Meu parque cafeeiro em flor no Brasil, por Fernando Barbosa

Publicado em 07/10/2019 16:14
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Avaliando o clima e conversas no chat com influenciadores de opinião no Brasil, obtive o seguinte resultado: O pais poderá ganhar mercado novamente, se os produtores seguirem o planejamento e alinhamento das negociações para obterem resultado amplo.

De acordo com alguns técnicos da cafeicultura, ainda é cedo para uma avaliação por se tratar de vários fatores, como clima, correção e custo de produção. Para tanto, resolvemos através do CCAMOG, conversar com lideranças da cafeicultura e através de posicionamento fizemos a seguinte publicação:

O Brasil enche os olhos ao ver as floradas de cafe, as redes sociais estão ganhando cada vez mais espaço para monitorar o campo através das publicações com vídeos e filmes. Perguntamos para envolvidos na cafeicultura como vêem o cenário atual e as projeções futuras dos cafés arábica e robusta.

Archimedes Coli Neto, do Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), disse que o clima conspirou para dar tudo certo, as lavouras atravessaram o inverno bem, houve estresse hídrico na medida certa e a chuva abundante no momento certo. A natureza é sábia. Uma florada uniforme e robusta e sadia. Há previsão de chuvas para os próximos dias e tudo leva a crer que teremos uma safra de maturação uniforme e com grandes possibilidades de ser muito boa. O Brasil deve ficar muito competitivo no mercado internacional e poderá aumentar ainda mais a participação neste contexto. Poderemos ser imbatíveis com o tripé qualidade, quantidade e preço.

A tendência é ganhar mercado, se houver uma ajuda do câmbio, poderemos ter um ponto de equilíbrio, que possa remunerar o produtor e ganharmos mercado. Acredito que os preços irão se manter estáveis, havendo momentos de oscilações do mercado. O produtor deverá estar atento para fazer travas e aproveitar estes momentos. Se especular, poderá sofrer grandes prejuízos.

José Carlos de Lima, consultor em Agronegócio, nos orientou que o mercado está próximo de obter reações positivas, porém acredita que os preços só poderão ter reações a partir de setembro de 2020.

No mesmo contexto, Mario Guilherme Perocco, presidente do Sindicato dos Produtores de Guaxupé (MG), disse que visitou lavouras e que as floradas foram boas. As lavouras que estavam descansadas e vinham de poda e lavouras novas que não produziram vão depender das chuvas nos próximos dias e o momento é esperar. As lavouras estragaram muito e agora é preciso ver como será o pegamento da florada, pois ele acredita ser cedo para avaliação.

Segundo Perocco, é difícil ter projeções fase de transição da safra, já que não sabemos se as floradas vão alcançar a plenitude ou como será o comportamento do café diante de uma seca. O Café já está prejudicado porque as chuvas estão bastante duvidosas. Tenho convicção que a última safra não passou de 48 milhões de saca, em nível de Brasil, com um risco de quebra de 20% ante 2018. Ele não acredita que o país tenha uma super safra em 2020. Não teremos 60 milhões de sacas em 2020, diante dos fatores climáticos, o que deixa o país mais tranquilo com as exportações e mercado interno.

Para o presidente do CONCAFÉ, Claudeci Divino de Araujo, atual prefeito de Juruaia (MG), e com mais de 40 municípios interligados na defesa do café, a florada está boa, mas ainda está muito cedo para avaliação da safra. Teremos muito tempo até chegar a colheita.

Para a representante das mulheres empreendedoras, Elvira Alice, da AgroBatom, por Jaguariúna (SP), as lavouras já estão brancas. Para ela, faz um bom tempo que não víamos no Brasil uma florada tão bonita, como visto por várias cidades em passou. Porém, o mercado já despencou e agora é entregar para Deus. Ela disse estar confiante.

Sergio Lange, representante do mercado justo e atual diretor da Associação dos Cafeicultores de Montanha de Divinolândia (APROD), em Divinolândia (SP), disse que no seu entendimento, se as condições climáticas continuarem normais, certamente teremos uma super safra. Os preços de café podem não ser nada competitivos, pois ele antevê muitas dificuldades novamente. Temos que estar em sinal de alerta, cuidando para pagar as contas e investir cada vez mais em qualidade e gestão. Tivemos um concurso de cafés de qualidade e o evento encerrou o ano com chave de ouro para APROD, está se constituindo por grandes conquistas e comprovamos que apostar em qualidade e no associativismo, podemos conquistar o mundo no mercado justo.

Para Juliano Tarabal, importante liderança no Cerrado Mineiro, tivemos nesse final de semana boas floradas em praticamente toda a região. Elas foram estimuladas por uma chuva de cerca de uma semana atrás. Contudo, permanecem as altas temperaturas e a ausência de chuvas, que estão aguardadas para esta semana, segundo previsão.

Fernando Barbosa é produtor de café em São Pedro da União (MG)

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Fernando Barbosa

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