Perdas econômicas por meio de super safras, catástrofe das políticas de governo ou catástrofes climáticas?, por Valdir Fries

Publicado em 19/07/2013 12:12 996 exibições
Valdir Edemar Fries é produtor rural em Itambé/PR.

O orgulho de qualquer produtor rural é poder ver e colher o melhor produto, resultados do seu trabalho. Produzir alimento é a nossa vocação, sobreviver da atividade e continuar na atividade são as metas de todos que fazem da agropecuária a sua fonte de economia, que propulsiona a imensa cadeia econômica do agronegócio. Os bons ventos nos garantem uma boa imagem, a sanidade das plantas se refletem em produtividade, garantindo ao “GOVERNO” proclamar mais uma “super safra Brasileira”.

Artigo Valdir Fries - Imagem 1

Os bons ventos e a boa imagem do produto colhido e a ser colhido, nem sempre se reflete em benefícios econômicos para os produtores rurais. A medida que a colheita avança, os resultados da produção se reflete no mercado, as PERDAS ECONÔMICAS POR MEIO DAS SUPER SAFRAS, proclamadas pelo governo a todo instante, se transforma em verdadeiro pesadelo para os produtores rurais, uma vez que em muitos casos a produção mal cobre os custos. Uma difícil gestão de negócios não apenas para os mais humildes dos produtores rurais, mas também uma difícil missão para os PHD em economia aplicada.    

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A gestão das propriedades rurais se adequaram tecnicamente à cada realidade regional, passaram a produzir mais em menor tempo. No entanto a cerca de trinta anos as politicas de infra estrutura e logística pararam ao tempo, a questão deixou de ser um problema apenas das novas fronteiras agrícolas do País. Hoje, quem planta sabe que esta sujeito a  enfrentar as CATÁSTROFES PROVOCADA PELAS ADVERSIDADES CLIMÁTICAS à qualquer período do ciclo da lavoura. Agora, quem colhe a “supre safra proclamada pelo governo” livre de qualquer “CATÁSTROFE CLIMÁTICA”, já sabe, e esta CERTO de que vai enfrentar pela frente as CATÁSTROFES PROVOCADAS PELA POLÍTICA, ou melhor dizendo, pela FALTA DE POLÍTICA DE GOVERNO.

Artigo Valdir Fries - Imagem 3

O retrato da produção sendo estocada ao tempo, eleva os custos operacionais pós colheita, e estes custos recai sobre os preços finais do produto, provocando perdas econômicas diretamente ao produtor rural. A safra de milho 2013 reflete bem a situação das “CATÁSTROFES” em que vive o setor do agronegócio Brasileiro. De um lado encontramos produtores produzindo muito sem obter renda suficiente para cobrir os custos de produção, devido as catástrofes da política de governo. Catástrofe esta, que é generalizada a todo o país. De outro lado temos produtores que não terão produção suficiente para obter a renda necessária para cobrir os custos de produção, porque as lavouras sofreram perdas de produção devido as catástrofes climáticas.  Catástrofes estas, que são pontuais, provocadas por fenômenos climáticos adversos. As perdas econômicas por meio das super safras, provocadas diretamente pela CATÁSTROFE DAS POLÍTICAS DE GOVERNO, dificilmente iremos ver solucionadas a curto médio prazo, uma vez que os desmando da econômica comprometeram os investimentos e o crescimento do país, tornando todos reféns desta herança “maldita”. De outro lado temos as CATÁSTROFES CLIMÁTICAS, que provocam perdas pontuais, e que poderiam serem saneadas e garantir renda minima para os produtores rurais sobreviverem e se manterem na atividade, basta apenas implementar o Projeto de Lei que criou o FUNDO CATÁSTROFE….(ou diria, Projeto Politico que criou a FUNDO, a verdadeira “CATÁSTROFE ELEITORAL”). O bem da verdade é que de FUNDO em FUNDO, o governo continua ganhando mesmo que o produtor rural vá ao “FUNDO” …ao FUNDO DO POSSO. Num posso sem fundo, de CATÁSTROFE EM CATÁSTROFE, o pouco que você produziu acaba passando de mão em mão, e o pouco que você acumulou de riqueza, quando comprometida por qualquer uma das CATÁSTROFES, ao passar de mão em mão, a sua pequena economia acaba gerando ainda mais tributo ao governo, independentemente de quem compra e de quem vende. As CATÁSTROFES garantem elevados tributos econômicos ao próprio governo…independentemente se você tenha PERDAS ECONÔMICAS POR MEIO DAS SUPER SAFRAS, PROVOCADA PELA CATÁSTROFE DAS POLÍTICAS DE GOVERNO,  OU PELAS CATÁSTROFES CLIMÁTICAS….Seremos sempre réus….Pagando pelas CATÁSTROFES. 

 

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Valdir Edemar Fries

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8 comentários

  • Luiz de Santana Junior Aracaju - SE

    Rodrigo Polo Pires, deveria saber que uma política econômica de uma nação bem conduzida, deve ter estratégias de segurança e a alimentar é uma dessas estratégias, e precisa saber também, que em todo o mundo que têm potencial agrícola ela é subsidiada quase a custo zero e o Brasil é um país agrícola e que custa muito produzir e armazenar.

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  • altamir coelho de lima São Paulo - SP

    Altamir C. de Lima - Jaborandi, SP

    Não creio que o senhor Rodrigo Polo tenha a menor ideia do que é ser produtor Rural. Com mercado sem mercado, com preço sem preço o produtor rural é quem obstinadamente continua a tocar seu negocio.O negocio que resultará no maior contribuinte a Balança de pagamentos do país. Eu é que perguntaria; qual é a logica de não termos armazéns para estocar a safra, qual é a lógica de não termos portos decentes e estradas transitáveis para escoar a safra, resultando em custos muito maiores,qual é a logica de estarmos nas mãos de meia dúzia de fornecedores de insumos. As benesses todas que o senhor Polo indica; juros subsidiados etc.etc. nunca chegaram à minha fazenda de pequeno produtor, o que sim eu ví foram produtores rurais terem de vender, em passado recente, suas propriedades para pagar aos bancos. A solução também passa sim pelas políticas para o setor que digam os fornecedores de etanol e o descaso, os altos e baixos de um programa de energia renovável, reconhecidamente de ponta.E, finalmente por que reclamar do cambio mais favorável e não artificialmente mantido mais valorizado para atrair mais investimentos externos. É difícil sim!

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  • Flavio Schirmann Formigueiro - RS

    Gostaria de saber o que o sr. Rodrigo produz...lá em Camburiú. Qual sua produtividade? Quantos empregos gera? Se está cumprindo a finalidade social? Se está atendendo às exigências ambientais? Só tenho escutado ele falar, falar, falar...o que ele já fez pelo agro ou pelo social?

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Sr. Amarildo, certamente gostaria de saber o que è uma justa reinvidicação, considero no entanto que não sei. Entretanto confio que não serà atravès da politica, essa sim verdadeiramente hipòcrita, que uma solução serà encontrada. Sei bem no que dà fornecer dinheiro do governo à qualquer setor econômico, ong, entidade, movimento ou o que seja. Quantas indignidades foram perpetradas por produtores contra produtores em nome de dinheiro governamental? Felizmente, não faço parte de nenhuma elite, aliàs concordo plenamente com o Sr., a elite brasileira não consegue viver sem subsidios governamentais, elite essa que sempre acaba sendo o destino dos recursos da sociedade.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Sr. Valdir, lembro bem o que escrevi, e essa escrita em particular foi em relação à expectativa que eu tinha de que o consumo do milho iria diminuir, devido à parte da cadeia estar em uma situação muito dificil, os produtores de carnes e, lembro bem, nenhum produtor de grãos reclamou quando o governo desvalorizou o real favorecendo enormemente o setor de grãos e literalmente liquidando com os produtores de carnes. Agora querem mais. Em relação à questões de coerência pergunto-lhe, de que valeram os tìtulos de propriedade para muitos produtores brasileiros? E se o Sr. não reclama dos sem terra, eu reclamo. Mais uma coisa somente, o Sr. quer combater a catàstrofe da politica com mais politica e ainda para que o Sr. lembre, o mst fala da sua politica exatamente o que o Sr. diz da politica deles.

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  • amarildo josé sartóri vargem alta - ES

    Alguns tipos de comentários inconvenientes realmente provocam indignação. Com todo o respeito ao Sr. RODRIGO POLO PIRES, morador de uma cidade que é o sonho de consumo de muitos brasileiros, gostaria apenas de colocar que neste país, onde vivemos diante de tanta hipocrisia, até mesmo a população elitizada não consegue sobreviver sem os subsídios. A desoneração da incidência de tributos e impostos em cima de bens de consumo duráveis é um bom exemplo, pois nem todos os produtores de alimentos que passam a vida dando seu sangue para manter as prateleiras dos supermercados cheias de produtos, também desonerados, unicamente com o objetivo de manter o poder de compra e a qualidade de vida da maioria dos moradores das cidades. Gostaria de alerta-lo, que nós aqui no campo, conseguiremos sempre produzir nosso próprio alimento. Em contrapartida nos privamos dos benefícios de morar na cidade. Agora, quando a corda apertar aí na cidade, o que não demorará muito pelo andar da carruagem, talvez o Sr. terá uma visão e um entendimento diferente sobre a dura vida e as justas reivindicações dos produtores rurais. Venha conhecer nossa realidade, saia do seu maravilhoso mundo, procure enxergar pelo menos o óbvio.

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  • Valdir Edemar Fries Itambé - PR

    Em resposta ao comentário do Sr RODRIGO POLO PIRES, neste espaço do FALA PRODUTOR, que é hoje uma das maiores vias de comunicação entre a classe de quem produz e de quem consome, e o bem da verdade é que tudo o que aqui se comenta fica registrado.Portanto, Sr RODRIGO, para responder ao seu questionamento, uso das suas próprias escritas ou seja: "o produtor não pode sobreviver sem uma determinada margem, assim como a indústria e o varejo" Lembra onde você escreveu estas palavras?

    Primeiro: Quanto a "MORAL DE RECLAMAR" não reclamamos dos sem terras nem dos índios, mas SIM, da catástrofe politica do governo para solucionar a questão das invasões, e a "MORAL" dos produtores que tem suas terras invadidas esta na ESCRITURA PÚBLICA, se é que você conhece, tem garantia constitucional.

    Segundo: A CATÁSTROFE DA POLITICA DE GOVERNO em manter estoques reguladores para o segmento da CADEIA DO AGRONEGÓCIO, é para garantir não tão apenas aos preços (a exemplo do milho) pago ao produtor obter renda e se manter na propriedade, mas para garantir os outros setores da produção que afetam a toda população Brasileira. A ordenação do mercado e a garantia de produção subsequente se da com armazenagem, e ao financiar o aumento da capacidade de armazenagem, o governo esta indiretamente ajudando a fomentar os preços e a produção, garantindo o abastecimento das carnes, (para lembrar seu comentário feito em agosto de 2012),dou exemplo do aumento do preço das carnes de frango...

    Terceiro: Enquanto tivermos consumidores acusando produtores rurais de tomarem decisão ERRADA por decidir em plantar e colher alimento,sempre teremos um GOVERNO MEDÍOCRE, que a qualquer tropeço de qualquer setor da economia sempre sua das palavras que o amigo RODRIGO POLO PIRES já deixou registrado aqui no FALA PRODUTOR:

    " Não importam nesse momento os motivos que levaram ao desabastecimento".

    Portanto caro RODRIGO, quando reclamamos da FALTA DE UMA POLÍTICA SÉRIA E ADEQUADA para o setor do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO,nos referimos com o objetivo de evitar os motivos que levam ao desabastecimento de certos setores da cadeia produtiva, e para evitar as CATÁSTROFES DA POLÍTICA, devemos buscar melhor gestão das politicas públicas. Talvez você tenha esquecida da LÓGICA para financiar armazéns, mas para lebra-lo reveja a entrevista e o seu próprio comentário na matéria: http://www.noticiasagricolas.com.br/videos/entrevistas/109984-entrevista-confira-a-entrevista-com-luis-carlos-pasquim-sobrinho---produtor-rural---aparecida-de-goiania-go.html#.UembDY0Uvto

    Abraço a todos, e aproveite do Balneário amigo.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Quando hà mercado, produção e preço, o produtor è o grande responsàvel, eficiênte, aquele que carrega o paìs nas costas, basta tomar uma decisão errada e o culpado passa a ser o governo. Qual a lògica de se financiar armazèns, com juros subsidiados que nenhum outro brasileiro pode ter, para armazenar produto de uma cultura que não paga sequer o custo de produzir? Qual a moral que vocês tem para depois reclamarem de sem terra, indio, se não conseguem viver sem ajuda do governo?

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