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Super Safra e os campeões de produtividade no agronegócio de 2017

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Estou no oeste de Santa Catarina, região de um Brasil que segue acima da pauta das desgraças de ausência de liderança e desgovernança do país.

Em Chapecó, Xaxim, Joaçaba, Concórdia, e na cidade de Xanxerê (que na língua indígena significa ‘ninho de cascavel’), aconteceu mais um evento grandioso, o Super Safra, com participação de produtores rurais, que além de produzirem mais neste ano, ainda alcançaram níveis extraordinários de produtividade.

No prêmio Super Safra de Santa Catarina a família Virmond foi a campeã graças à liderança dos jovens. Um deles se chama Felipe, que conquistou uma marca impressionante no milho, de 273 sacas por ha, ou seja, mais de 16 mil kg de milho por ha.

Um recorde extraordinário, de botar inveja nos melhores produtores do mundo.

Semana passada, vimos o recorde da soja, e nessa semana o milho, e isso se deve também graças à tecnologia de vanguarda da Agroceres acompanhamento da Sementes Bortoluzzi.

Enquanto podemos vivenciar e valorizar campeões do trabalho e da produtividade nesta Super Safra brasileira, assistimos o país ficar tomado por uma agenda diária de personagens públicos, ou que do anonimato se tornam públicos apenas para evidenciar os erros de caráter e desgraças de um teatro de horrores.

Por isso, vamos ficar de olho no agronegócio e colocar em evidência legítimos campeões brasileiros do trabalho e da produtividade.

Parabéns, Família Virmond, Abelardo Luz e seus jovens produtores, esses vão ao futuro.

O ministro da agricultura, Blairo Maggi, se transformou no ‘Marco Polo’ do agro nacional

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O ministro Blairo Maggi foi para Ásia novamente, na China, em Hong Kong, para vender carne brasileira, e mais uma vez buscar os esclarecimentos das crises de saudabilidade e corrupção.

De Hong Kong ele mandou a seguinte mensagem:

 

“Amigos, vim fazer compras num supermercado e fiquei impressionado com a ausência de produtos brasileiros. Encontro produtos do mundo todo, Nova Zelândia, Austrália, Vietnã, França, Itália, Espanha e nenhum produto do Brasil. Precisamos prestar atenção. Somos ausentes de produtos de valor agregado, ausentes em frutas, especialidades, e se quisermos sair dos 7% de participação de mercado para 10%, não bastará vender algodão, carnes, grãos, açúcar, café, celulose… precisamos de uma atuação muito mais intensa com produtos brasileiros. ”

 

Nas minhas contas, quando falamos de agribusiness como o total das somas das cadeias produtivas, chego em 15 trilhões de dólares, e o Brasil, dependendo do câmbio, atinge cerca de 500 bilhões de dólares, ou menos. Então, representamos cerca de 3,5% do total do agronegócio mundial, e não 7%.

 

Para expandirmos os mercados com frutas, hortaliças, especialidades, flores, essências tropicais, coco, chocolate, sucos, refrescos, roupa, moda, castanhas (ou seja, todas as deliciosas especialidades tropicais brasileiras), precisaremos integrar agribusiness com marketing.

 

Isso significa reunir e termos um híbrido no Brasil, a melhor mistura das inteligências dos Estados Unidos com a Holanda; o melhor quando falamos em agribusiness e marketing evoluído e além das grandes culturas, quem sabe salvar a marca Havaianas, das desgraças da JBS (a melhor marca do Brasil).

 

Parabéns, ministro, foi impactado pela mossa nulidade nos supermercados internacionais… está na hora de enfrentarmos essa ausência, com empreendedorismo, cooperativismo e políticas públicas, além de marketing… o marketing ético. Aquele de longo prazo.

 

 

 

Campeões da soja – Fórum Nacional da Máxima Produtividade

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Estou em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, para participar do Fórum Nacional da Máxima Produtividade, evento realizado pela CESB – Comitê estratégico Soja Brasil.

 

Neste evento estão sendo premiados os campeões brasileiros de produtividade de soja. Ao longo de 10 anos a produtividade do concurso cresceu 70%.

 

 No final da década passada, o campeão obteve 82,8 sacas de soja de 60 kg por hectare!

Neste ano, o campeão obteve o recorde de 141,8 sacas de soja por hectare, enquanto no ano passado os campeões atingiam cerca de 120 sacas por hectare.

 

O presidente da CESB, Luiz Nery Ribas, enfatiza ser emblemáticos esses resultados, pois revelam o quanto temos de potencial para crescer no campo.

 

Para termos uma ideia comparativa, as médias nacionais variam de região para região, mas ficam em torno de 50 a 55 sacas de soja por hectare.

 

No concurso dos campeões as médias estão em níveis entre 70 a 80 sacas, e os recordes com mais de 140 sacas por hectare. Ou seja, quase 3 vezes mais do que a média brasileira.

A boa notícia é que isso é possível com gestão e uso do conhecimento, acessível aos produtores do país todo.

 

O Fórum Nacional de Máxima Produtividade festejará os campeões e os participantes, todos com médias muito superiores ao país, além das apresentações técnicas empregadas.

 

A Cotrijal, cooperativa de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, considerada hoje uma das cooperativas mais capazes em tecnologia, também participará da organização do evento.

 

A evolução da agricultura

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O agronegócio brasileiro em 2016 cresceu 4,48 % perante o ano anterior. O total das receitas envolvidas no agro do Brasil atinge mais de 1.4 trilhão de reais. O antes da porteira representa 11,7 % desse total, o dentro da porteira, a produção agropecuária propriamente dita significa 30,5% do total do agronegócio, e o pós porteira das fazendas, a indústria, varejo e serviços valem 57,8%.

Para realizar esses mais de 1.4 trilhão de reais de negócios, o país utiliza cerca de 173 bilhões de reais como insumos, máquinas, produtos veterinários, sementes, adubo, defensivos.

E agora chega a inovação da agricultura de precisão, onde vamos saber cada micro detalhes…e fica aqui a pergunta, qual a qualidade da utilização dessa tecnologia no campo? Quanto erramos na administração das máquinas, na dosagem de defensivos e de adubos, no stand do plantio das sementes? Quanto erramos no manejo e uso de medicamentos e da nutrição animal?

Quando olhamos as máquinas novas, monitoradas por sensores, verdadeiros robots, podemos prever que cerca de 30% desse custeio e investimentos em tecnologia não está sendo utilizado com eficácia.

Isso significa que há um potencial de melhoria de utilização da tecnologia num equivalente a 50 bilhões de reais e, com isso, da mesma forma melhoraríamos a produtividade de toda agropecuária do país, com mais resultados em receitas, exportações e rentabilidade.

O big data na agricultura irá apontar inúmeros ganhos e avanços no uso da tecnologia e vai permitir que os produtores rurais do país inteiro ganhem na eficiência e na eficácia do uso dos insumos e das suas máquinas.

Não basta ter a tecnologia é preciso saber usar e gerenciar com precisão.

6 de junho de 2017 as 12:19

Tendências do negócio de alimentos nos próximos cinco anos

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Você sabe como será o negócio de alimentos nos próximos 5 anos?

Com a mesma tecnologia que podemos vivenciar hoje na área da saúde. O campo vai ser digitalizado assim como um médico já atua com os equipamentos modernos, como por exemplo, na cirurgia robótica, que é de total precisão. Ou então, um diagnóstico de câncer de mama perfeito dentre as mais de 800 variações genéticas da doença, e cada uma delas com variações de protocolos.

Da mesma forma, a ciência e tecnologia já estão em andamento e sendo produzidas no mundo e no Brasil.

A IBM relatou trabalhos já realizados na Califórnia. Um deles, por exemplo, foi executado nas vindimas, onde sistemas cognitivos de computação diminuíram em 20% o consumo da água na irrigação e ampliaram em 23% a produtividade das uvas.

O tamanho da informação gerada no mundo dobra a cada um ano e meio, e na agropecuária, assim como na saúde, o mundo digital chega para olhar micro. Micro detalhes, nano detalhes, através de imagens para poderem avaliar áreas com infestações de doenças e em diversos estágios.

É possível avaliar também falhas de plantio no stand das sementes, ou nas coberturas inadequadas de fertilizantes, além de proporcionarem uma oferta de decisões sobre logística, armazenamento e perspectivas de mercado para cada cultura.

Imagine um robô com quem o produtor rural vai interagir e conversar perguntando se deveria plantar mais milho ou soja na próxima safra, qual o dia ideal pra iniciar a colheita.

No programa de TV “Jeopardy!” (atualmente exibido pela CBS Television Distribuition nos EUA) um computador chamado Watson interage com o apresentador e responde às perguntas feitas da mesma forma que os humanos.

Então, o alimento será produzido num futuro muito próximo com a gestão e a aplicação do Big Data e dos computadores e robôs que aumentam a nossa inteligência humana.

E serve aqui para os jovens em busca de carreira: pensem na ciência do Big Data no agronegócio. Será o maior campo a ser colhido nos próximos anos.
A gestão do produtor do futuro que já começou.