Fala Produtor
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Carlos Alberto Bertão Marques Giruá - RS 11/07/2007 00:00
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Jorge Bellini Giruá - RS 11/07/2007 00:00
Nós, agricultores gaúchos, estamos desanimados com a situação em que nos encontramos. As secas, geadas e principalmente a queda do dólar, nos deixaram em uma situação extremamente preocupante, que se agrava com a falta de sensibilidade dos nossos governantes. Precisamos muito do apoio de vocês da imprensa, para que consigamos reverter essa situação, caso contrário teremos que entregar nossas terras aos bancos e migrar para as cidades, em busca de outra profissão. Um exemplo da crise dos agricultores é a situação em que me encontro: no ano da grande seca aqui no RS (2004/2005) fiquei devendo um financiamento da minha lavoura em um banco, na época R$ 30.000,00, que caso tivesse conseguido colher, seriam pagos com 789 sacas de soja, no valor de R$ 38,00 cada saca, na época. Hoje o saldo devedor desse empréstimo é de R$ 41.000,00 e com a soja valendo RS 25,00, preciso de 1.640 sacas para quitar a dívida atual. Sou um agricultor pequeno, caso o governo não encontre uma solução para o problema da agricultura, que foi em partes criado por ele mesmo, com a política cambial, eu terei que me desfazer dos bens que dei em garantia para pagar o banco, assim como muitos outros agricultores que conheço. Agradeço a atenção e o apoio que vocês têm dado a nós agricultores todos os dias.
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Giovani Giotti Luis Eduardo Magalhães - BA 11/07/2007 00:00
Sr. J.B. a imprensa esta prestando um bonito papel ao denunciar esta pouca vergonha chamada corrupção, o problema é que ao surgir um fato novo o anterior é esquecido, veja, antes do Senador Renan, o foco era o VAVÁ irmão do Lula, e seus amigos, o que aconteceu com eles? Nada, e o incrivel é que o Presidente Lula nunca sabe de nada, será? Parabéns por abordar este tema que é a mãe de todos os problemas do país.
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Waldir Sversutti Maringá - PR 11/07/2007 00:00
Crime contra o sistema produtivo. Frequentemente se vê manchetes " crime contra o sistema financeiro " Désta vez, é ele que comete crime contra o "sistema produtivo" Estão indo longe demais na manutenção das altas taxas de juros, e da isenção de imposto de renda, como lembrou o governador. Para quem não lê o Estadão, tomo a liberdade de postar este artigo, publicado na edição de hoje, sobre as palavras de José Serra, que muito provavelmente, o pessoal aí do site poderia postar durante o dia:<br />
" País vive 'desvario cambial'", diz Serra.<br />
Para o governador paulista, explicações sobre valorização do real ‘não passam de trololó de economistas’ <br />
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Marcelo Rehder <br />
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O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não poupou críticas à atual política monetária e cambial, ontem, na abertura da 39ª Feira Internacional de Calçados, Acessórios de Moda, Máquinas e Equipamentos (Francal), que se realiza no Parque Anhembi, na capital paulista. Na presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, Serra disse que o Brasil tem sido “trouxa” em matéria de política econômica externa e vive um “desvario cambial”.<br />
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Para o governador, as explicações de que a valorização do real ante o dólar é resultado das forças de mercado não passam de “trololó de economistas para enganar quem não é economista”. Segundo ele, o País tem uma política que eleva artificialmente o valor da moeda nacional e consagra a especulação com a queda do dólar. <br />
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“Nós temos, por exemplo, isenção do Imposto de Renda para investidores estrangeiros que fazem aplicações em dólares em títulos públicos, o que seria uma medida até interessante para um país que vive uma crise de falta de dólares”, disse Serra. “Um país que está se afogando pelo excesso de dólares, como é o nosso caso, ter uma política monetária desse teor é insanidade”, emendou.<br />
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Serra ressaltou que a indústria brasileira de calçados é eficiente e mais competitiva do que qualquer outra, e disse que o produto nacional é prejudicado “não pelas ações do ministério do Miguel Jorge, que não tem nenhuma responsabilidade nesse assunto, mas pelas ações da política monetária e cambial”. “Vamos falar claro, nós estamos numa situação de verdadeiro desvario cambial.”<br />
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Segundo o governador, há vários países com grandes superávits comerciais, mas nem por isso valorizaram tanto suas moedas quanto o Brasil. Ele disse que o real tem índices equivalentes ao dobro da valorização de outras moedas. “Nós temos sido trouxas em matéria de política econômica voltada para o exterior”, disse Serra, aplaudido pelos empresários. “Em vez de aproveitarmos a economia internacional, como estão fazendo a América Latina, a Argentina, o Chile, e outros países do Sudeste Asiático, para crescer tanto quanto e ainda mais depressa, nós ficamos atrás.” <br />
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O ministro Miguel Jorge, que discursou antes de Serra, reconheceu que “esse câmbio realmente é um problema”, mas não vê solução. E lembrou que o governo adotou uma série de medidas compensatórias para ajudar os chamados “órfãos do câmbio”.<br />
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Após a cerimônia, o ministro comentou que viu um certo exagero no discurso de Serra. “Ele tem todo o direito de fazer isso, principalmente por se tratar de um governador da oposição. Seria inesperado que fizesse grandes elogios à política macroeconômica do governo.” Procurados pela reportagem, nem o Palácio do Planalto nem o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, quiseram comentar as declarações de Serra. <br />
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NO ATAQUE<br />
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José Serra<br />
Governador de São Paulo<br />
“Nós temos sido trouxas em matéria de política econômica voltada para o exterior. (...) Acumulamos problemas que vão cair de maneira pesada sobre a nossa economia e o nosso emprego quando a bonança mundial passar”<br />
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“Nós temos isenção do Imposto de Renda para investidores estrangeiros que fazem aplicações em dólares em<br />
títulos públicos. (...) Um país <br />
que está se afogando pelo excesso de dólares, como é o nosso caso, ter uma política monetária desse teor é insanidade”<br />
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Mario Wolf Filho Curitiba - PR 10/07/2007 00:00
JOÃO B. VC REALMENTE ALÉM DE SER NOSSO DEFENSOR MOR DOS PRODUTORES BRASILEIROS NA MIDIA NOCIONAL, É NOSSO PÉ QUENTE APARTIR DA NOSSA ENTREVISTA COM VC LA NA FEICORTE AS COTAÇÕES DA PECUARIA VEM RECUPERANDO EM BOA VELOCIDADE, NÃO ESQUCE DE FALAR PARA OS PECUARISTA PARAR DE CHORAR UM NO OMBRO DO OUTRO E SE ORGANIZAR.<br />
UM GRANDE ABRAÇO <br />
MÁRIO WOLF (NOVA CANAÃ DO NORTE MT
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Wilson Motta Miceli São Paulo - SP 10/07/2007 00:00
Prezado Luis Carlos, achei sua questão muito procedente, em função da valorização do Real. <br />Como o contrato futuro de café arábica é cotado em dólar, a fixação do preço (hedge) fica indexada à moeda americana. É importante ressaltar que, em situação contrária (com queda do Real) há o benefício da indexação. Sendo assim, (com a queda do dólar) você pode fixar o preço do café em dólares, e também fixar a cotação do câmbio (vendendo contratos de dólar), através do contrato futuro de dólar negociado na BM&F com os tamanhos: US$ 50.000,00 ou US$ 5.000,00 nos mini-contratos. . <br /><br />Wilson Motta Miceli - Diretoria de Derivativos Agropecuários
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Luis Carlos Gusson Montanhes - MG 10/07/2007 00:00
Caro João Batista, sou produtor de café, e hoje receio fazer um contrato a futuro. Pois se eu fechar um contrato para o ano que vem a U$147,00 a saca, quem me garante que o dolar não estará por exemplo a R$1,30 ou menos?. Como vou vender uma saca de café por volta de R$191,00, com um custo de produção a R$ 220,00, que é a média do custo de uma saca de café para uma produtividade de 45 sacas por hectare? O que fazer?
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Isis M. Burtet Santa Maria - RS 10/07/2007 00:00
Assisto com frequência seus comentários sobre a tremenda crise que nosso agronegócio vem passando. Muito prudente e verdadeiras suas colocações. Gostei particularmente da entrevista do SR. Glauber Silveira, que fez uma análise verdadeira e coerente desse momento que estamos todos passando. Somos do RS e aqui é a mesma situação, pessoas desesperadas, sem saber que rumo tomar. Pessoas honestas e trabalhadeiras que vêm carregando esse país de corruptos nas costas. Até quando não se sabe. Desculpe o desabafo, mas é esse o sentimento da classe que verdadeiramente trabalha nesse país. Um grande abraço e a minha admiração pelo teu trabalho.
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Carlos Henrique Castro Alves Campo Florido - MG 10/07/2007 00:00
João Batista: A velha frase de que não existe subida sem descida é uma grande verdade. Tenho certeza que é conseqüência do descaso das autoridades com a agricultura, com políticas reais e descentes. Hoje vejo varias áreas de pecuárias se transformando em canaviais, a inflação reaparecendo como conseqüência da redução da produção e aumento dos preços do leite e da carne. Estão culpando as energias renováveis pelo aumento dos preços dos alimentos, mas vamos pensar um pouco: Hoje temos 190 milhões de ha de pastagens degradadas; Temos uma das piores taxas de lotação animal por ha, cerca de 0,8 ua/ha; Usamos cerca de 70 milhões de ha com outras atividades econômicas; Usamos cerca de 7 milhões de ha com cana-de-açúcar. Com estes dados, percebemos que se investirmos em tecnologia, na casa de 20 % na pecuária vamos liberar cerca de 35 milhões de ha para a agricultura produzir madeira reflorestada, óleos vegetais combustíveis e álcool. E O MAIS IMPORTANTE: É QUE NÃO PRECISAMOS DESMATAR UM cm2 A MAIS. Hoje, de maneira geral, os pecuaristas ainda dependem da BRACHIARIA formada na década de 60 e 80 e que, de lá para cá, cerca de 90 % destas áreas não receberam uma gota de adubo e calcário. Formei cerca de 6 ha na fazenda e tenho hoje nesta área cerca de 4 ua/ha de media ano. Depois destes resultados devemos formar mais 6 ou 7 ha ao final do ano. Acho que vocês deveriam fazer um trabalho nesta linha, com reportagens especiais, pois já existem até produtores rurais achando que a produção de energia será a responsável direta pelo aumento dos preços dos alimentos. Obrigado
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Mauro Rosa de Morais Campo Alegre de Goiás - GO 09/07/2007 00:00
Por que a Agricultura, mesmo com um montante de prejuízos de U$ 100 bilhões (mas gerando divisas para o país de quase 40% de tudo que o país exporta, além de matar a fome dos quase 200 milhões de brasileiros) não é socorrida? Por que não mudar a matriz energética, exportando nosso petróleo que o mundo todo quer comprar sem fazermos grandes investimentos para tal? A Petrobrás têm credibilidade no mundo todo para isso, e nossas reservas não estão todas próximas aos portos de embarque??? Aí sim, vamos produzir biodisel em pequenas mini-usinas nas comunidades distantes, sem precisar ficar fazendo o passeio que o petróleo faz hoje, destruindo nossas rodovias e congestionando nosso trânsito. Para nossos grandes centros consumidores enviaremos pelos dutos - destravando nossas rodovias - álcool e biodisel, e seremos o país mais limpo do mundo, acabando com a história da Segurança Nacional que estamos destruindo a Amazônia, a toda hora nos noticiários da imprensa. Por que as grandes empresas, com lucros mirabolantes, recebem subsídios (inclusive a indústria automobilística) e a agricultura, que tem condições de empregar parte desta grande massa aglomerada nas cidades (gerando analfabetos, bandidos e insegurança pública) não pode ser apoiada para destravar o Brasil rumo ao futuro limpo e sem maracutaia? Com nossa matriz energética, a produção de grãos e pecuária se multiplicaria, e aí sim, produzindo a carne com que o mundo quer, por preço de até 100% maior que o praticado hoje, nossas usinas de Álcool e Açúcar (que são parques industriais de altíssimo investimento e que operam com mais de 50% de ociosidade) com pequenos investimentos produziriam etanol de milho com custo baixo se devidamente explorado o resíduo para alimentação animal. Pensem nisso...
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Renato Ferreira Dourados - MS 09/07/2007 00:00
Atenção, Alerta Máximo; Depois da mega e faraônica construção de Brasília; Para fechar com chave de ouro, o governo lula e sua ..., vão terminar de fazer seus pés de meia eaposentadoria com a "TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO" R$ 1.200.000.000,00 , isso mesmo 1 bi e 200 milhões iniciais é o montante a ser perseguido por eles... Alguém tem que denunciar isto... Mas pra quem? Com 20 milhões fariam 1 milhão de poços arteseanos, (e esse valor é sem licitação) e resolveriam o problema daindústria da "seca" no agreste. Será que vai ter que estourar a revolução neste País, pra morrer políticos? Pelo menos eles vão queimar no inferno.
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Cláudio Sérgio Pretto Água Boa - MT 06/07/2007 00:00
Perfeita a colocação do Sr. Telmo Heinen, não precisa ficar sem plantar nada, basta apenas um pacto de redução de um percentual na produção, os órgãos representativos já deveriam ter feito esta proposta.<br />
Aprosoja, CNA, Federações, Sindicatos, onde estão vcs líderes que ainda não tomaram esta atitude?<br />
É o que eu tenho dito há um ano, vamos lá, vamos agir, já.<br />
Pelo amor de Deus, já passou da hora de uma atitude, senão somem os prejuízos.
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Mirian Ricci Juranda - PR 05/07/2007 00:00
João Batista, como pode o leite sobe de 12 a 15% e influi na inflação, enquanto os insumos p/ o gado sobem o dobro e não promovem inflação? E os insumos p/ soja sobem 40, 50% e não também geram inflação alguma? Por quê?
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Dr. Eduardo Teoto Buffulin Tupã - SP 05/07/2007 00:00
Informo que na nossa região da Alta Paulista o preço comercializado do litro de álcool na industria é de aproximadamente 0.58 centavos o litro fornecido para distribuidoras. Comercializado nas bombas nos postos de gasolina da região da cidade de Tupã o preço gira em torno de 0,89 centavos a 1,12. O valor da A.T.R neste mês de junho é de 0,2899; este índice muda todo mês no último dia do mês até o segundo dia útil do mês seguinte, fornecido pela Consecana - Esalq. Para que o fornecedor da matéria prima cana possa saber o valor da tonelada da cana ele tem que fazer a seguinte conta: multiplicar o índice da destilaria (o comprador da cana) x A.T.R. do mês. Esse preço tem variação de usina para usina conforme a eficiência que ela possui = ÍNDICE DA DESTILARIA. Em relação a renda do fornecedor de cana venho informar que ele está caindo mês a mês, visto que o açúcar está em depreciação cambial apesar de que o álcool hidratado (o álcool usado nos veículos flex) está em ligeira alta. Informamos também que esse preço da tonelada de cana do produtor para o fornecedor depende do tipo de contrato (no campo ou na esteira da usina). A preocupação do setor, tanto do fornecedor como das destilarias, é de apreensão devido ao fato do aumento de insumos, encargos sociais e outros. Cabe aqui ressaltar, a bem da verdade, que as destilarias estão cumprindo com o seu fator social e atendendo as solicitações da renovação da matriz energética mundial. Segundo a minha avaliação o setor ira passar por uma nebulosidade nos próximos 2 anos devido a falta de logística para exportação do etanol. O que nós produtores esperamos juntamente com os nossos parceiros, as destilarias, é que o governo do presidente Lula realmente de respaldo para os investimentos volumosos e gigantescos feitos pelo produtor de cana e pelas destilarias, sabendo separar por alguma forma administrativa o que é álcool e o que é açúcar; não deixando na mão e por conseqüência não deixando cair por terra os investimentos abundantes, corretos, e fiéis ao anseio de todo o povo brasileiro. E eu pergunto? E se não fosse a cana no seu município? As destilarias geram empregos e ainda estão gerando renda ao produtor, apesar da crise (momentânea), renda esta tão perseguida pelo produtor rural nos últimos tempos. As destilarias da região de Tupã estão mudando o cenário da nossa cidade e de cidades vizinhas, participando inclusive em melhorias de rodovias e de estradas municipais. *haja visto que a rede ferroviária abandonada a mais de 20 anos foi adquirida pela FERROBAN e que está usando os armazéns da CEAGESP de Tupã para transporte do açúcar, infelizmente pelo que temos notícia por um pequeno percurso. Ainda existe intenção do Governo Estadual, segundo o relato do Secretário da Agricultura em um programa do seu próprio canal há intenção da construção de álcodutos; um na região de Sertãozinho e outro na região que engloba da cidade de Tupã até Araçatuba. Com a vinda do setor sucroalcoleiro algumas cidades chegaram a duplicar o número de habitantes. Um exemplo disso é a cidade de Sertãozinho que teve um pool de desenvolvimento monstruoso do setor industrial, habitacional e de serviços a partir da década de 70. No município de Tupã a prefeitura, através do prefeito e professor Valdemir Gonçalves Lopes, destinou uma área para instalação de uma usina em Tupã que será a primeira, e que na concorrência para receber o terreno, segundo informações do jornal da cidade O DIARIO. Apresentaram-se 8 destilarias, isso demonstra a confiança do Poder Público Municipal no fator renda para o produtor e para a geração de empregos. Sem mais um abraço.
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Luciano Giuliani Restinga Seca - RS 05/07/2007 00:00
Caro João Batista. Sou Produtor de ARROZ em Restinga Seca, RS. O novo plano de safra com essa pequena redução de juros não vai melhor em sada o situação da agricultura. O nosso problema é de preço e custo, impostos elevados, estradas ruins, como eu poço sobreviver. Vendo um saco de ARROZ a 20 reais quando o meu CUSTO É 27 REAIS.
Caro João Batista, tu sabes que nos países do MERCOSUL, os agricultores de grãos, estão hoje ganhando “RIOS” de dinheiro e conseguindo pagar as contas, não por serem mais competentes que nós produtores brasileiros, mas porque têm as condições de custos, que são menos da metade dos nossos, câmbio decente, juros baixos e crédito. Com os preços internacionais altos, estão deitando e rolando. E nós aqui.....