Cultivo de feijão em pós-plantio do consórcio milho e braquiária, por Michelle Sabundjian

Publicado em 26/05/2015 15:56 508 exibições

Com o avanço do Plantio Direto pelo Brasil, são diversas as modalidades hoje encontradas dentro de um programa de rotação e sucessão cultural. A formação de uma cobertura vegetal que apresente boas características, tanto em quantidade como em qualidade torna-se fundamental para o sucesso do plantio direto no Cerrado sendo uma região que apresenta características de rápida decomposição dos resíduos vegetais depositados na superfície.

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PRODUÇÃO FEIJÃO EM SUCESSÃO AO MILHO - De acordo com os resultados obtidos, a produtividade do feijoeiro não foi influenciada pela cultura antecessora, mesmo encontrando evidências de melhores resultados quando produzido em sucessão ao consórcio. Da mesma forma a produtividade de grãos do feijoeiro não apresentou diferenças quando avaliadas coberturas vegetais e as doses de nitrogênio, sendo que o tratamento onde não foi utilizada a adubação em cobertura produziu aproximadamente 2.500 kg ha-1 o dobro da
média nacional de acordo com o levantamento feito no último mês. Cabe ressaltar que no presente estudo foi realizada a inoculação com Rhizobium em área total e que, sob condições ambientais adequadas, o N2 atmosférico fixado por meio da simbiose com Rhizobium tropici, pode atender até boa parte das necessidades de N do feijoeiro.

Considerando as principais limitações atuais e potenciais da FBN e os benefícios atribuídos a diversas culturas pela inoculação com Azospirillum, deduz-se que a coinoculação com ambos os organismos pode melhorar o desempenho das culturas, em uma abordagem que respeita as demandas atuais de sustentabilidade agrícola, econômica, social e ambiental. Verificou-se  que ao final do ciclo do feijoeiro o material depositado na superfície apresentaram quantidades dentro do recomendado para a sustentabilidade do plantio direto, que varia de 8.000 a 12.000 kg ha-1 dependendo da região. Recomenda-se aos produtores que realizem a rotação de culturas em suas áreas produtivas, pois além dos benefícios gerados pelo plantio direto encontram-se vantagens relacionadas com todas as áreas de ensino, desde o aproveitamento dos recursos da propriedade, à utilização como prática cultural de controle de pragas, doenças e plantas daninhas.

Leia a íntegra do estudo no site da Fundação Agrisus

 

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Fonte:
Fundação Agrisus

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