Café: Bolsa de Nova York encerra semana com queda de 400 pontos

Publicado em 02/08/2013 18:16
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O “Informar Café”, relatório diário da Somar Metereologia, afirmou ontem, dia primeiro, que a frente fria da semana passada chegou a avançar sobre áreas de café e foi uma das massas de ar polar mais fortes dos últimos anos. Só não trouxe mais danos aos pés de café por conta da cobertura de nuvens e das chuvas, que foram acima da média para esta época do ano. Segundo a Somar, os modelos indicam que as características de inverno atrasaram e devem continuar sobre o Brasil pelo menos até setembro. Para a Somar, ainda poderemos ter um padrão típico de inverno nos próximos dois meses. Apesar desse quadro, esta semana os contratos de café na ICE Futures US, principal termômetro do mercado, caíram todos os dias até ontem, quinta-feira.

Hoje, fecharam em alta moderada, possivelmente devido à informação dada pelo CNC – Conselho Nacional do Café, em seu “Balanço Semanal”, que, em reunião realizada na tarde de ontem com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, tiveram a confirmação, do titular da Pasta, que medidas de apoio ao setor serão divulgadas na próxima segunda-feira, dia 5. Segundo o CNC, o anúncio das medidas será feito pelo ministro em entrevista coletiva, às 16 horas.

A semana foi difícil para o mercado físico brasileiro. As bolsas de futuro trabalharam em baixa e o dólar em forte alta frente ao real, dificultando e desorganizando os negócios. Compradores e vendedores agem com cuidado, negociando bastante antes do fechamento de cada lote. Os preços cederam no decorrer da semana deixando os produtores ainda mais apreensivos.

As chuvas fora de hora atrapalham os serviços de colheita e benefício do café arábica, que devem estar pouco acima dos cinquenta por cento. A qualidade dos lotes que começam a chegar ao mercado são sofríveis devido às chuvas e ao desânimo dos cafeicultores. Nesta entrada de safra é muito pequeno o diferencial de preços praticados no mercado entre os lotes mais finos e os baixos, de bebida inferior. Muitos produtores chegam à conclusão que não é bom negócio aumentar os custos de colheita e benefício, necessários para prepararem cafés mais finos ou mesmo de boa qualidade.

O dia 31 de julho de 2013 foi o último dia de comercialização e uso legal no Brasil de produtos à base de endossulfam, ingrediente amplamente usado na cafeicultura do País para o controle da broca, perigosa praga das lavouras. O produto foi banido através da RESOLUÇÃO-RDC No- 28, DE 9 DE AGOSTO DE 2010, Regulamento Técnico para o Ingrediente Ativo Endossulfam em decorrência da Reavaliação Toxicológica, da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A decisão foi tomada devido ao seu alto teor tóxico, associado a problemas reprodutivos e do sistema endócrino.

Até o dia 31, os embarques de julho estavam em 1.353.505 sacas de café arábica e 162.520 sacas de café conillon, somando 1.516.025 sacas de café verde, mais 164.524 sacas de café solúvel, contra 2.259.817 sacas no mesmo dia de junho. Até o dia 31, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em julho totalizavam 2.318.558 sacas, contra 2.392.790 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 26, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 2, caiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 400 pontos ou US$ 5,30 (R$ 12,09) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 26 a R$ 364,18/saca e hoje, dia 2 a R$ 356,80/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em setembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 265 pontos. No mercado estável de hoje, são as seguintes cotações nominais por saca, para os cafés verdes, do tipo 6 para melhor, safra 2013/2014, condição porta de armazém:

R$325/330,00 - CEREJA DESCASCADO – (CD), BEM PREPARADO.
R$300/310,00 - FINOS A EXTRAFINOS – MOGIANA E MINAS.
R$290/300,00 - BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.
R$280/290,00 - DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.
R$270/280,00 - RIADOS.
R$260/270,00 - RIO.
R$260/270,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.
R$255/260,00 - P.BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADAS.

DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 2,2810 PARA COMPRA.

Fonte: Escritório Carvalhaes

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