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A confiança explodiu e expirou – Crise da JBS

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Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS delataram e explodiram essa República brasileira que aí está (se supostamente for tudo comprovado).

Revelaram, gravaram e prepararam uma delação estruturada, e agora o pais obtém de forma ainda mais clara a associação criminosa do Estado com o empresariado.

As consequências, sob o ponto de vista político, já viraram a pauta nacional de todas as atenções: impeachment, O Presidente Temer vai negar, e viveremos acentuadamente o calor de um conflito tóxico, atômico e radioativo, com soluções imprevisíveis.

Agora, em paralelo a tudo isso, temos a JBS. Esta empresa tem uma receita de cerca de 50 bilhões de dólares. Isso a coloca como a 4º maior empresa de alimentos do mundo e a maior do setor de carnes do planeta.

Se a empresa não for separada dos seus acionistas, os delatores Wesley e Joesley , teremos uma crise ao longo de toda a cadeia produtiva dessa corporação.

São milhares de produtores rurais, milhares de fornecedores, funcionários no Brasil e no mundo inteiro que estão sendo afetados a um preço altíssimo que será pago por milhões de pessoas que orbitam em torno dessa mega empresa brasileira do agronegócio.

As repercussões para o agronegócio brasileiro são da mesma forma nefastos e também imprevisíveis. Tudo dependerá da sensatez de separar a vida da empresa, da agora vida dos seus controladores.

Assim como a vida do Brasil precisa ser separada dos seus atuais controladores. A confiança explodiu e expirou.

Quem diria que o agronegócio derrubaria o sistema

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A empresa JBS foi transformada na maior empresa de carnes do planeta e na 4° maior de alimentos do mundo.

Os irmãos Joesley e Wesley, donos da JBS, combinaram uma delação premiadíssima, com direito a gravações, áudios e vídeos, e explodiram tudo.

Será que explodiram a JBS também, num faturamento anual de cerca de 50 bilhões de dólares, antes da desvalorização do mesmo depois do impacto dos últimos dias?

 

Uma brincadeira que rola pelas redes sociais é que o Brasil é o único país do mundo que tem um frigorífico que “abate’ presidentes.

Agora o que interessa e nas consequências da cadeia produtiva inteira que envolve a JBS como a locomotiva, a campeã das carnes no país e no mundo, o choque de credibilidade dos seus fundadores; donos e controladores são difíceis de se separarem.

A tal da confiança fica abalada, e temo sim pelos produtores rurais alinhados a empresa e os efeitos críticos dentro do agronegócio.

Além disso, as entidades do setor pedem a continuidade das reformas, como a trabalhista no campo; e que o legislativo não pare nesse momento de inoperância do Executivo.

Dentre todos os setores brasileiros, o agro continua sendo o mais independente; o dólar valorizou, e para uma boa parte do agro, com uma Super Safra de mais de 230 milhões de toneladas, a notícia agrada, pois com a queda do preço das commodities, o câmbio compensa. E a soja mantém um preço atraente em real.

Daqui pra frente, está na hora do agro criar uma voz única. De haver uma integração das milhares de entidades espalhadas pelo país.

E faço aqui uma sugestão: que as cooperativas brasileiras representem o setor, por três razões:

1 – Tem legitimidade representativa, mais de um milhão de produtores rurais.

2 – Significam a metade de todo agro do país.

3 – São exemplos de progresso, não apenas dos cooperados, mas da sustentabilidade e das comunidades onde estão instaladas.

Um agro, uma voz, uma representação capilar e legítima. Por quê não o cooperativismo brasileiro?

Como o setor do agro está reagindo depois da “crise JBS” ?

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Como estão os delatados, incluindo o presidente Temer?

 

Ainda perplexa, a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ apresentou uma nota representando as máquinas agrícolas que pedem serenidade e reforçam a necessidade das reformas e ajustes econômicos. Da mesma forma, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi disse a mesma coisa.

 

Os assuntos com maior destaque no agronegócio monitorados nas redes sociais pelos serviços da NetNexus são: o perdão da dívida trabalhista do setor rural (de longe, o maior) e a CPI da FUNAI.

 

Surgiram curiosamente aspectos, como o agronegócio sendo o algoz de temer e Aécio, sendo que o setor é como uma salvação nacional.

 

Há manifestações do setor solicitando Diretas Já… e ironicamente, aparecem manifestações de gratidão a delação da JBS.

 

Quem diria… Até tu, frigorífico?

O que coletamos de maneira generalizada nos vários representantes e líderes do agro é a busca das soluções dentro da Constituição e da lei, a uma preocupação enorme com a continuidade das reformas e ajustes econômicos, sendo que o Brasil não fica viável… e a discussão do Plano Safra é outra preocupação do setor.

 

A valorização do dólar é positiva para boa parte do setor que colhe uma Super Safra de grãos com abundância em soja, mas evidentemente há uma gigantesca preocupação com a nova governança, além do setor das carnes estar imensamente desconfiada dos próximos passos da JBS.

 

O agronegócio por enquanto segue sendo o suporte da economia brasileira e do movimento da sociedade em todo interior do país.

Jovem Pan e ITAL: alimento brasileiro seguro e legal

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Existem aditivos na alimentação. Mas, o que significam os aditivos? No Fórum jovem Pan  que ocorrerá no próximo dia 30 irão discutir mitos e fatos sobre a alimentação do futuro.

 

 

Teremos painéis onde a tecnologia, a segurança, a saúde e a sustentabilidade serão discutidos.

O ITAL – Instituto de Alimentos Agrícolas criou um site para ser acessado por todas as pessoas que desejem saber mais dos alimentos agroindustrializados.

Para conferir, acesse: www.alimentosprocessados.com.br

O pesquisador Aírton Vialta nos informa que a utilização de aditivos no processamento de alimentos é uma questão de necessidade, e não de escolha da indústria, e exemplifica com o leite pasteurizado UHT, que são usados estabilizantes citratos, porque o leite passa por um tratamento térmico severo.

Os aditivos usados nos alimentos processados precisam de aprovação da Anvisa, e isso só ocorre dentro de critérios rigorosos.

Os aditivos no mundo todo são controlados por órgãos internacionais ligados a FAO, da ONU.

21 de maio de 2017 as 9:06

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O agronegócio está sob a ameaça da nova Operação Bullish

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O agronegócio está sob a ameaça da Policia Federal devido a Operação Bullish com a JBS.

 A Polícia Federal deflagrou nesta sexta (12) a Operação Bullish, que investiga possíveis fraudes e irregularidades em aportes concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Não se trata apenas da JBS, a detentora das marcas Seara e Friboi, dentre outras e operações no mundo inteiro.

O gigantesco drama trata também das consequências com toda a cadeia produtiva ligada direta e indiretamente com a JBS.

Quero dar uma dimensão deste assunto. Sabe quanto representa o faturamento somado das 11 maiores companhias de alimentos do mundo?

 

Mais de 480 bilhões de dólares! Para ter uma ideia, isso significa dizer que as 11 maiores empresas de alimentos do mundo tem praticamente o mesmo tamanho de todo o agronegócio brasileiro.

Ou seja, o Brasil cabe dentro das 11 maiores empresas de alimentos do planeta… e a JBS com um faturamento de 170 bilhões de reais no ano passado, com o dólar a R$ 3,15… Isso representa em torno de 50 bilhões de dólares!

A JBS é maior do que a Coca-Cola, que está em 4° lugar do mundo, abaixo apenas da Nestlé, Unilever e Pepsico.

Então, não estamos falando apenas de uma organização com impactos para si mesma. Ao lado da Petrobrás, as duas maiores empresas do Brasil, e no caso da JBS, com implicações diretas em milhares de produtores rurais, centenas de fornecedores de insumos e tecnologia, além de funcionários, serviços financeiros e de todos os tipos.

Podemos avaliar em duas vezes a sua receita anual, o impacto ao longo de toda a cadeia produtiva que a JBS representa.

Eu diria que 100 bilhões de dólares é o valor conjugado de todas as partes da JBS na cadeia produtiva do agronegócio como um todo… E milhões de pessoas…


Portanto, vale pedir duas coisas. A primeira é a prudência e bom senso da Polícia Federal e do Judiciário quanto as comunicações que vier a fazer a respeito da Operação Bullish na JBS… O estrago causado pode ser gigantesco e traumático para o agro brasileiro.

 A segunda é que a empresa, seus funcionários, seus fornecedores, produtores rurais de aves, suínos e bovinos que representam uma sociedade econômica não poderem pagar por possíveis erros dos seus acionistas (se é que venha a ser comprovado).

JBS virou a 4ª maior companhia de alimentos do planeta e a maior do mundo em carnes, e com ela milhões de pessoas cuida da comunicação dos fatos.

Se irregularidades houverem, que se blinde a empresa, seus funcionários e cadeia produtiva, das responsabilidades dos seus acionistas.

Tendências do negócio de alimentos nos próximos cinco anos

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Você sabe como será o negócio de alimentos nos próximos 5 anos?

Com a mesma tecnologia que podemos vivenciar hoje na área da saúde. O campo vai ser digitalizado assim como um médico já atua com os equipamentos modernos, como por exemplo, na cirurgia robótica, que é de total precisão. Ou então, um diagnóstico de câncer de mama perfeito dentre as mais de 800 variações genéticas da doença, e cada uma delas com variações de protocolos.

Da mesma forma, a ciência e tecnologia já estão em andamento e sendo produzidas no mundo e no Brasil.

A IBM relatou trabalhos já realizados na Califórnia. Um deles, por exemplo, foi executado nas vindimas, onde sistemas cognitivos de computação diminuíram em 20% o consumo da água na irrigação e ampliaram em 23% a produtividade das uvas.

O tamanho da informação gerada no mundo dobra a cada um ano e meio, e na agropecuária, assim como na saúde, o mundo digital chega para olhar micro. Micro detalhes, nano detalhes, através de imagens para poderem avaliar áreas com infestações de doenças e em diversos estágios.

É possível avaliar também falhas de plantio no stand das sementes, ou nas coberturas inadequadas de fertilizantes, além de proporcionarem uma oferta de decisões sobre logística, armazenamento e perspectivas de mercado para cada cultura.

Imagine um robô com quem o produtor rural vai interagir e conversar perguntando se deveria plantar mais milho ou soja na próxima safra, qual o dia ideal pra iniciar a colheita.

No programa de TV “Jeopardy!” (atualmente exibido pela CBS Television Distribuition nos EUA) um computador chamado Watson interage com o apresentador e responde às perguntas feitas da mesma forma que os humanos.

Então, o alimento será produzido num futuro muito próximo com a gestão e a aplicação do Big Data e dos computadores e robôs que aumentam a nossa inteligência humana.

E serve aqui para os jovens em busca de carreira: pensem na ciência do Big Data no agronegócio. Será o maior campo a ser colhido nos próximos anos.
A gestão do produtor do futuro que já começou.

Cooperativas agrícolas, de crédito e agrossociedade

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Com dois anos de PIB negativos (2015, menos 3,8% e 2016 queda de mais 3,6%), temos poucas notícias positivas, mas já começam a aparecer.

Uma delas é sobre a Nova Safra, agora já estimada em mais de 230 milhões de toneladas de grãos. Isso vai significar cerca de adicionais 45 milhões de toneladas irrigando a economia em todo o país, além de ser fartura e alimentos para a segurança alimentar de todos os brasileiros. Aqui não falta comida.

Além desse índice de Super Safra, outro ponto a considerar extraordinariamente importante tem sido o crescimentos dos bancos de cooperativas no país.

No mundo inteiro os bancos cooperativados têm uma importância enorme para contribuir na diminuição dos juros do acesso ao credito para diminuição do chamado “Spread”, que é a diferença entre a captação, inadimplência e a margem líquida do credito.

O crescimento dos bancos de cooperativas foi sensacional. De 1997 até hoje, enquanto o sistema financeiro nacional cresceu 7,4 vezes o sistema financeiro, as cooperativas cresceram 97 vezes em depósitos totais. Em operações de crédito, enquanto o sistema financeiro nacional cresceu 13,6 vezes nesse período, as cooperativas cresceram 60,2 vezes.

Os bancos de cooperativas reúnem hoje três milhões e seiscentos mil cooperados e mais 1 milhão de clientes não cooperados.

A reunião dos bancos de cooperativas de crédito juntas significam o 6° maior banco do país.

E isso tem uma importância imensa para a competição dentre os bancos, e competição é o que faz diminuir o custo do dinheiro, e também uma importância fundamental no agronegócio, na integração do agro com acesso ao crédito. Em 236 municípios do Brasil, a única instituição financeira presente é um banco de cooperativa.

As cooperativas são vitais para o agronegócio brasileiro e os bancos cooperativados os braços essenciais da gestão e acesso financeiro e ao crédito.

Café incolor

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Vem ai o café transparente…

Você já imaginou um café incolor? Uma empresa britânica desenvolveu o produto e chama Clear Coffee.

Feito do café Arábica e com água, a empresa britânica não divulga o segredo dessa magia e os inventores dessa café transparente são dois eslovacos que dizem que acabaram com as reclamações do café manchar roupas, dentes, etc..

Mas pergunto aqui entre nós brasileiros, será que teremos o mesmo prazer sensorial tomando um café sem cor? Será que a eliminação desse angulo da sensorialidade poderá ser bem recebida pelos nossos neurônios responsáveis pelo sentimento do prazer?

Como se bebêssemos então um vinho amarelo, cor de suco de laranja? Uma fanta vinho? Ou então se experimentássemos um whisky preto ou um leite cinza… imaginem!

O produto está sendo vendido por 30 reais uma garrafinha de 200 ml e principalmente como café gelado. Por enquanto só tem na Inglaterra e Estados Unidos e os fabricantes asseguram não usar corantes, conservantes e nem açúcar.

A crise da FUNAI

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O presidente da FUNAI – Fundação Nacional do Índio, Toninho Costa, foi exonerado…

E saiu metralhando, dizendo que ” a situação indígena está em dias difíceis se o povo brasileiro não acordar esse país vai passar por momentos ruins, pois os índios jamais arredarão de deixar seus direitos defendidos “.

O ex presidente da FUNAI está conclamando uma guerra indígena, diz que foi demitido por questões políticas e não técnicas, e ainda atacou o Ministro da Justiça Serraglio…

Por outro lado, o Ministro da Justiça diz que a lentidão no tratamento dos processos é inaceitável por parte da Instituição responsável pela gestão da política indígena no país, e ainda afirmou e desafiou que provassem que não atendeu a qualquer solicitação de tratativas das questões da FUNAI no seu Ministério.

Então pergunto, o que falta para o Brasil, que tem a maior extensão de área destinada a reservas indígenas do mundo, mas que passa por de crises e desgraças envolvendo confrontos e mortes entre os habitantes dessas regiões?

O que falta é simplesmente a aplicação da Lei. O Brasil tem leis, e a aplicação das mesmas significa a grande causa de problemas de demarcação de terras, de conflitos entre posseiros, e por trás da não aplicação delas, toda a ilegalidade com madeiras, contrabando e abate ilegal…

A quem interessa a não aplicação da Lei? Ao criminoso, seja ele da faca e da bala, ou ao pior deles, o criminoso dos gabinetes.

Sr Toninho Costa, o sr diz que a FUNAI vai ser extinta? Essa FUNAI da qual o sr foi exonerado, sim, será extinta. E quero aqui ressaltar a existência de valorosos colaboradores e funcionários íntegros dessa Fundação, mas o gargalo não está na equipe e sim no alto comando, na liderança, e esta, FUNAI desses líderes sim, será extinta. Não pelos chamados inimigos das causas indígenas, e sim pelos que a farão competente e capaz, a ponto de colocar o Brasil acima de interesses de grupos, sejam eles quais forem….E de qualquer etnia afinal, somos todos brasileiros.

Crise de liderança e de leilão desses cargos, essa sim é crise da FUNAI. Muito acima de índios, de brancos, e das pessoas que trabalham na Instituição.

 

 

11 de maio de 2017 as 18:41

O santo leite de cada dia

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O santo leite de cada dia… Atividade espetacular do agronegócio.

Os 10 maiores países produtores de leite no mundo são os Estados Unidos, Índia, China, Brasil, Alemanha, Rússia, Nova Zelândia, Turquia, Reino Unido.

Mas quando olhamos a produtividade de mil litros por vaca, o primeiro lugar continua com os Estados Unidos, o segundo passa a ser a Inglaterra, o terceiro a Alemanha e o Brasil de quarto em volume de produção, caímos para o oitavo lugar.

Temos um dos maiores rebanhos do mundo, mas somos importadores de produtos lácteos… Esse setor do leite emprega mais de 2 milhões de pessoas e apesar de terem produtores crescendo em produtividade a media nacional é muito baixa.

O consumo per capita do leite no Brasil é de 178 litros por ano por habitante, número este que fica abaixo do Uruguai e da Argentina e abaixo do que é recomendado pela FAO, que é 220 litros de leite por ano por pessoa.

Portanto, a atividade leiteira irá crescer muito no país nos próximos anos, tanto a nível do dentro da porteira com a produtividade e a qualidade do leite nacional, bem como na agregação de valor. Produtos lácteos ao lado da proteína animal são os maiores da agroindústria brasileira.

E fique à vontade, um copo de leite morno antes de dormir, com certeza te faz descansar muito mais, e ainda repõe o cálcio sagrado no nosso corpo…. Sem duvida, vacas bem nutridas no campo oferecerão leite de maior qualidade e um queijo rico em nutrientes para a nossa vida…

2 de maio de 2017 as 20:20