Café: Quebra das safras brasileiras 2014/15 continuam dominando as análises dos operadores
Em meio a muita oscilação, os contratos de café na ICE Futures US em Nova Iorque encerram mais uma semana com largo saldo positivo. Os contratos com vencimento em maio próximo acumularam 1620 pontos de alta neste período.
Até ontem, quinta-feira, os pregões fecharam todos os dias em forte alta. Hoje terminaram em baixa. A quebra das safras brasileiras de café em 2014 e 2015 continuou dominando todas as análises e conversas, enquanto os operadores em Nova Iorque aceleraram o movimento de rolagem para julho dos contratos com vencimento em maio próximo.
A cada dia cresce a preocupação do mercado com a quebra na produção dos cafezais do sudeste brasileiro com o longo período de seca e calor nos meses críticos para o desenvolvimento dos frutos. As análises dos agrônomos mostram que a quebra na safra 2015 deverá ser ainda maior que na de 2014.
Estamos terminando a estação das chuvas com déficit hídrico acentuado em boa parte dos cafezais do sudeste brasileiro, principalmente nos do sul de Minas Gerais, onde se concentram grande parte dos cafeicultores do estado. Se daqui para frente as chuvas vierem dentro do ritmo normal para a nova estação (quando usualmente chove pouco), o déficit hídrico aumentará no decorrer do inverno, enfraquecendo ainda mais as arvores e prejudicando a frutificação da nova safra no final deste ano.
Os preços no mercado físico brasileiro não acompanharam a vertiginosa alta da semana em Nova Iorque. A desvalorização do dólar frente ao real e a dificuldade encontrada por muitos compradores para aumentar suas linhas de financiamentos junto ao mercado bancário, atrapalharam o bom desenvolvimento dos negócios. Os cafeicultores que ainda têm lotes da safra corrente entram no mercado aos poucos e recusam qualquer oferta que não acompanhe o andamento das cotações na ICE. Nesta semana foi difícil encontrar vendedores de lotes de café arábica finos que aceitassem ofertas abaixo dos quinhentos reais por saca.
O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de março foram embarcadas 2.682.437 sacas de 60 kg de café, aproximadamente 4% (113.498 sacas) a mais que no mesmo mês de 2013 e 7% (213.378 sacas) a menos que no último mês de fevereiro. Foram 2.319.887 sacas de café arábica e 136.345 sacas de café conillon, totalizando 2.456.232 sacas de café verde, que somadas a 225.041 sacas de solúvel e 1.164 sacas de torrado, totalizaram 2.682.437 sacas de café embarcadas.
Até o dia 10, os embarques de abril estavam em 549.504 sacas de café arábica, mais 54.096 sacas de café conillon somando 603.600 sacas de café verde, mais 34.035 sacas de café solúvel, totalizando 637.635 sacas embarcadas, contra 671.559 sacas no mesmo dia de março. Até o dia 10 os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 1.053.956 sacas, contra 1.129.238 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 4, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 11, subiu nos contratos para entrega em maio próximo, 1620 pontos ou US$ 21,43 (R$ 47,38) por saca. Em reais, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 4 a R$ 549,15 por saca e hoje, dia 11 a R$ 588.45 por saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 490 pontos.
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