Fala Produtor

  • Almir José Rebelo de Oliveira Tupanciretã - RS 30/08/2011 00:00

    Grande Glauber!!! Nosso reconhecimento e admiração a esse trabalho que vem sendo realizado pela Aprosoja. O Glauber está mexendo na ferida. O Brasil está nas mãos dos ambientalistas, que estão pouco se lixando para o nosso desenvolvimento, nem para o meio ambiente. Se tivessem para atenção para o meio ambiente estariam ao lado do Glauber defendendo a Hidrovia Teles Pires/Tapajós, Araguaia/Tocantins e outras. Com relação à geração de energia, a ONU salienta que nos próximos 20/30 anos a América do Sul precisará duplicar sua geração de energia para atender a demanda. O que fazem os ambientalistas? Tentam impedir de todas as maneiras a construção da Hidroelétrica de Belo Monte e outras. Se os ambientalistas estivessem preocupados com emissão de gases de efeito-estufa estariam ao lado do Glauber para impedir que a frota de caminhões e carretas emitissem milhares de toneladas de CO2 a mais entre Mato grosso e Paranaguá, e a favor das hidrovias. Mas nós queremos dizer ao Glauber que represente o Brasil nessas negociações com a China... e aqui no Rio Grande do Sul estamos à disposição para fazer nossa parte e viabilizar todos os negócios que sejam bons para nós e para eles, que não seja um negócio apenas para a China.

    Abraços.

    Almir Rebelo

    Comentário referente a notícia: [b]ENTREVISTA: Confira a entrevista com Glauber Silveira - Pres. Aprosoja Brasil[/b]

    Veja a notícia completa http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=95348

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  • JUSTINO CORREIA FILHO Bela Vista do Paraíso - PR 30/08/2011 00:00

    A herança maldita! Um governo mediocre é caracterizado pelos números produzidos pelo próprio governo. Como segue, corrupção recorde, impunidade recorde, base aliada insaciável, gastos desordenados. Arrecadação recorde de impostos! Pobre sociedade civil, à disposição têm segurança deficitária, educação idem, saúde sem comentários....etc. Ao que parece, nesta República, os governantes são eleitos apenas para promover discurseiras e propaganda de projetos mau elaborados, que favorecem somente os corruptos.

    Comentário referente a notícia: [b]A DEMOCRACIA INVADE O BUNKER DO GOVERNO CLANDESTINO[/b]

    Veja a notícia completa http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=95225

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  • Alexandre Akira Nakamura Balsas - MA 30/08/2011 00:00

    João Batista, estamos aqui em Chicago participando da Farm Show 2011..., estivemos ontem (30/08) em visita a uma propriedade norte-americana, e realmente pudemos constatar que aqui a seca está pegando os agricultores..., o milho já esta quase pronto e a soja em periodo vegetativo...., mas não devemos esquecer que o solo deles tem uma boa absorção de água..., portanto, sá com a collheita para vermos realmente as perdas dos americanos..., melhor prevenir e acompanhar o mercado... ao final, comparar seus custos. Um grande abraço a todos. Alexandre Akira Nakamura - Balsas/MA.

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  • Ciro Siqueira Dom Eliseu - PA 30/08/2011 00:00

    Prezado Senhor Ministro Mendes Ribeiro Filho,

    O Senhor assume o Ministério da Agricultura em um dos momentos mais importantes para o setor rural brasileiro dos últimos 50 anos. Nesse momento o Congresso Nacional avalia um novo texto para o Código Florestal brasileiro.

    O texto, que já foi aprovado pela Câmara e está sendo analisado pelo Senado Federal, foi fruto de longas conversas e negociações do relator da matéria na Câmara, Deputado Aldo Rebelo, da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixera, do Ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence e do seu antecessor no Ministério da Agricultura. Sob determinação da Presidente Dilma Rousseff os três ministros acima citados e o deputado Aldo Rebelo construíram um acordo em torno do texto que foi aprovado na Câmara dos deputado com 410 votos favoráveis.

    Embora o texto em análise no Senado tenha sido fruto de um acordo de governo, o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João de Deus Medeiros, subordinado à Ministra Izabella, tem dado declarações públicas de que o texto deve ser modificado pelo Senado. A própria Ministra Izabella Teixeira, em entrevista publicada em um site de ambientalistas, afirmou que o texto, que foi negociado com ela, deve ser alterado pelos Senadores. Segundo o site " uma das principais questões na agenda da ministra é a luta para mudar o texto aprovado na Câmara". O Ministério do Meio Ambiente vem trabalhando intensamente nos bastidores para minar o texto de reforma do Código Florestal. Não há uma única audiência pública que não seja acompanhada de perto por um ambientalista do MMA.

    A Ministra Izabella Teixeira e os ambientalistas que tomaram conta do Ministério do Meio Ambiente estão flagrantemente quebrando o acordo construído com o Deputado Aldo Rebelo por determinação da Presidente Dilma Rousseff. O Senhor precisa contrabalançar essa atitude. Seu antecessor era incapaz de fazer frente a esse desafio mais preocupado que estava com o aparelhamento político do Ministério da Agricultura.

    Não ligue para as acusações de que o Senhor não tem raízes no setor rural. O ex presidente Lula nunca havia administrado nem a própria casa e, no entanto, foi capaz de governar o Brasil por dois mandatos construído avanços sociais significativos.

    Não se acovarde diante dos ambientalistas do governo como fez o seu antecessor. Uma vez que a Ministra Izabella foi a público contra o texto de Aldo Rebelo também o Senhor pode ir a público defender os interesses do setor rural. E o Senhor precisa e deve fazê-lo. Sua atitude pode fazer a diferença para aprovação de um texto para o Código Florestal que não inviabilize a agricultura nacional.

    Minha sugestão é que o Senhor forme um núcleo de técnicos ligados diretamente ao seu gabinete e encarregado de acompanhar diuturnamente os debates sobre o Código Florestal no Senado. O Senhor certamente conhece pessoas capazes de assessorá-lo nesse desafio.

    Esse momento lhe dá a oportunidade de entrar para história da agricultura nacional como o Ministro que protegeu o setor rural brasileiro dos absurdos do Código Florestal vigente. Estou certo que o Senhor é capaz de fazê-lo.

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  • Bertholdo Fernando Ullmann Patos de Minas - MG 30/08/2011 00:00

    CAROLINE JERKE, os produtores, mesmo capitalizados, preferem trabalhar com o Crédito Rural Oficial, pois os riscos do Agronegócio são altos. Imagine um produtor que vai plantar uma safra de 200 hectares de milho, com alta tecnologia... Vai ter um custo final total de aproximadamente R$ 3.000,00 por hectare, totalizando R$ 600 mil. Imagina uma estiagem de 30 dias (o que é comum no sul do Brasil), sendo que sua safra final fique em 60 sacas/ha....

    Esse produtor teria que vender o seu milho a R$ 50,00 a saca para empatar (impossível). Provavelmente venderia esse milho a R$ 25,00, com um faturamento de 50% do custo. Assim, teria um prejuizo de R$ 300 mil.

    Se o governo, nesse caso, resolve prorrogar os Custeios, esse produtor vai ser prejudicado, pois não retirou Crédito Rural Oficial e não vai ter um seguro minimo da sua safra de milho.

    O Credito Rural no Brasil tem muito o que melhorar ainda, mas é uma alternativa para o pequeno e médio produtor rural.

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  • Caroline Jerke Brasilia - DF 29/08/2011 00:00

    Sr. Valdir: Poderia exemplificar quais são os "alguns países com "POLITICA AGROPECUÁRIA SÉRIA", como o sr. citou?? E como estas políticas funcionam? Gostaria de saber se este crédito oferecido são "MIGALHAS", porque muitos produtores, mesmo capitalizados (não são muitos), preferem trabalhar com dinheiro de recursos do crédito rural ao invés de usar $ próprio?

    Agradeço a atenção. Aguardo...

    Caroline

    Comentário referente a notícia: [b]A politicagem do crédito rural safra 2011/2012 já começou[/b]

    Veja a notícia completa http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=91261

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  • José Augusto Baldassari Franca - SP 29/08/2011 00:00

    Carta aberta ao Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho

    Prezado Senhor Ministro Mendes Ribeiro Filho,

    O Senhor assume o Ministério da Agricultura em um dos momentos mais importantes para o setor rural brasileiro dos últimos 50 anos. Nesse momento o Congresso Nacional avalia um novo texto para o Código Florestal Brasileiro.

    O texto, que já foi aprovado pela Câmara e está sendo analisado pelo Senado Federal, foi fruto de longas conversas e negociações do relator da matéria na Câmara, Deputado Aldo Rebelo, da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixera, do Ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence e do seu antecessor no Ministério da Agricultura. Sob determinação da Presidente Dilma Rousseff os três ministros acima citados e o deputado Aldo Rebelo construíram um acordo em torno do texto que foi aprovado na Câmara dos deputado com 410 votos favoráveis.

    Embora o texto em análise no Senado tenha sido fruto de um acordo de governo, o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João de Deus Medeiros, subordinado à Ministra Izabella, tem dado declarações públicas de que o texto deve ser modificado pelo Senado. A própria Ministra Izabella Teixeira, em entrevista publicada em um site de ambientalistas, afirmou que o texto, que foi negociado com ela, deve ser alterado pelos Senadores. Segundo o site " uma das principais questões na agenda da ministra é a luta para mudar o texto aprovado na Câmara". (Clique aqui e veja a matéria). O Ministério do Meio Ambiente vem trabalhando intensamente nos bastidores para minar o texto de reforma do Código Florestal. Não há uma única audiência pública que não seja acompanhada de perto por um ambientalista do MMA.

    A Ministra Izabella Teixeira e os ambientalistas que tomaram conta do Ministério do Meio Ambiente estão flagrantemente quebrando o acordo construído com o Deputado Aldo Rebelo por determinação da Presidente Dilma Rousseff. O Senhor precisa contrabalançar essa atitude. Seu antecessor era incapaz de fazer frente a esse desafio mais preocupado que estava com o aparelhamento político do Ministério da Agricultura.

    Não ligue para as acusações de que o Senhor não tem raízes no setor rural. O ex presidente Lula nunca havia administrado nem a própria casa e, no entanto, foi capaz de governar o Brasil por dois mandatos construído avanços sociais significativos.

    Não se acovarde diante dos ambientalistas do governo como fez o seu antecessor. Uma vez que a Ministra Izabella foi a público contra o texto de Aldo Rebelo também o Senhor pode ir a público defender os interesses do setor rural. E o Senhor precisa e deve fazê-lo. Sua atitude pode fazer a diferença para aprovação de um texto para o Código Florestal que não inviabilize a agricultura nacional.

    Minha sugestão é que o Senhor forme um núcleo de técnicos ligados diretamente ao seu gabinete e encarregado de acompanhar diuturnamente os debates sobre o Código Florestal no Senado. O Senhor certamente conhece pessoas capazes de assessorá-lo nesse desafio.

    Esse momento lhe dá a oportunidade de entrar para história da agricultura nacional como o Ministro que protegeu o setor rural brasileiro dos absurdos do Código Florestal vigente. Estou certo que o Senhor é capaz de fazê-lo.

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  • Joao Antonio Campos de Melo Diamantino - MT 29/08/2011 00:00

    Boa tarde, quero aquii dizer que estou muito satisfeito com o Noticias Agricolas... realmente tem atingido os meus objetivos... Abraços.... -- Comentário referente a notícia: [b]Soja: Demanda, seca nos EUA e entressafra elevam preço interno[/b]

    Veja a notícia completa http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=95261

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  • Telmo Heinen Formosa - GO 29/08/2011 00:00

    Extraido da internet o seguinte achado - "Já que colocam fotos de gente morta nos maços de cigarros, por que não colocar fotos também: ... de gente obesa em pacotes de batata frita, ... de matadouros em bandejas de carne, ... de animais torturados nos cosméticos, ... de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas, ... de gente sem teto nas contas de água e luz, e ........ de políticos corruptos nas guias de recolhimento de impostos?"

    Comentário referente a notícia: [b]A DEMOCRACIA INVADE O BUNKER DO GOVERNO CLANDESTINO[/b]

    Veja a notícia completa http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=95225

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  • JUSTINO CORREIA FILHO Bela Vista do Paraíso - PR 29/08/2011 00:00

    O Poder Paralelo! A PGR apontou o chefe da quadrilha. O crime está prestes a prescrever, mas ao que parece este apontamento favoreceu ao meliante, que está mais poderoso do que antes. -

    Comentário referente a notícia: [b]A DEMOCRACIA INVADE O BUNKER DO GOVERNO CLANDESTINO[/b]

    Veja a notícia completa http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=95225

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  • Paulo Cortizo Camacan - BA 29/08/2011 00:00

    Delegacias Sindicais dos Fiscais Federais da Bahia, Amazonas, Espirito Santo, Mato Grosso,Pará, Rondônia e São Paulo

    Vejam a gravidade dos fatos abaixo:

    O e-mail (está abaixo do corpo desse e-mail), do Dr. Jay Wallace, Diretor Geral da Ceplac, que manteve conversações com o Diretor do DSV MAPA , Dr. Cosam Coutinho, onde esse senhor rearfirma que nos procedimentos de embarque o cacau deverá seguir os mesmos critérios estabelecidos para a importação da castanha de caju.

    O resto voces podem imaginar caso esse fato seja consumado.

    Notem que isso é pura pressão da AIPC - Associação das Indústrias Processadoras de Cacau que arcam com os custos todos dos Fiscais Federais que vão aos países de origem efetuar as vistorias de embarque e fumigação.

    Tanto o MAPA como a AIPC caso consigam derrubar a portaria atual será um fator de risco imenso para com os produtores de cacau do Brasil alem de outras culturas, pois o Strega poderá vir junto, creio que falta pouco para que esse fato seja consumado.

    Mais um suspense para os combalidos produtores de cacau que poderão ver suas lavouras invadidas de pragas, fungos, bactérias de todas espécies.

    Contamos com voces, Delegados Sindicais do Brasil que compreendem os Estados produtores de Cacau para tomarem as providencias necessárias urgentemente e fortemente, pois é inadmissivel depois da calamidade da Vassoura de Bruxa, ainda possamos estar afetos a pragas exóticas, com o consentimento e beneplácito oficial do MAPA, que por dever de oficio deveria cuidar de resguardar a Agricultura do País.

    Agradecemos desde já as providências tomadas para que tal não aconteça, pedindo o favor de nos manter informados e a par dos acontecimentos.

    Caro

    Tão logo recebi teu email contendo a advertência do Laudeci, entrei em contato com o Diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do MAPA, Dr. Cosam Coutinho. Na oportunidade ele me afirmou que a nova orientação ainda não havia sido formalizada, mas que realmente a intenção é que a mesma siga os mesmo critérios estabelecidos para a Castanha de CAju. Solicitei a ele que antes de emitir a versão final da tal normativa que a mesma fosse submetida à apreciação da CEPLAC para que pudéssemos manifestar opinião sobre o assunto. Ele nos assegurou que assim procederia. Estamos aguardando o referido documento para avaliarmos as alterações propostas e somente então nos pronunciaremos a respeito. Antes disso pretendíamos abrir a discussão com as liderañças ligadas à cacauicultura. Felizmente o Durval já intercedeu junto ao MAPA e o assunto deverá ser debatido na próxima reunião da Câmara Setorial.

    Um abraço,

    Jay Wallace Mota

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  • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR 27/08/2011 00:00

    Aí pessoal! Tem petralha de Jesuítas (PR) aqui no site defendendo o cachaça e a "sofisticada organização criminosa". Esta corja é fácil de identificar.

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  • Jose Caetano Ricci de Araujo Feira de Santana - BA 27/08/2011 00:00

    A CADEIA DA CARNE E A QUESTÃO AMBIENTAL -- A partir da II grande guerra, o processo mundial de globalização (integração, social, cultural, política, e econômica), fez surgir a questão da “uniformização internacional de normas e procedimentos” ou “padronização internacional” que pretende facilitar o livre comércio entre países. Neste contexto surgiu a série ISO.

    A International Organization for Standardization - ISO, com sede em Genebra, Suíça é uma organização internacional, fundada em 1946, cujos membros são entidades normativas provenientes de 111 países como a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Tornou-se popular a partir da série ISO 9000 (grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral).

    A preocupação mundial com as questões ambientais fez com que a ISO criasse uma série de normas especiais para tratar da questão ambiental. Para conquistar os certificados ISO 14000, a organização pleiteante, deverá, além de cumprir a legislação ambiental aplicável, ter implantado um Sistema de Gestão Ambiental; assumir um compromisso com a melhoria contínua de seu desempenho ambiental; submeter-se a auditorias ambientais; avaliar o ciclo de vida de seus produtos e atender a outras exigências que comprovem a adequação dos seus produtos aos novos paradigmas ambientais.

    Mesmo sendo a ISO 14000, uma série de normas de “adoção voluntária”, em uma economia globalizada, uma vez adotada pelos países desenvolvidos, passa a ser inevitável para países em desenvolvimento que desejarem que seus produtos tenham acesso a mercados externos. Passa a ser uma “exigência do mercado” o que nos faz lembrar a critica do professor Milton Santos ao processo de globalização: “Estaremos diante de um determinismo de tipo novo, um neodeterminismo do espaço artificial?”.

    Os ensinamentos deste eminente geógrafo (um dos intelectuais mais importantes do Brasil) mostram a necessidade de considerar os diferentes níveis de desenvolvimento entre países que se veem “obrigados a voluntariamente” adotar tais normas. Países que ainda não alcançaram determinado grau de desenvolvimento e que, certamente, terão dificuldades de arcar com o custo adicional envolvido na conformidade com normas internacionais. Dependendo do país, a adoção da norma pode significar perda de competitividade internacional do produto. Outra questão que deve ser considerada é o conflito entre o comércio internacional e a proteção ambiental inerente aos tratados internacionais, por exemplo, a possibilidade de que as “normas ditadas pela liberação comercial sejam usadas para enfraquecer medidas ambientalistas por governos que não queiram pagar os custos de proteção ambiental.” (TAYLOR, 1993), ou ainda que a força do apelo ambiental, principalmente nos países desenvolvidos, sirva como “cortina de fumaça” para medidas protecionistas.

    No Brasil, com indústrias caracterizadas, basicamente, pela “alta intensidade de recursos naturais, energia, escala e poluição” (VEIGA, 1994), especialmente naqueles setores com melhor desempenho exportador e em que a concorrência se dá via preço, os custos de adaptação a requisitos de ordem ambiental podem ser muito elevados. Neste caso as imposições de padrões e normas ambientais externas que limitam o uso de recursos naturais e energia tornam nossa situação vulnerável.

    Vejamos o caso da cadeia da carne. A competitividade da indústria de carne brasileira foi consequente, até passado recente, à vantagens de custos de produção, recursos naturais abundantes e poucas restrições ambientais. A ocorrência de doenças em países tradicionalmente produtores e exportadores como BSE, dioxina e aviária abriram oportunidades para o Brasil. Esta conjunção de fatores levou-nos à condição de maior exportador mundial de carnes. Entretanto, a preservação desta posição dependerá agora da adequação às exigências cada vez maiores do mercado. Caminhamos em direção a um sistema de gestão ambiental para toda a cadeia produtiva em que: sanidade animal, segurança do alimento e práticas ambientais sustentáveis serão a norma.

    As exigências internacionais com relação ao ciclo de vida dos produtos, já se mostram presentes na cadeia da carne com o SISBOV, Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina criado pela Instrução Normativa Nº 1 de 09 de janeiro de 2002 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MAPA, para garantir a segurança dos produtos de origem bovina e bubalina. A questão do desempenho ambiental, esta cada vez mais presente como mostram as iniciativas tecnológicas de avaliação da emissão do gás metano, e a preocupação com a degradação de áreas de pastagens.

    Portanto, a continuidade do crescimento das exportações brasileiras depende da capacidade da cadeia produtiva nacional de atender às exigências do mercado externo. Neste contexto a certificação deverá crescer em importância. Muitos frigoríficos exportadores já estão se adaptando a requisitos de clientes específicos no que diz respeito à série ISO 14000, o que termina por impulsionar toda a cadeia na mesma direção. Entretanto, um questionamento precisa ser feito: se a adesão a padrões internacionais é "determinada" pelo mercado, como alertava professor Milton Santos, e não "voluntária", como querem nos fazer crer, até que ponto bandeiras ambientalistas não estarão sendo usadas para "disfarçar" interesses políticos-econômicos internacionais e, portanto, para submeter o Brasil às leis do mercado global?

    José Caetano Ricci de Araújo

    Eng. Agrônomo e Produtor Rural

    Ipirá-Bahia

    Referências bibliográficas

    1. SANTOS, Milton - A Natureza do Espaço.

    2. MARTÍNEZ, Osvaldo. O livre comércio: raposa livre entre galinhas livres

    3. CASTRO, Diego; CASTILHO, Selene; BURNQUIST, Heloísa. O comércio e meio ambiente – as diversas faces desse binômio.

    4. BUAINAIN, Antônio Márcio e Batalha - Cadeia Produtiva da Carne Bovina.

    5. VIANA, Ana Carolina e NOGUEIRA – ISO 14000, Comércio Internacional e meio Ambiente.

    6. LEMOS, Renato Nunes; SCHENINI, Pedro Carlos; SILVA, Fernando Amorim da. ISO 14000 E SGA – sistema de gestão ambiental.

    7. LEMOS, Haroldo Mattos de. As normas ISO 14000 e as NBR ISO 144000. [S.l.: s.n].

    Comentário referente a notícia: [b]Ambientalista italiano volta a acusar a pecuária brasileira[/b]

    Veja a notícia completa http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=95213

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  • Telmo Heinen Formosa - GO 26/08/2011 00:00

    É desta forma que os ambientalistas vão "minando" subliminarmente o subconsciente da plebe em geral. Queima-se metano e produz-se gás carbônico que polui 20 a 21 vezes mais, é verdade. Mas não informam que o metano demora menos de 15 anos na atmosfera e o gás carbônico dura mais de 180 anos... para se decompor. Aliás, o que são 180 aninhos para um globo terrestre que tem sua idade calculada em "eras geológicas" ? O teor de CO2 na atmosfera atinge o 'ENORME' percentual de 0,035 %... Pode aumentar 10 vezes e ainda estará em apenas 0,35% da atmosfera. Está claro que os ambientalistas de ambientalismo não tem nada. É puro interesse comercial por trás de tudo.

    Comentário referente a notícia: [b]Criadores adotam biodigestor para tratar fezes e urina dos animais[/b]

    Veja a notícia completa http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=95171

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  • Gerd Hans Schurt Cidade Gaúcha - PR 26/08/2011 00:00

    Quanto a preocupação referente "ao silencio dos bons", eu pergunto: onde estão os bons???. Os bons devem ser certamente os covardes que estão infiltrados em nossas instituições representativas...

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