O BRASIL NO RUMO DA POLITICA CAMBIAL CHINESA

Publicado em 22/04/2012 05:55 1748 exibições
artigo de Liones Severo
 
O BRASIL NO RUMO DA POLITICA CAMBIAL CHINESA
 
Pouco restou aos países que tiveram suas moedas fortes em
relação ao dolar. Depois de muito criticar a politica cambial
chinesa, paises da Zona do Euro precisam recorrer à devalorização
da moeda para reduzir seus endividamentos em relação ao PIB. Assim
como fazem os Estados Unidos que, com forte emissão de moeda,
aumenta a base monetária, reduzindo a relação endividamento
versus PIB.
 
A posição da China se justifica pela estupenda poupança interna que,
segundo alguns economistas, mesmo deixando o Yuan flutuar
livremente, a relação não seria muito diferente da cotação atual
frente às demais moedas.
 
Portanto a única alternativa de resolver o alto endividamento dos países da
Zona do Euro passa necessáriamente pela desvalorização de suas moedas
em relação às demais moedas, principalmente o dolar.
 
Em 1997, com o desmanche dos trigres asáticos e do leste europeu,
a recuperação veio através da desvalorização das moedas. Houveram, ainda, 
muitos outros exemplos nas economias globais, como a Holanda nos anos 60
(febre holandesa), Israel em 1986, Mexico em 1994, Argentina em 2001 e até
mesmo o Brasil em 1982 - todos sem exceção quebraram e foram salvos com
a mesma formula: INFLAÇÃO
 
A Russia atualmente tem o menor endividamento relação ao PIB, na
ordem de 9pct, conquanto o exemplo mais próximo é a Argentina que,
atualmente tem endividamento de apenas 19pct do PIB, ambos fortemente
ancorado na desvalorização de suas respectivas moedas. Resumindo:
a única alternativa de recuperar essas economias combalidas é através da
desvalorização da moeda ou seja da inflação, para muitos ´famigerada` mas
é o grande recurso utilizado para socorrer os países com endividamento
elevado.
 
O Brasil já perdeu tempo demais e esta pagando o preço de ter que sustentar
os atuais quase us$ 370 bilhões de reservas, por não haver reduzido o juros internos
no colapso da economia mundial no ano de 2008, como fez a Turquia. Aliás,
que nosso presidente do Banco Central mencionou como um exemplo as ser
seguido.
 
Ao Brasil não resta outra alternativa, a não ser concorrer com as demais
economias globais na desvalorização do Real. Sem dúvida, a solução para a
nossa economia, com grande impulso na competitividade de todos os setores
produtivos e exportadores.
 
De fato, o domínio da moeda é a única formula não prevista por organismos
internacionais para equalizar a competitividade dos países, oferecendo uma
relação economica e adequando a competitividade do mercado internacional.
 
Com o devido pragmatismo podemos assistir o que acontece com o Japão
com sua moeda extremamente forte, precisa internacionalizar suas empresas
e receitas para acomodar uma situação quase insustentável nas relações
do comercio internacional.  
 
Atenciosamente,
Liones Severo
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Fonte:
Liones Severo

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