atingir prioritariamente a Região Sul, com acumulados significativos, antes de avançarem para as regiões produtoras do Centro-Oeste e Sudeste.

Primeiro ciclone traz tempestades volumosas à Região Sul

Segundo a previsão, uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, associada a um cavado meteorológico, favorece a convergência de ar quente e úmido em direção aos estados do Sul a partir de quarta-feira. O cenário propicia a formação do primeiro ciclone extratropical do mês, deflagrando volumes que podem ultrapassar a marca de 90 milímetros em pontos isolados.

"A gente vai ter a convergência de ar quente e ar úmido para essa parte do país. Tanto é que os volumes de chuva podem superar a casa dos 90 milímetros apenas nesta quarta-feira", destacou Denis Garcia. O meteorologista ressaltou ainda que as regiões norte e noroeste do Rio Grande do Sul devem registrar precipitações superiores a 50 milímetros, enquanto o restante do território nacional mantém tempo mais seco e estável, com nebulosidade variável.

Trégua temporária

Na quinta-feira, o sistema perde força no extremo sul e se desloca em direção ao Paraná, sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul, com acumulados projetados entre 60 e 70 milímetros no sudoeste paranaense. No restante do país, as pancadas continuam pontuais e não devem superar 40 milímetros.

Para a sexta-feira, espera-se uma curta janela de estabilidade na maior parte das regiões produtoras. As precipitações mais expressivas ficam concentradas no extremo oeste da Região Norte e em trechos do interior de Mato Grosso, oscilando entre 20 e 30 milímetros.

Segundo ciclone 

A calmaria dura pouco: na madrugada de sábado, projeta-se a formação de um segundo ciclone extratropical, apontado como mais intenso e abrangente. Associado a uma nova frente fria, o fenômeno organizará um canal de umidade conectando o Sul, o Centro-Oeste e o Sudeste.

"Este de sábado será um pouco mais intenso, vai abranger mais o país, tendo uma força maior capaz de organizar melhor o corredor de umidade", explicou Garcia. O evento deve renovar as chuvas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com acumulados de até 60 milímetros, além de alcançar Rondônia, Mato Grosso do Sul e o oeste de Mato Grosso.

No domingo, à medida que a frente fria se desloca para o Oceano Atlântico, a faixa de instabilidade alcança São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, estendendo-se também ao sul do Pará, Tocantins e oeste da Bahia, com volumes previstos entre 50 e 60 milímetros.

Os mapas de acumulados para o período de 4 a 10 de novembro confirmam volumes superiores a 150 milímetros na Região Sul e acumulados entre 50 e 120 milímetros em uma faixa que cruza o Espírito Santo, norte de Minas Gerais, Goiás e leste mato-grossense.

Já na segunda semana do mês, entre 9 e 18 de novembro, a tendência meteorológica aponta para a migração dos maiores volumes para o interior do país. Áreas do Mato Grosso, Tocantins, sul do Pará e partes de Maranhão, Piauí e Bahia devem concentrar os principais episódios de precipitação.

* Com auxílio de IA

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