A imprensa precisa assumir a parte dela nessa distorção. Vocês têm acesso a centenas — para não dizer milhares — de pesquisadores qualificados, profissionais com produção científica revisada, experiência em modelagem climática, monitoramento atmosférico, variabilidade interanual e impactos agroclimáticos.
Mesmo assim, optam por dar visibilidade desproporcional a figuras como José Carlos Molion, cujas análises frequentemente não seguem protocolos metodológicos aceitos, ignoram incertezas estatísticas e desconsideram a convergência dos principais centros de previsão climática.
O resultado dessa escolha editorial não é abstrato: produtores que confiaram nessas narrativas acabaram tomando decisões de manejo baseadas em premissas incorretas, contribuindo para perdas estimadas em -30% no milho e -15% na soja na safra 2023/2024.
Isso não é apenas um erro de opinião — é um problema de responsabilidade informacional. Quando a imprensa privilegia vozes que não representam o consenso técnico, ela interfere diretamente na tomada de decisão de um setor que depende de previsões robustas, calibradas e validadas.
Se o objetivo é informar o agricultor, então é preciso priorizar ciência, não ruído.
A imprensa precisa assumir a parte dela nessa distorção. Vocês têm acesso a centenas — para não dizer milhares — de pesquisadores qualificados, profissionais com produção científica revisada, experiência em modelagem climática, monitoramento atmosférico, variabilidade interanual e impactos agroclimáticos.
Mesmo assim, optam por dar visibilidade desproporcional a figuras como José Carlos Molion, cujas análises frequentemente não seguem protocolos metodológicos aceitos, ignoram incertezas estatísticas e desconsideram a convergência dos principais centros de previsão climática.
O resultado dessa escolha editorial não é abstrato: produtores que confiaram nessas narrativas acabaram tomando decisões de manejo baseadas em premissas incorretas, contribuindo para perdas estimadas em -30% no milho e -15% na soja na safra 2023/2024.
Isso não é apenas um erro de opinião — é um problema de responsabilidade informacional. Quando a imprensa privilegia vozes que não representam o consenso técnico, ela interfere diretamente na tomada de decisão de um setor que depende de previsões robustas, calibradas e validadas.
Se o objetivo é informar o agricultor, então é preciso priorizar ciência, não ruído.