Governo de Guiné, na África, quer atrair investimentos para a agricultura
O novo governo de Guiné, na África, está trabalhando para atrair investimentos a projetos estruturais para impulsionar a agricultura e reduzir a pobreza no país. “Nossa prioridade são os investimentos, energia, infraestrutura, agricultura, saúde e educação”, informou o presidente Alpha Conde durante uma conferência de investidores em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.
De acordo com a Bloomberg, Conde afirmou que o atual primeiro ministro, Mohamed Said Fonfana, deverá abdicar do cargo, abrindo caminho para uma nova administração.
Mais de metade da população de Guiné, de 10 milhões de pessoas, vive abaixo da linha da pobreza. Na conferência em Abu Dhabi, o país assegurou US$ 480 milhões em apoio financeiro. O Banco Islâmico de Desenvolvimento se comprometeu a disponibilizar US$ 300 milhões e o Banco Mundial US$ 50 milhões, enquanto o Fundo Saudita para o Desenvolvimento garantiu um empréstimo de US$ 100 milhões e uma concessão de US$ 30 milhões.
Desenvolvimento agrícola
“O desenvolvimento da agricultura é o pilar para o crescimento e da luta contra a pobreza”, afirmou Conde durante a conferência. “Nós planejamos explorar nosso setor de mineração para desenvolver a agricultura e fazer com que Guiné seja o provedor de alimentos da região”.
O PIB do país deverá dobrar quando o grupo Rio Tinto iniciar sua produção de sua concessão de Simandou, uma das maiores minas inexploradas de minério de ferro do mundo, informou o CEO Sam Walsh.
A produção de sua concessão, que deverá ser iniciada em 2018, deve gerar US$ 7,6 bilhões anualmente, de acordo com o site do grupo Rio Tinto.
Guiné pretende aumentar sua produção de arroz em 50%, para 3 milhões de toneladas ao ano em cinco anos, com o cultivo de mais áreas, informou o Ministro da Agricultura, Marc Yombouno, em uma entrevista em Abu Dhabi. O país produz, hoje, em menos de 10% de sua área de 6 milhões de hectares de terra produtiva.
Informações: Bloomberg.com
Tradução: Fernanda Bellei
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