Fala Produtor
-
Pedro Vidotto Cruzeiro do Sul - PR 20/07/2007 00:00
-
Jesus Adelungue Domingos Poços de Caldas - MG 20/07/2007 00:00
Com os aumentos absurdos nos custos de produção para o plantio de grãos (soja e milho) e o aumento da área plantada projetando uma super-safra, será que, com a queda constante do dólar, não chegaremos a US$ 1,00 X R$ 1,00. Dessa forma, mesmo que a saca de soja vá a US$ 20 dólares a saca e o milho a US$ 13 dólares, isso será o fim da agricultura, pois não temos garantia nenhuma de nossa produção, uma vez que o mercado interno não absorve tal produção, e se for colocada a soja e milho para produzir biodiesel, quem subsidiará?
-
Emanuel Geraldo C. de Oliveira Imperatriz - MA 18/07/2007 00:00
Há cerca de 30 dias um agrônomo do INCRA avisou-me que o governo, doravante, quando da vistoria em propriedades rurais para reforma agrária irá observar: 1) Se ela é produtiva; 2) Se ela não tem trabalho escravo; 3) se ela tem interesse publico e 4) Se ela tem sua situação ambiental 100% correta, ou seja, Reserva Legal averbada e preservada em 80% no caso da Amazônia Legal; matas ciliares preservadas, encostas preservadas, etc. Como o INCRA quando fornecia o Titulo da terra, nos anos 70, exigia no mínimo 50% de abertura (integrar a Amazônia abandonada), daí por si só já resulta que todas as propriedades estariam irregulares, inclusive os assentamentos do próprio INCRA. Como o agrônomo não disse o numero da Resolução ou Notificação (me garantiu que não é MP), mas que todos os processos ainda não pagos estão sendo reavaliados por este novo critério, inclusive COBRANDO DO PRODUTOR PELOS DANOS AMBIENTAIS, gostaria de saber se este absurdo é verdade - na medida que não está sendo divulgado para a classe rural e nem sendo dado tempo para os atuais proprietários refazerem suas reservas. É Rito Sumario a uma classe desinformada e desagregada. Vocês precisam abordar os problemas do percentual de 80% de reserva e do trabalho escravo realizando leis racionais. Conversem com a CNA, que é muito passiva na minha opinião. Obrigado.
-
Silvio Marcos Altrão Nisizaki Coromandel - MG 18/07/2007 00:00
Bom dia senhores agricultores, estamos em luto pelo acidente ocorrido ontem em São Paulo, sei que este não é o local ideal para comentar este assunto, mas, temos que nos manifestar, pois este acidente nada mais é que o resultado com que os governantes tratam os problemas do Brasil. <br />Quantos milhões não foram desviados e deixados de investir nos aeroportos, nos portos, nas rodovias, em todo o sistema de infraestrutura brasileiro, infelizmente acredito que esta não vai ser a única catástrofe resultante deste descaso, mas fazer o que????/ relaxar e gozar!!! <br />Ou entender que isto tudo é resultado de um grande crescimento econômico do <br />Brasil!!!!!! <br />Dona Marta Suplicy, aproveite o momento e peça demissão de seu cargo e vá fazer turismo no Iraque. <br />Senhor Furlan suas preocupações acabaram, pois o povo não vai mais viajar de avião, assim o caos aéreo vai acabar. <br />E também uma sugestão, acho que as empresas aéreas deveriam incluir em suas passagens um plano funerário.
-
João Paulo Ribeiro Nova Rezende - MG 16/07/2007 00:00
Sou um pequeno produtor de café, e me encontro desanimado. Vejo que os preços do café no mercado internacional estão bons, mas mesmo assim não ganhamos dinheiro. Ouço falar que os outros paises estão ganhando bastante. Mas na hora em que o mercado internacional cair, a gente não vai quebrar... Vamos virar pó.
-
Marcos Chiozini Vera Cruz - SP 16/07/2007 00:00
Continuo indignado com o nosso País. Ouvi, dias atrás, o senador Pedro Simon dizendo que não pode fazer a CPI dessa última empreiteira (Gualtama), porque senão tem que levantar a CPI de todas as empreiteiras. Quando é que vamos ter uma lei que esquece o passado?? Por que não se faz uma lei em todas as despesas governamentais, antes mesmo de distribuir o dinheiro,?? Por que fico indignado?? Porque o Fernando Collor roubou todas as poupanças, e que ainda um cara desses fica na política... Não tem que ter uma lei mais rígida?? Enquanto isso meu avô, Italo Chiozini, que no começo de sua vida não tinha nenhum pé de café, com muito trabalho conseguiu 450 mil pés de café. E hoje os filhos só sobrevivem vendendo as propriedades. O que é isto? Tudo sobe, e não dá para pagar as despesas!!! Este ano foi uma delas, safra baixa e preço baixo. Não aguento mais, precisamos tomarmos atitude senão vamos acabar ficando sem nada!! Está certo?? Só querendo dizer, que o maior plantador de café morreu no dia 08/07/07. Italo Chiozini era um homem simples e trabalhador, a sua paixão era a cafeicultura. Este ano vai ele ver a florada lá no céu!!!
-
ABRASGRÃOS - Assoc. Brasileira de Produtores de Grãos Formosa - GO 16/07/2007 00:00
Bônus de adimplemento - FINAME<br />
<br />
Prezados amigos,<br />
informamos a quem interessar possa de que o bônus a ser concedido pelo BNDES nos financiamentos de FINAME ainda não foi regulamentado.<br />
A Reunião do CMN ocorre a partir desta semana.<br />
Não obstante, o direito ao desconto estará assegurado.<br />
Segundo informações que coletamos em Brasília - a Resolução 3460 prorroga as parcelas sob condições de normalidade até o dia 31 de agosto.<br />
Evidentemente que incidirão juros contratuais por eventual prorrogação, entretanto aqueles que fizerem o pagamento INTEGRAL da(s) parcela(s) de junho ou julho, receberão o bônus como crédito no saldo devedor do seu contrato.<br />
Obviamente que pagamentos parciais ainda não serão recebidos pelos Banco enquanto não existir a normatização.<br />
A Comissão de Agricultura pretende que o bônus seja estendido a todas as parcelas vencidas em 2007, já pagas ou não.<br />
<br />
Att, Telmo Heinen - Formosa (GO)
-
Sérgio Édison Sorriso - MT 13/07/2007 00:00
AGRONEGÓCIO<br />
Selo social garante que algodão de Mato Grosso é produzido sem mão-de-obra escrava<br />
<br />
Sérgio Édison – ClicHoje<br />
<br />
A Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) lançou nesta quinta-feira (12), na sede da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), em São Paulo, através do Instituto do Algodão Social (IAS), o Selo de Conformidade Social do Algodão. O selo aponta a origem do algodão cultivado em Mato Grosso e informa que os produtores do Estado respeitam a legislação trabalhista e os direitos humanos.<br />
“Assim, o comprador da matéria-prima e o consumidor final saberá que a cotonicultura mato-grossense, que gera cerca de 55 mil empregos diretos e 110 mil indiretos, não utiliza mão-de-obra infantil ou forçada”, destaca o vice-presidente da Ampa e vice-presidente do IAS, Gilson Pinesso.<br />
A inclusão de agricultores de Mato Grosso na "lista suja" de trabalho escravo do Ministério de Trabalho e Emprego (MTE), em 2004, aliada a barreiras não-tarifárias impostas pelo comércio exterior, que exigem a comprovação da origem da produção do algodão, foram os principais motivos para a criação do IAS, em 2005. O selo conta com o apoio da ABIT, da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA) e do Fundo de Apoio à Cultura do Algodão (Facual).<br />
A iniciativa é pioneira no agronegócio. “Os produtores sentiram a necessidade de adotar os princípios do desenvolvimento sustentável como forma de permanecer no mercado, aumentar sua competitividade e agregar valor ao produto, que deve ser cultivado com justiça social e respeito ao meio-ambiente”, disse o vice-presidente da Ampa.<br />
O IAS orienta e conscientiza os cotonicultores sobre a legislação trabalhista e o respeito às normas de segurança e saúde. O instituto também alerta para eventuais irregularidades e verifica o seu cumprimento. O resultado é que, hoje, o percentual de trabalhadores sem carteira assinada não ultrapassa 2% em Mato Grosso. Também, desde 2006, não há novos registros da inclusão de cotonicultores na "lista suja" e os que foram penalizados já foram excluídos.<br />
Com 750 mil toneladas de pluma plantados na safra 2006/2007 – ocupando uma área de 550 mil hectares –, Mato Grosso lidera com 51% da produção nacional. Além de atender a demanda interna, o Estado exporta 600 mil toneladas. “Na verdade estamos assumindo o lugar deixado pelos australianos que sofrem a mais de três anos com uma terrível seca”, ressalta Pinesso.<br />
De um total de 400 fazendas associadas, 357 estão sendo acompanhadas pelo IAS e submetidas ao processo de auditorias técnicas especializadas para obtenção do selo de origem. De acordo com Gilson Pinesso, a implantação do selo social agregará valor à fibra mato-grossense, quebrando barreiras tarifárias e tornado-a extremamente competitiva nos mercados nacional e internacional.<br />
A qualidade do algodão mato-grossense desperta o interesse dos mercados interno e externo. Rivaliza com o produto da Austrália, país que se destaca pela produção de uma das melhores fibras do mundo. <br />
-
Germano Bellan Maracaju - MS 13/07/2007 00:00
Assistimos novamente o mesmo problema na agricultura, super-safra, pobreza e dívidas no campo, uma incoerência. Muito se falou de soluções para estes problemas, mas as dívidas só aumentam quando são prorrogadas. E o agricultor torna-se cada vez mais inadimplente, ficando refém do mercado, das grandes compradoras (que são as que financiam a safra), do sistema financeiro e da incompetência de nossos representantes, que ignoram a LEI do ESTATUTO da TERRA e, pior, não a cumprem. A LEI é bem clara e está em pleno vigor: ela diz que o produtor rural tem o direito de vender seu produto pelo preço que cubra seu custo de produção real (conforme relatórios da CONAB) + 30% de lucratividade. Esta é a LEI que no Brasil não é cumprida pelo poder público, e nem o agricultor faz valer este direito. Quem não tem conhecimento não tem razão, só o conhecimento nos dá razão. Olivi, acreditamos só desta forma a agricultura sairá deste buraco, só o JUDICIÁRIO tem o PODER de fazer CUMPRIR a LEI . Um abraço e nosso agradecimento pela defesa incondicional do teu programa a esta classe que trabalha e corre todos os riscos
-
Izabel Delmondes Salvador - BA 13/07/2007 00:00
Como produtora de cacau no sul da Bahia, quero agradecer o apoio que temos tido deste órgão de comunicação.<br />
<br />
grata<br />
<br />
Izabel Delmondes
-
Cleberson Sima Teixeira Soares - PR 12/07/2007 00:00
Queria comentar e ou apenas dar suporte ao que vem sendo veiculado na mídia sobre preço da soja. As ultimas (e, diga-se de passagem, fantásticas) altas da cotação da oleaginosa, praticamente não estão em nada chegando ao bolso do produtor. Em termos médios, aqui na região de Ponta Grossa, que provavelmente tem o melhor preço do interior do país, vimos que independendo do preço na CBOT, o preço pago ao produtor vem se mantendo na casa dos 30 a 31 reais. O curioso é que quando o bushel estava por volta de 7,80-8,0 dólares, o preço era o mesmo que hoje. Pode-se então perguntar: ganhar dinheiro, ou melhor, fazer fundo de caixa quando, se o principal fator de formação de preços do produto está colaborando e nem mesmo assim, observamos valorização do nosso produto? E esse nosso dólar hein??
-
Dário José Magnani Pranchita - PR 12/07/2007 00:00
João Batista, encampe mais uma batalha: as poupanças de junho e julho de 1987, janeiro e fevereiro de 1989, março abril e maio de 1990 e fevereiro de 1991 para serem devolvidas automaticamente não necessitam de contratar advogado para para receber. Existem advogados que estão blefando nos valores a serem devolvidos. Falam num valor e eles são bem mais. E quando vem o resultado informam valores menores. Os agricultores acham que o pouco que vem é bom e nisso eles tiram proveito. João Batista, esta é uma briga boa...
-
Alberto Ap. Pereira Nhandeara - SP 12/07/2007 00:00
Tenho uma firma de recauchutagem de pneus e uma propriedade rural de 65 hectares que há anos, apesar de necessitar de alguma renda, a tenho apenas por hobby. Já tentei dinheiro com leite, chegando a produzir 300 lts de leite diariamente, mas tive que sair fora, pois, caso continuasse, a falência certamente não só teria batido à minha porta mas entrado porta adentro... Hoje tenho 140 cabeças de gado e, de verdade, a renda continua a mesma porcaria... Esse é o nosso dia-a-dia que você tão bem retrata. E comigo não poderia ser diferente, pois sou nascido na área rural. Mas tenho idéias talvez um pouco críticas com relação à área rural, principalmente com relação à mídia. Por exemplo: acho o programa Globo Rural uma grande perda de oportunidades, pouquíssimo criativo, na verdade um programa infantil, como, por exemplo, usar espaço para passar receita de bolo e doces, programa que está mais para Ana Maria Braga, que graças a Deus está fora do meu horário no cotidiano. As pessoas querem participar (mas ao vivo), quem se sentir prejudicado que se defenda (também ao vivo) e o povo brasileiro quer participar. Queremos ser ouvidos. Grato.
-
Ricardo Meneghetti Chiapetta - RS 12/07/2007 00:00
O que me fez escrever pela primeira vez a vocês foi um comentário que vi (também pela 1° vez em uma TV aberta, em horário “nobre”) na RBS-TV, ao meio-dia, do comentarista Lasier Martins, dia 09/07/07, sobre “a grave crise no campo, dizendo que pouco espaço na mídia estava se dando a este grave problema, que afeta a todos os brasileiros”. Ué!?? Será que estão surtindo efeito os vários e vários comentários, avisos, debates e manifestações, que você, seus colegas de trabalho e nós agricultores temos feito??? e será que o aumento dos preços dos alimentos na mesa dos consumidores da cidade também já faz com que se pare de falar tanto do imenso crescimento do campo, sempre se esquecendo do imenso empobrecimento e arrocho que o homem do campo vem sofrendo a anos!??? Parabéns, João Batista! Continue a ser a nossa voz, já que muitos eleitos para isso tem permanecidos calados! Um grande abraço do ainda Produtor Rural, Ricardo Meneghetti.
Só existe uma saída para o endividamento rural: É preciso ter preço justo para nossos produtos. Da forma que o Governo está fazendo, só vai aumentar ainda mais o endividamento. O Governo dá crédito, mas não dá preço justo. Assim não adianta nada. O agricultor sem renda não paga suas dívidas. E subindo os custos de produção, aumentam ainda mais as nossas dívidas. Ou seja: não adianta ficar teimando quando o carro não anda. O setor produtivo do Brasil vai continuar quebrado.