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Arquivo da categoria ‘china’

O ministro da agricultura, Blairo Maggi, se transformou no ‘Marco Polo’ do agro nacional

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O ministro Blairo Maggi foi para Ásia novamente, na China, em Hong Kong, para vender carne brasileira, e mais uma vez buscar os esclarecimentos das crises de saudabilidade e corrupção.

De Hong Kong ele mandou a seguinte mensagem:

 

“Amigos, vim fazer compras num supermercado e fiquei impressionado com a ausência de produtos brasileiros. Encontro produtos do mundo todo, Nova Zelândia, Austrália, Vietnã, França, Itália, Espanha e nenhum produto do Brasil. Precisamos prestar atenção. Somos ausentes de produtos de valor agregado, ausentes em frutas, especialidades, e se quisermos sair dos 7% de participação de mercado para 10%, não bastará vender algodão, carnes, grãos, açúcar, café, celulose… precisamos de uma atuação muito mais intensa com produtos brasileiros. ”

 

Nas minhas contas, quando falamos de agribusiness como o total das somas das cadeias produtivas, chego em 15 trilhões de dólares, e o Brasil, dependendo do câmbio, atinge cerca de 500 bilhões de dólares, ou menos. Então, representamos cerca de 3,5% do total do agronegócio mundial, e não 7%.

 

Para expandirmos os mercados com frutas, hortaliças, especialidades, flores, essências tropicais, coco, chocolate, sucos, refrescos, roupa, moda, castanhas (ou seja, todas as deliciosas especialidades tropicais brasileiras), precisaremos integrar agribusiness com marketing.

 

Isso significa reunir e termos um híbrido no Brasil, a melhor mistura das inteligências dos Estados Unidos com a Holanda; o melhor quando falamos em agribusiness e marketing evoluído e além das grandes culturas, quem sabe salvar a marca Havaianas, das desgraças da JBS (a melhor marca do Brasil).

 

Parabéns, ministro, foi impactado pela mossa nulidade nos supermercados internacionais… está na hora de enfrentarmos essa ausência, com empreendedorismo, cooperativismo e políticas públicas, além de marketing… o marketing ético. Aquele de longo prazo.

 

 

 

Como o setor do agro está reagindo depois da “crise JBS” ?

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Como estão os delatados, incluindo o presidente Temer?

 

Ainda perplexa, a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ apresentou uma nota representando as máquinas agrícolas que pedem serenidade e reforçam a necessidade das reformas e ajustes econômicos. Da mesma forma, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi disse a mesma coisa.

 

Os assuntos com maior destaque no agronegócio monitorados nas redes sociais pelos serviços da NetNexus são: o perdão da dívida trabalhista do setor rural (de longe, o maior) e a CPI da FUNAI.

 

Surgiram curiosamente aspectos, como o agronegócio sendo o algoz de temer e Aécio, sendo que o setor é como uma salvação nacional.

 

Há manifestações do setor solicitando Diretas Já… e ironicamente, aparecem manifestações de gratidão a delação da JBS.

 

Quem diria… Até tu, frigorífico?

O que coletamos de maneira generalizada nos vários representantes e líderes do agro é a busca das soluções dentro da Constituição e da lei, a uma preocupação enorme com a continuidade das reformas e ajustes econômicos, sendo que o Brasil não fica viável… e a discussão do Plano Safra é outra preocupação do setor.

 

A valorização do dólar é positiva para boa parte do setor que colhe uma Super Safra de grãos com abundância em soja, mas evidentemente há uma gigantesca preocupação com a nova governança, além do setor das carnes estar imensamente desconfiada dos próximos passos da JBS.

 

O agronegócio por enquanto segue sendo o suporte da economia brasileira e do movimento da sociedade em todo interior do país.

Tendências do negócio de alimentos nos próximos cinco anos

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Você sabe como será o negócio de alimentos nos próximos 5 anos?

Com a mesma tecnologia que podemos vivenciar hoje na área da saúde. O campo vai ser digitalizado assim como um médico já atua com os equipamentos modernos, como por exemplo, na cirurgia robótica, que é de total precisão. Ou então, um diagnóstico de câncer de mama perfeito dentre as mais de 800 variações genéticas da doença, e cada uma delas com variações de protocolos.

Da mesma forma, a ciência e tecnologia já estão em andamento e sendo produzidas no mundo e no Brasil.

A IBM relatou trabalhos já realizados na Califórnia. Um deles, por exemplo, foi executado nas vindimas, onde sistemas cognitivos de computação diminuíram em 20% o consumo da água na irrigação e ampliaram em 23% a produtividade das uvas.

O tamanho da informação gerada no mundo dobra a cada um ano e meio, e na agropecuária, assim como na saúde, o mundo digital chega para olhar micro. Micro detalhes, nano detalhes, através de imagens para poderem avaliar áreas com infestações de doenças e em diversos estágios.

É possível avaliar também falhas de plantio no stand das sementes, ou nas coberturas inadequadas de fertilizantes, além de proporcionarem uma oferta de decisões sobre logística, armazenamento e perspectivas de mercado para cada cultura.

Imagine um robô com quem o produtor rural vai interagir e conversar perguntando se deveria plantar mais milho ou soja na próxima safra, qual o dia ideal pra iniciar a colheita.

No programa de TV “Jeopardy!” (atualmente exibido pela CBS Television Distribuition nos EUA) um computador chamado Watson interage com o apresentador e responde às perguntas feitas da mesma forma que os humanos.

Então, o alimento será produzido num futuro muito próximo com a gestão e a aplicação do Big Data e dos computadores e robôs que aumentam a nossa inteligência humana.

E serve aqui para os jovens em busca de carreira: pensem na ciência do Big Data no agronegócio. Será o maior campo a ser colhido nos próximos anos.
A gestão do produtor do futuro que já começou.

Saúde de frangos e suínos preocupam China e o mundo

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As autoridades chinesas fizeram um arrastão sanitário contra o abate ilegal de suínos na China. O chinês come mais de 70 milhões de toneladas de carne e metade de carne de porco. Isso chega a ser o dobro dos Estados Unidos, por exemplo. Nesse ataque ao ilegal foi detectada uma venda de 80 mil porcos doentes, 17 pessoas foram presas e três delas já condenadas a prisão perpétua. Em contrapartida, surgiram boiando no rio Haungpu, que é a principal água abastecedora de Xangai, seis mil suínos mortos, boiando…

Ao mesmo tempo a gripe viária chinesa já causou seis mortes, e o mercado de aves foi fechado. Isso levou o preço da soja a cair no mercado internacional, e a preocupação passa a ser grande dos produtores de soja do Brasil, que contam no seu caixa com preços altos e com demanda aquecida… Como a China é o maior aviário do planeta, uma possível crise sanitária no rebanho avícola seria terrível para os produtores de soja e de milho, os insumos fundamentais dos frangos.

Por outro lado, a notícia ruim poderia ser boa para a exportação e frangos brasileira, pois somos o exportador número 1 do mundo. No agronegócio, o risco e o fator incontrolável está sempre presente. Clima, doenças, pragas, e na China, o risco sanitário é imenso, pois animais convivem lado a lado com humanos, e os cientistas estudam preocupados se essa gripe aviária poderia também passar a ser transmitida de humanos para humanos.

No meio disso tudo os compradores e os vendedores das commodities, tiram proveito para um lado ou para o outro na eterna arte da barganha e do jogo das negociações. Estamos de olho em mais essa… agricultores brasileiros não querem nem ouvir falar nisso, mas que existem espirros, existem.

8 de abril de 2013 as 10:58

Postado na categoria china, marketing no agronegocio

Chega de debater o Código Florestal

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Chega de debate sobre o código florestal. Bom senso é concentrar o melhor das energias e do conhecimento agrotropical brasileiro no pós sancionamento da lei aprovada na Câmara Federal. Os agricultores que plantaram dentro da lei e das orientações agronômicas de suas épocas não podem ser chamados de desmatadores, e nem, de torturadores com a alcunha de “anistiados”!

O agronegócio comercial brasileiro é como regra preocupado com os aspectos ambientais e sociais, pois estão submetidos às leis de mercado. E não são os supermercados e as agroindústrias processadoras de matérias primas vegetais ou animais, que irão correr riscos de terem suas marcas prejudicadas, ou suas vendas cortadas por estarem usando grãos, carnes, fibras ou energia oriunda de práticas predadoras. Isso existe? Sim, mas não é mais a regra.

Onde porém, existe a fraude, o crime, o desmatamento ilícito e o predadorismo, não empreendedorismo, mas o predadorismo contumaz? Como regra isso tem a concentração de ocorrências nas terras ilegais, na grilagem, e nos que fazem mau uso dos assentamentos e terras devolutas. Para a ilegalidade existe polícia e a mão pesada da lei e da justiça. Para policiar precisa investir em maior vigilância , tecnologia, fiscalização e velocidade nos processos, julgamento, combate à corrupção e aplicação da lei. E, é exatamente ai, onde há décadas reside o problema, que é histórico na realidade brasileira. Não é o gaúcho que abriu o cerrado enfrentando, inclusive a ilegalidade, o crime e ainda hoje convivendo com a falta de estrutura fora das porteiras da fazenda que está o inimigo do ambientalismo.

Presidenta Dilma, tire da frente essa quizumba dualista de conflito de egos, entre o time dos ambientalistas versus a galera dos ruralistas, e mande os órgãos colocarem a mão na massa. E essa mão na massa significa dizer: “Agora, como é que nós vamos fazer para definir as normas gerais dos programas de regularização ambiental (PRA), previstos nos textos da lei, adequando regionalmente à aplicação do código conforme as realidades locais do Brasil? Isso sim representa colocar foco no que interessa, promover a agricultura de baixo carbono e a integração pecuária, lavoura e floresta, a defesa da pesquisa genética tropical, e não aquilo que distrai a atenção do que é verdadeiramente a causa estratégica do País. Não corrigimos o presente consertando o passado, e muito menos faremos o futuro nos distraindo com as ilusões do presente.