Sem abates no feriado e com possibilidade de enxugamento dos estoques de carne, frigoríficos devem ser mais agressivos nas compras
A semana encerra com valorização na referência de compra em diversas regiões, incluindo São Paulo. O volume decrescente de oferta nos últimos dias colaborou para a redução nas programações de abate, aumentando o apetite das indústrias.
O consultor da Scot Consultoria, Hyberville Neto, lembra, contudo, que essas valorizações continuam sendo limitadas pelas margens das indústrias. "No atacado tivemos recuo nesta semana, então não existe expectativa de melhora na demanda", explica.
É importante destacar também que o feriado da próxima semana encurtará os dias de abate, possibilitando um alongamento artificial das escalas.
"Eles começarão a próxima semana já sabendo que as vendas serão lentas e poderão vir com maior intensidade na segunda a quarta-feira", ressalta o consultor.
A grande questão é como ficará o mercado após o feriado de Corpus Christi em relação à demanda, já que a possibilidade de enxugamento dos estoques poderá deixar uma tendência de preços firmes para a arroba.
Do lado da oferta não são esperados volumes expressivos neste período de entressafra. Além disso, para o primeiro giro no confinamento o analista considera que teremos uma disponibilidade menor de animais em relação há anos anteriores, por conta dos altos custos com milho e reposição.
"Para a segunda rodada, a melhora - nos últimos dias - no resultado da atividade sobre a ótica do mercado futuro, pode gerar um incremento na oferta de animais terminados para o segundo giro", destaca Neto.
O boi magro (12@) e garrote (9,5@) apresentaram queda de 0,4% e 0,3%, respectivamente, nesta semana. Em São Paulo, as categorias estão cotadas em R$2.020,00 e R$1.800,00 por cabeça, na mesma ordem.
Desde o início do ano, no estado, o boi magro apresentou aumento de 0,5%. Enquanto isso, o boi gordo teve alta de 3,7%, o que resultou em melhora no poder de compra do invernista.
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