Milho: Apesar da queda do dólar, preços continuam firmes na BM&F e registram mais um dia de ganhos

Publicado em 22/02/2016 12:43

Apesar da queda do dólar nesta segunda-feira (22), os futuros do milho negociados na BM&F Bovespa mantêm o tom positivo no pregão. Por volta das 12h06 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam ganhos entre 0,47% e 1,54%. O vencimento março/16 era cotado a R$ 42,70 a saca, já o maio/16 a R$ 39,70 a saca. No mesmo momento, o setembro/16 era negociado a R$ 36,30 a saca.

Enquanto isso, a moeda norte-americana era cotada a R$ 3,9477 na venda, com queda de 1,86%, perto das 11h50 (horário de Brasília). E de acordo com informações do G1, o câmbio voltou a cair diante da posição da China em adotar novas medidas para enfrentar as turbulências nos mercados financeiro e na mais nova alta dos preços do petróleo.

Já no mercado interno, as cotações do cereal continuam firmes, especialmente em regiões deficitárias, como nas paulistas, onde a disputa pelo cereal segue acirrada, conforme informou o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em seu boletim semanal. E, pelo menos por enquanto, a colheita de verão, apesar de ganhar ritmo, não é suficiente para enfraquecer os preços praticados.

Bolsa de Chicago

Durante as negociações desta segunda-feira (22), os futuros do milho reduziram parte dos ganhos registrados na Bolsa de Chicago (CBOT). Ainda, por volta das 12h19 (horário de Brasília), as principais posições do cereal apresentavam ligeiras altas entre 1,75 e 2,25 pontos. O vencimento março/16 era cotado a US$ 3,67 por bushel, enquanto o maio/16 era negociado a US$ 3,71 por bushel.

As cotações voltaram a perder força, apesar do anúncio da venda de 100 mil toneladas do cereal para a Colômbia, reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O volume negociado deverá ser entregue na temporada 2015/16. Na semana anterior, o órgão divulgou a venda de 101,600 mil toneladas do grão para o Japão e mais 106,162 mil toneladas para a Costa Rica. Ambos os volumes comercializados também serão entregue no ciclo 2015/16.

E no início do dia, o mercado exibiu ganhos mais fortes impulsionados pelo bom humor nos mercados globais, que, por sua vez, deram suporte aos preços do petróleo, segundo dados do site internacional Farm Futures. "As especulações em relação a uma possível desaceleração na produção global fez com que o preço subisse em mais de US$ 1,00 por barril, ajudando os mercados de ações ao redor do mundo", informou o portal.

Além disso, na a última semana a Argentina declarou estado de emergência em seis estados principais, produtores de soja e milho devido às inundações. O excesso de chuva decorrente do El Niño causou inundações nos campos. Em algumas áreas o milho já começa a ser colhido.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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