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A evolução da agricultura

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O agronegócio brasileiro em 2016 cresceu 4,48 % perante o ano anterior. O total das receitas envolvidas no agro do Brasil atinge mais de 1.4 trilhão de reais. O antes da porteira representa 11,7 % desse total, o dentro da porteira, a produção agropecuária propriamente dita significa 30,5% do total do agronegócio, e o pós porteira das fazendas, a indústria, varejo e serviços valem 57,8%.

Para realizar esses mais de 1.4 trilhão de reais de negócios, o país utiliza cerca de 173 bilhões de reais como insumos, máquinas, produtos veterinários, sementes, adubo, defensivos.

E agora chega a inovação da agricultura de precisão, onde vamos saber cada micro detalhes…e fica aqui a pergunta, qual a qualidade da utilização dessa tecnologia no campo? Quanto erramos na administração das máquinas, na dosagem de defensivos e de adubos, no stand do plantio das sementes? Quanto erramos no manejo e uso de medicamentos e da nutrição animal?

Quando olhamos as máquinas novas, monitoradas por sensores, verdadeiros robots, podemos prever que cerca de 30% desse custeio e investimentos em tecnologia não está sendo utilizado com eficácia.

Isso significa que há um potencial de melhoria de utilização da tecnologia num equivalente a 50 bilhões de reais e, com isso, da mesma forma melhoraríamos a produtividade de toda agropecuária do país, com mais resultados em receitas, exportações e rentabilidade.

O big data na agricultura irá apontar inúmeros ganhos e avanços no uso da tecnologia e vai permitir que os produtores rurais do país inteiro ganhem na eficiência e na eficácia do uso dos insumos e das suas máquinas.

Não basta ter a tecnologia é preciso saber usar e gerenciar com precisão.

6 de junho de 2017 as 12:19

A nova era da saúde animal

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Há uma nova era na saúde animal chegando por aqui…

Até 2030 a estimativa é de que o ramo da saúde animal, que inclui a bovinocultura, suinocultura, avicultura e acquicultura, vai duplicar de tamanho e deverá atingir mais de 50 bilhões de euros no mundo.

Isso significa que o setor da veterinária dobra de tamanho nos próximos 13 anos, em paralelo de um cenário de crescimento populacional de 10 bilhões de pessoas até 2050. Iremos ver uma demanda acentuada pela proteína animal, uma diversificação e sofisticação de cortes e processados.

Para isso veremos a pesquisa e a ciência oferecendo inovações na forma de vacinas, como para a influenza aviária e a febre aftosa, e também soluções alternativas como, a utilização de produtos a partir de algas marinhas e outras opções cada vez mais apoiadas em big data, para uma gestão de precisão.

Da mesma, temos acompanhado empresas se fortalecendo através das fusões e aquisições em todos os elos do agronegócio. No setor veterinário, a Boeringher adquiriu a Merial por mais de 11 bilhões de euros, e se transformou na segunda empresa global de saúde animal do mundo, ficou atrás somente Zoetis.

 Tudo no agronegócio cresce, e a ciência e a tecnologia na agropecuária de precisão se torna um fato do setor.

Instabilidade da cadeia

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A cadeia produtiva da JBS, a maior empresa do planeta, vai sofrer. A empresa tem 18 bilhões de reais de dívidas de curto prazo, e isso representa cerca de 1/3 de uma dívida gigantesca de 58.4 bilhões de reais.
A empresa já adotou estratégias recessivas, parou de comprar bois, mudou o prazo de pagamentos do boi para 30 dias…
Começaram a busca pela venda de ativos e pretendem vender tudo que não está ligado à carne, como a marca Hawaianas, provavelmente a única marca ligada ao Brasil com prestígio internacional.
E eu não duvidaria nada de que o capital chinês, ávido por posições gigantescas globais, tirasse proveito dessa fraqueza, encolhimento e inviabilidade dos atuais acionistas na maior empresa de carnes no mundo, e adquirisse essa importante companhia do setor de alimentos a 4a. maior do mundo…somente atrás da Nestlé, Unilever e Pepsico.
Quanto aos produtores rurais, entidades como a do diretor executivo da Acrimat – Associação dos Criadores do Mato Grosso, Luciano Vaccari, o maior Estado da pecuária do Brasil, já estão se mobilizando para reverter esse quadro. Entreram com pedidos de cortar o ICMS como ajuda do Estado, permissão de venda para frigoríficos de outros estados, e o estímulo a outros frigoríficos e marcas concorrentes enfim…

A instabilidade de toda a cadeia produtiva JBS, além dos funcionários, já têm atingido fornecedores e produtores rurais.

2 de junho de 2017 as 15:21

Alimentação do futuro – Mitos e Fatos

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Terça feira tivemos o Fórum Jovem Pan Alimentação do futuro – Mitos e Fatos, um debate reunindo aspectos do desperdício, segurança, tecnologia e saúde.

Fatos significam um conhecimento embasado em sólidas pesquisas científicas, que quebram mitos. E mitos são narrativas utilizadas para dar explicação àquilo que não se compreende….

No painel Alimento seguro e legal, como produzir mais aliando tecnologia e saudabilidade, um dos 4 painéis, estive como mediador ao lado de Luis Madi, presidente do Ital, Janaína Rueda, cozinheira pela educação, Edmundo Klotz, presidente  da ABIA e Marcelo Cristianini, coordenador de pesquisas em alimentação e professor da Unicamp.

Tratamos de assuntos considerados mitos por uns com controvérsias por outros, como os alimentos processados não oferecerem benefícios aos consumidores…Mito ou fato?

Outro tema, o de que os alimentos processados são os responsáveis pelos excessos de consumo do sal dos brasileiros….Mito ou fato ?

A saudabilidade do alimento depende do grau de processamento…Mito ou fato? Ou ainda, existem alimentos ultra processados?

E os orgânicos, os biodinâmicos? São seguros e legais? O que é mito e o que é fato em todas as opções alimentares para a população?

Temos no país mais de 47 mil indústrias de alimentação, na sua imensa maioria micro e pequenas, envolvendo mais de 1 milhão e seiscentas mil pessoas e que representam 9,5% do PIB brasileiro. Além de 5 milhões de produtores rurais, e o agronegócio inteiro significar mais de um trilhão e quatrocentos bilhões de reais de negócios, cerca de 25% de todo o PIB…

Então, o alimento brasileiro é seguro, é legal…mas a tecnologia pode assegurar saudabilidade ?

Os mitos e fatos sobre desperdícios de alimentos – cerca de 1/3 vai pro lixo… A segurança do alimento, a genética o processamento, a educação alimentar, o sobrepeso, representado por um número  muito maior no Brasil.

Mitos e fatos…Jovem Pan discutiu e foi um sucesso!

1 de junho de 2017 as 13:12

Líderes com mente saudável

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Pessoas, animais e meio ambiente saudáveis… Eu acrescentaria no Brasil agora, líderes com mente saudável também.

No mundo do agro a ciência nos ajuda muito, e para esse conjunto foi criado um programa chamado de ONE health. Uma decisão marcante sobre esse nos últimos dias foi tomada pelo IPC, International Poultry  Council, que vem a ser o Conselho Internacional da Avicultura, que adotou uma posição global aconselhando o uso responsável e eficaz de anti microbianos na avicultura mundial.

Os países associados à Organização representam 84% da produção total.

Esse caminho está lastreado em documentos científicos, e devem ser seguidos pelas indústrias resguardando a eficácia do uso dos anti microbianos, o bem estar animal, a segurança do alimento e preocupação dos consumidores.

O Conselho Internacional da Avicultura admite ser a resistência anti microbiana uma preocupação global, e recomenda que sejam usadas práticas para redução do uso, e algo fundamental disse Jim Summer, o presidente do IPC, “nos também devemos educar o público sobre essas questões”.

Imagine só, se para ter animais saudáveis precisamos de tudo isso, um ambiente saudável, pessoas saudáveis… O que precisamos fazer de saudabilidade no país, doravante, promover a saúde mental.

 

30 de maio de 2017 as 12:02

A confiança explodiu e expirou – Crise da JBS

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Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS delataram e explodiram essa República brasileira que aí está (se supostamente for tudo comprovado).

Revelaram, gravaram e prepararam uma delação estruturada, e agora o pais obtém de forma ainda mais clara a associação criminosa do Estado com o empresariado.

As consequências, sob o ponto de vista político, já viraram a pauta nacional de todas as atenções: impeachment, O Presidente Temer vai negar, e viveremos acentuadamente o calor de um conflito tóxico, atômico e radioativo, com soluções imprevisíveis.

Agora, em paralelo a tudo isso, temos a JBS. Esta empresa tem uma receita de cerca de 50 bilhões de dólares. Isso a coloca como a 4º maior empresa de alimentos do mundo e a maior do setor de carnes do planeta.

Se a empresa não for separada dos seus acionistas, os delatores Wesley e Joesley , teremos uma crise ao longo de toda a cadeia produtiva dessa corporação.

São milhares de produtores rurais, milhares de fornecedores, funcionários no Brasil e no mundo inteiro que estão sendo afetados a um preço altíssimo que será pago por milhões de pessoas que orbitam em torno dessa mega empresa brasileira do agronegócio.

As repercussões para o agronegócio brasileiro são da mesma forma nefastos e também imprevisíveis. Tudo dependerá da sensatez de separar a vida da empresa, da agora vida dos seus controladores.

Assim como a vida do Brasil precisa ser separada dos seus atuais controladores. A confiança explodiu e expirou.

Quem diria que o agronegócio derrubaria o sistema

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A empresa JBS foi transformada na maior empresa de carnes do planeta e na 4° maior de alimentos do mundo.

Os irmãos Joesley e Wesley, donos da JBS, combinaram uma delação premiadíssima, com direito a gravações, áudios e vídeos, e explodiram tudo.

Será que explodiram a JBS também, num faturamento anual de cerca de 50 bilhões de dólares, antes da desvalorização do mesmo depois do impacto dos últimos dias?

 

Uma brincadeira que rola pelas redes sociais é que o Brasil é o único país do mundo que tem um frigorífico que “abate’ presidentes.

Agora o que interessa e nas consequências da cadeia produtiva inteira que envolve a JBS como a locomotiva, a campeã das carnes no país e no mundo, o choque de credibilidade dos seus fundadores; donos e controladores são difíceis de se separarem.

A tal da confiança fica abalada, e temo sim pelos produtores rurais alinhados a empresa e os efeitos críticos dentro do agronegócio.

Além disso, as entidades do setor pedem a continuidade das reformas, como a trabalhista no campo; e que o legislativo não pare nesse momento de inoperância do Executivo.

Dentre todos os setores brasileiros, o agro continua sendo o mais independente; o dólar valorizou, e para uma boa parte do agro, com uma Super Safra de mais de 230 milhões de toneladas, a notícia agrada, pois com a queda do preço das commodities, o câmbio compensa. E a soja mantém um preço atraente em real.

Daqui pra frente, está na hora do agro criar uma voz única. De haver uma integração das milhares de entidades espalhadas pelo país.

E faço aqui uma sugestão: que as cooperativas brasileiras representem o setor, por três razões:

1 – Tem legitimidade representativa, mais de um milhão de produtores rurais.

2 – Significam a metade de todo agro do país.

3 – São exemplos de progresso, não apenas dos cooperados, mas da sustentabilidade e das comunidades onde estão instaladas.

Um agro, uma voz, uma representação capilar e legítima. Por quê não o cooperativismo brasileiro?

Como o setor do agro está reagindo depois da “crise JBS” ?

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Como estão os delatados, incluindo o presidente Temer?

 

Ainda perplexa, a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ apresentou uma nota representando as máquinas agrícolas que pedem serenidade e reforçam a necessidade das reformas e ajustes econômicos. Da mesma forma, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi disse a mesma coisa.

 

Os assuntos com maior destaque no agronegócio monitorados nas redes sociais pelos serviços da NetNexus são: o perdão da dívida trabalhista do setor rural (de longe, o maior) e a CPI da FUNAI.

 

Surgiram curiosamente aspectos, como o agronegócio sendo o algoz de temer e Aécio, sendo que o setor é como uma salvação nacional.

 

Há manifestações do setor solicitando Diretas Já… e ironicamente, aparecem manifestações de gratidão a delação da JBS.

 

Quem diria… Até tu, frigorífico?

O que coletamos de maneira generalizada nos vários representantes e líderes do agro é a busca das soluções dentro da Constituição e da lei, a uma preocupação enorme com a continuidade das reformas e ajustes econômicos, sendo que o Brasil não fica viável… e a discussão do Plano Safra é outra preocupação do setor.

 

A valorização do dólar é positiva para boa parte do setor que colhe uma Super Safra de grãos com abundância em soja, mas evidentemente há uma gigantesca preocupação com a nova governança, além do setor das carnes estar imensamente desconfiada dos próximos passos da JBS.

 

O agronegócio por enquanto segue sendo o suporte da economia brasileira e do movimento da sociedade em todo interior do país.

Jovem Pan e ITAL: alimento brasileiro seguro e legal

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Existem aditivos na alimentação. Mas, o que significam os aditivos? No Fórum jovem Pan  que ocorrerá no próximo dia 30 irão discutir mitos e fatos sobre a alimentação do futuro.

 

 

Teremos painéis onde a tecnologia, a segurança, a saúde e a sustentabilidade serão discutidos.

O ITAL – Instituto de Alimentos Agrícolas criou um site para ser acessado por todas as pessoas que desejem saber mais dos alimentos agroindustrializados.

Para conferir, acesse: www.alimentosprocessados.com.br

O pesquisador Aírton Vialta nos informa que a utilização de aditivos no processamento de alimentos é uma questão de necessidade, e não de escolha da indústria, e exemplifica com o leite pasteurizado UHT, que são usados estabilizantes citratos, porque o leite passa por um tratamento térmico severo.

Os aditivos usados nos alimentos processados precisam de aprovação da Anvisa, e isso só ocorre dentro de critérios rigorosos.

Os aditivos no mundo todo são controlados por órgãos internacionais ligados a FAO, da ONU.

21 de maio de 2017 as 9:06

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O agronegócio está sob a ameaça da nova Operação Bullish

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O agronegócio está sob a ameaça da Policia Federal devido a Operação Bullish com a JBS.

 A Polícia Federal deflagrou nesta sexta (12) a Operação Bullish, que investiga possíveis fraudes e irregularidades em aportes concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Não se trata apenas da JBS, a detentora das marcas Seara e Friboi, dentre outras e operações no mundo inteiro.

O gigantesco drama trata também das consequências com toda a cadeia produtiva ligada direta e indiretamente com a JBS.

Quero dar uma dimensão deste assunto. Sabe quanto representa o faturamento somado das 11 maiores companhias de alimentos do mundo?

 

Mais de 480 bilhões de dólares! Para ter uma ideia, isso significa dizer que as 11 maiores empresas de alimentos do mundo tem praticamente o mesmo tamanho de todo o agronegócio brasileiro.

Ou seja, o Brasil cabe dentro das 11 maiores empresas de alimentos do planeta… e a JBS com um faturamento de 170 bilhões de reais no ano passado, com o dólar a R$ 3,15… Isso representa em torno de 50 bilhões de dólares!

A JBS é maior do que a Coca-Cola, que está em 4° lugar do mundo, abaixo apenas da Nestlé, Unilever e Pepsico.

Então, não estamos falando apenas de uma organização com impactos para si mesma. Ao lado da Petrobrás, as duas maiores empresas do Brasil, e no caso da JBS, com implicações diretas em milhares de produtores rurais, centenas de fornecedores de insumos e tecnologia, além de funcionários, serviços financeiros e de todos os tipos.

Podemos avaliar em duas vezes a sua receita anual, o impacto ao longo de toda a cadeia produtiva que a JBS representa.

Eu diria que 100 bilhões de dólares é o valor conjugado de todas as partes da JBS na cadeia produtiva do agronegócio como um todo… E milhões de pessoas…


Portanto, vale pedir duas coisas. A primeira é a prudência e bom senso da Polícia Federal e do Judiciário quanto as comunicações que vier a fazer a respeito da Operação Bullish na JBS… O estrago causado pode ser gigantesco e traumático para o agro brasileiro.

 A segunda é que a empresa, seus funcionários, seus fornecedores, produtores rurais de aves, suínos e bovinos que representam uma sociedade econômica não poderem pagar por possíveis erros dos seus acionistas (se é que venha a ser comprovado).

JBS virou a 4ª maior companhia de alimentos do planeta e a maior do mundo em carnes, e com ela milhões de pessoas cuida da comunicação dos fatos.

Se irregularidades houverem, que se blinde a empresa, seus funcionários e cadeia produtiva, das responsabilidades dos seus acionistas.