Trigo Brasil: Chuvas providenciais beneficiam lavouras gaúchas

Publicado em 13/09/2010 19:11
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As chuvas ocorridas na primeira e segunda semana de setembro beneficiaram tanto a implantação da safra de verão, já iniciada, mas principalmente as lavouras de trigo, que já iniciam em sua maioria a fase de floração, que é a de maior exigência hídrica da cultura. O acumulado de chuvas ainda está bem abaixo da média na grande maioria das regiões produtoras, mas as precipitações já garantem um bom desenvolvimento das plantas. Além das melhores condições para realização dos tratos culturais o estande de plantas se mantém uniforme e as plantas exibem bom aspecto. Aproximadamente 29% da área plantada encontra-se em fase de floração e, portanto já se beneficiam diretamente do maior volume de água no solo. Porém, ainda será necessário mas alguns milímetros de chuva para garantir que a umidade seja suficiente para os 56% que ainda estão em fase de desenvolvimento vegetativo, mais precisamente no estádio de perfilhamento. Quanto ao clima, as previsões são otimistas, com chuvas fortes esperadas para este início de semana e temperaturas amenas. Já no que se refere aos preços praticados para a safra atual, apesar das pequenas e constantes valorizações semanais registradas, o trigo gaúcho está longe de acompanhar o desempenho apresentado pelo mercado internacional e até mesmo pelo Paraná, dificuldade esta decorrente da limitação de qualidade, que limita a utilização do cereal apenas para alimentação animal ou, na melhor das hipóteses para produção de farinha comum. Ao observarmos o incremento de preços nestes últimos dois meses vemos que no Rio Grande do Sul o valor médio da saca subiu 2,6% se comparado ao registrado em 13 de julho, enquanto que no Paraná, a alta no mesmo período foi de 8,2%. Para traçar um comparativo, mesmo no mercado internacional, verifica-se que o trigo para moagem valorizou-se muito mais de julho até esta terceira semana de setembro do que o trigo para alimentação animal. Na Bolsa européia de commodities, o trigo negociado em Paris e com qualidade para industrialização subiu 52%, enquanto que o negociado em Londres e destinado à ração subiu 35%, com uma diferença significativa de 17 pontos percentuais. Dessa forma, o setor tritícola ainda demonstra grande insatisfação quanto à evolução dos preços neste período pré-colheita, especialmente porque a valorização dos derivados não teve reflexo proporcional nos preços pago aos produtores do estado.   
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Fonte: AF News

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