Café: Contratos na bolsa de NY fecham semana com baixa de 20 pontos

Publicado em 31/05/2013 18:33 674 exibições

Dois importantes eventos realizados na última terça-feira, dia 28, na cidade de São Paulo, analisaram o comercio mundial de café. A forte pressão sobre as cotações internacionais de café conduziu os debates nos dois plenários.


Tanto no 5º Fórum Coffee&Dinner, promovido pelo CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, como no seminário “Perspectivas para o Agri-business em 2013 e 2014”, realizado pela BM&FBovespa e MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o fio condutor dos debates foi a persistente queda das cotações do café ante a expectativa de uma ampla oferta de cafés do Brasil, que começa a colheita de uma safra recorde de ciclo baixo. Notou-se entre a maioria das lideranças participantes uma descrença quanto a uma recuperação significativa dos preços no curto prazo.


O diretor comercial da Exportadora de Café Guaxupé, em sua palestra no seminário promovido pela BM&FBovespa, estimou que o Brasil vai encerrar a safra 2012/2013, em 30 de junho próximo, com mais de 13 milhões de sacas em seus armazéns! Nas conversas com participantes dos dois eventos ouvimos muitas vozes, inclusive de lideranças de nossa cafeicultura, que acreditam que nossos estoques no final de junho não estarão muito longe do apresentado pelo palestrante.


O Brasil vai terminar o ano-safra com exportações ao redor de 30 milhões de sacas (se confirmado, será o terceiro melhor resultado de nossa longa história de exportadores de café) e consumo de 20 milhões de sacas.


Portanto entre exportação e consumo interno, desaparecerão 50 milhões de sacas. Elaborada pela CONAB, em dezembro de 2012,a quarta e última estimativa oficial brasileira de nossa safra 2012/2013, estimou a produção brasileira de café em 50, 826 milhões de sacas de 60 kgs. O MAPA precisa se pronunciar sobre esta grave divergência entre seus números e os do mercado.


Já o diretor executivo da OIC – Organização Internacional do Café, o brasileiro Robério Silva, em seu pronunciamento no evento promovido pelo CECAFÉ, afirmou que “tem alguns fundamentos que não estão sendo absorvidos pelo mercado como deveriam ser". Segundo ele, o mercado internacional de café está ignorando os atuais fundamentos de menor disponibilidade do produto nos países consumidores. Sem citar estimativas para os estoques, ele frisou que "estamos com estoques nos países consumidores nos níveis mais baixos que a gente já teve.


Esses estoques continuam da mão para a boca. Não estou vendo excedente (a OIC trabalha com os números oficiais brasileiros) e isso não está se refletindo nos preços". O diretor da OIC citou também a quebra de safra na América Central, com o ataque de fungos nos cafezais.
O mercado físico de café teve mais uma semana de desânimo e poucos negócios. Na próxima semana, a forte alta do dólar frente ao real (mais de 5% em uma semana) poderá repercutir nos preços em reais do café.


Até o dia 29, os embarques de maio estavam em 1.490.741 sacas de café arábica e 104.546 sacas de café conillon, somando 1.595.287 sacas de café verde, mais 84.237 sacas de café solúvel, contra 1.863.149 sacas no mesmo dia de abril. Até o dia 29, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em maio totalizavam 2.254.695 sacas, contra 2.513.985 sacas no mesmo dia do mês anterior.


A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 24, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 31, caiu nos contratos para entrega em julho próximo, 20 pontos ou US$ 0,26 (R$ 0,56) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam no dia 24 a R$ 344,73 /saca e hoje, dia 31 a R$ 359,48 saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em julho, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 120 pontos. No mercado paralisado de hoje, são as seguintes cotações nominais por saca, para os cafés verdes, do tipo 6 para melhor, safra 2012/2013, condição porta de armazém:

R$300/310,00 - CEREJA DESCASCADO – (CD), BEM PREPARADO.
R$300/310,00 - FINOS A EXTRAFINOS – MOGIANA E MINAS.
R$290/300,00 - BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.
R$280/285,00 - DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.
R$275/280,00 - RIADOS.
R$270/275,00 - RIO.
R$265/270,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.
R$260/265,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADAS.

                                                     DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 2,1390 PARA COMPRA.

Fonte:
Escritório Carvalhaes

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