Café: Compradores no exterior mostram-se cautelosos para fazer novos negócios

Publicado em 04/05/2012 18:14 1367 exibições
Com o feriado do dia do trabalho na terça-feira, dia primeiro, muitos operadores não trabalharam na segunda e tivemos apenas três dias úteis na semana. Ontem, quinta-feira, mais um pregão com forte e inexplicável baixa nos contratos de café na ICE Futures US, em Nova Iorque, liquidou qualquer possibilidade de um melhor desenvolvimento dos negócios no mercado físico brasileiro.

O mercado de café, que vem se arrastando nas últimas semanas, praticamente não trabalhou. Desorientados, compradores e vendedores não se esforçaram para fechar negócios. O fortalecimento do dólar frente ao real compensou com folga a queda das cotações em Nova Iorque, mas não se refletiu nas ofertas em reais no físico brasileiro.

Muitos produtores recuam quando recebem ofertas por seus lotes, considerando baixas as bases oferecidas para negócio. Os exportadores compram aos poucos, à medida que encontram vendedores dispostos a aceitar o patamar de preços decorrente do enfraquecimento das cotações nas bolsas de futuro.

Não houve modificação nos fundamentos, mas os compradores no exterior mostram-se cautelosos para fazer novos negócios e acompanham com cuidado tanto o desenrolar da crise econômica no hemisfério norte como o início dos trabalhos de colheita no Brasil.

Entramos em maio e o mercado começa a olhar com atenção redobrada os boletins meteorológicos com as condições do tempo nas regiões produtoras de café do Brasil. O Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, deu início aos trabalhos para colher sua safra 2012/2013 contando com o menor estoque de passagem de que se tem notícia, tendo ainda de prover café para o consumo interno e exportação dos meses de maio e junho. Assim, no início de julho, quando começa oficialmente no Brasil o ano-safra 2012/2013, o estoque remanescente da safra que se encerra será praticamente zero. O pouco que então restar, estará em mãos de cafeicultores capitalizados decididos a não vender nas bases praticadas pelo mercado no primeiro semestre de 2012.

Nesse quadro, uma geada mais séria, ou uma seca prolongada sobre os cafezais brasileiros no segundo semestre deste ano, destruirá o frágil equilíbrio entre produção e consumo mundial de café.

Até o dia 30, os embarques de abril estavam em 1.558.990 sacas de café arábica, 30.802 sacas de café conillon, somando 1.589.792 sacas de café verde, mais 235.444 sacas de solúvel, contra 1.776.287 sacas no mesmo dia de março. Até o dia 30, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 2.022.597 sacas, contra 2.289.979 sacas no mesmo dia do mês anterior.

Em maio, até o dia 03, os embarques estavam em 14.661 sacas de café arábica e 580 sacas de café conillon, somando 15.241 sacas de café verde, mais 264 sacas de café solúvel, contra 4.293 sacas no mesmo dia de abril. Até o dia 03, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em maio totalizavam 241.427 sacas, contra 77.240 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 27, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 04, caiu nos contratos para entrega em julho próximo, 190 pontos ou US$ 2,51 (R$ 4,83) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam no dia 27 a R$ 440,10/saca e hoje, dia 04, a R$ 444,14/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em julho, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 120 pontos.

Fonte:
Escritório Carvalhaes

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