Suíno Vivo: Cotações sobem, mas suinocultores ainda trabalham no vermelho
Os preços do suíno vivo no mercado independente fecharam estáveis nesta quarta-feira (25), após valorizações em quatro praças nesta semana. Ainda assim, os produtores trabalham com margens negativas na maioria das regiões.
Em Santa Catarina, o presidente da ACCS (Associação Catarinense dos Criadores de Estado), Lozivânio Lorenzi, afirma que os suinocultores estão trabalhando no vermelho após alta de R$ 2,00 por saca de milho e R$ 300,00 na tonelada do farelo de soja.
"Os custos na região está acima dos R$ 4,00/kg enquanto que o preço de comercialização nesta semana está em R$ 3,20/kg", explica Lorenzi.
De acordo com levantamento da APCS (Associação Paulista dos Criadores de Suínos) atualmente é possível comprar com uma arroba suína apenas 1,4 sacas de milho com o quilo do animal vivo no mercado paulista, enquanto que tradicionalmente a relação era de 2,4 scs/@.
"Na região de Campinas (SP) a saca do cereal é comercializada a R$ 53,00, o farelo de soja em torno de R$ 1.500,00/t. Assim, o custo de produção chega a R$ 75,00 por arroba", explica o presidente da Associação Valdomiro Ferreira.
Na segunda-feira o Rio Grande do Sul e Paraná aumentarem o valor de referência. No mercado gaúcho, a bolsa de suínos da Acsurs (Associação dos Criadores e Suínos do Rio Grande do Sul), informou alta de R$ 0,14 na referência da semana, passando de R$ 3,30/kg para R$ 3,44/kg. Essa é a terceira valorização semanal, após um longo período de queda.
No Paraná o avanço foi de R$ 0,02 no quilo do animal vivo, conforme indicou a APS (Associação Paranaense de Suínos). Assim, a referência semanal saiu de R$ 2,81/kg para R$ 2,83/kg.
Depois foi a vez de São Paulo e Minas Gerais apontaram alta. Segundo a APCS a referência para a semana está em R$ 73,00 a R$ 75,00/@, que representam respectivamente R$ 3,89 a R$ 4,00/kg vivo. Esse novo patamar representa um ganho de R$ 8,00 a R$ 10,00 por arroba em relação ao preço praticado na semana passada.
Em Minas Gerais a pesquisa MERCOMINAS apontou um cenário positivo para comercialização, sugerindo o preço de referência para essa semana em R$ 3,90/kg, alta de R$ 0,40 por quilo do animal vivo.
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