Café: Semana com menos oscilações nos preços, mas ainda difícil para o mercado interno

Publicado em 28/11/2014 17:00 279 exibições

O feriado ontem de Ação de Graças nos EUA e a ausência de novas notícias e boatos sobre a produção e consumo de café no mundo fez com que as cotações do café na ICE Futures US oscilassem menos esta semana. 

No mercado físico as cotações também oscilaram menos, mas a instabilidade do real frente ao dólar com a indefinição dos rumos da economia no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff levou a mais uma semana difícil para as vendas do cafeicultor brasileiro. 

Uma série de reportagens do jornal Valor Econômico esta semana mostra o crescimento do mercado de café na Coreia do Sul, em mais uma confirmação do excelente período por que passa o consumo mundial de café. Na semana passada o diretor executivo da Organização Internacional do Café, Robério Silva, já havia declarado que a demanda global por café deverá crescer 2,5% ao ano até o final da década, impulsionada pela forte expansão do consumo em mercados como China, Rússia e Coréia do Sul.

Os lucros deste mercado estão atraindo novos grupos econômicos internacionais que investem em novos consumidores, redes de cafeterias e no mercado de consumo doméstico. O consumo de café em cápsulas esta virando uma febre e a procura por cafés de alta qualidade cresce a cada ano. As máquinas para uso doméstico estão cada vez mais sofisticadas, práticas e baratas, estimulando o consumidor a investir na compra de cafés sofisticados. A Nespresso acaba de lançar no Brasil uma edição especial de café arábica “maragojype” a quatro reais por cápsula, aproximadamente seiscentos e sessenta reais por quilograma de café. 

A demanda mundial cresce e este ano o Brasil vai bater seu recorde histórico de volume exportado. Nosso consumo interno também será recorde. Enquanto isso, o cafeicultor brasileiro, responsável pela produção de 38% da matéria prima que abastece esse grande negócio, luta todos os anos para fechar suas contas, sofrendo com secas, geadas, pragas e problemas trabalhistas. Quando por um problema climático sério, como o deste ano, sua produção cai e as cotações sobem um pouco, logo surgem números e analistas prontos para provar que as cotações estão muito altas! Se aproximando dos dois dólares por libra peso na ICE! 

Lucro é para os outros. O cafeicultor tem de se contentar em pagar suas contas.

Até o dia 27, os embarques de novembro estavam em 1.852.945 sacas de café arábica, mais 297.735 sacas de café conillon somando 2.150.680 sacas de café verde, mais 88.724 sacas de café solúvel, totalizando 2.239.404 sacas embarcadas, contra 2.046.898 sacas no mesmo dia de outubro. Até o dia 27 os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em novembro totalizavam 2.826.111 sacas, contra 2.680.453 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 21, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 28, caiu nos contratos para entrega em março próximo, 325 pontos ou US$ 4,30 (R$ 11,06) por saca. Em reais, as cotações para entrega em março próximo na ICE fecharam no dia 21 a R$ 634,18 por saca e sexta-feira, dia 28, a R$ 637,75 por saca. Hoje nos contratos para entrega em março a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 680 pontos.

Fonte:
Escritório Carvalhaes

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