Brasil e Índia assinam acordos bilaterais, incluindo bioenergia e segurança cibernética
(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assinaram neste sábado, em Nova Délhi, vários acordos bilaterais, englobando áreas comerciais, de bioenergia, segurança cibernética e agropecuária.
De acordo com Bolsonaro, os 15 acordos fechados são determinantes para alavancar a cooperação com o país asiático. "Nós, pela identidade existente, pela potencialidade das nossas nações, vamos avançar e muito", afirmou, conforme informações no site da Presidência da República.
Modi acrescentou que o abrangente plano de ação foi preparado para até o ano 2023, quando os dois países vão comemorar Jubileu de Platina (70 anos) das relações, também segundo o Planalto.
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro divulgou nota afirmando que foi assinado um acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI), que contribuirá para estreitar ainda mais a cooperação econômica bilateral.
No Twitter, Bolsonaro publicou uma foto da reunião oficial com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, citando a assinatura dos vários acordos e ressaltando "grande interesse" indiano no desenvolvimento de biocombustíveis de etanol.
"A confiança do mundo no Brasil está de volta!", escreveu o presidente brasileiro na rede social.
Narendra Modi também publicou fotos com Bolsonaro no Twitter, afirmando que o encontro, o terceiro em oito meses, reflete a prioridade que o país dá à expansão dos laços Índia-Brasil.
Ele também citou que os dois países estão focados na expansão da cooperação no setor de defesa e que o país vê "imensas sinergias em várias questões, incluindo a necessidade de eliminar a ameaça do terrorismo".
Bolsonaro realiza visita de Estado à Índia até 27 de janeiro.
De acordo com informações no site G1, Bolsonaro disse ter recebido do primeiro-ministro indiano pedido para que o Brasil retire um questionamento na Organização Mundial do Comércio (OMC) a respeito do açúcar.
"Ele [Modi] me disse que o açúcar comerciado para fora equivale a 2% do montante. Então, isso é pequeno. Pedi ao Ernesto Araújo [ministro das Relações Exteriores] para [verificar] a possibilidade de rever essa posição do Brasil", declarou.
CONSELHO DA ONU
De acordo com o Planalto, o primeiro-ministro da Índia demonstrou apoio ao ingresso do Brasil como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), para um mandato de 2 anos, no período de 2022 a 2023. A Índia também pleiteia uma vaga.
"Nós vamos juntos, de mãos dadas, trazer reformas para a questão do Conselho de Segurança da ONU e em outras organizações internacionais", disse.
"Acredito que seria bom para o Brasil e para o mundo Brasil e Índia estarem nesse grupo", disse Bolsonaro sobre a entrada dos dois países no Conselho, durante entrevista a jornalistas.
-
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, antes da reunião em Nova Délhi, Índia. 25/01/2020. REUTERS / Altaf Hussain
(Por Paula Arend Laier, de São Paulo)
0 comentário
Trump diz que EUA precisam fazer acordo significativo com Irã e cita boas conversas
Wall Street cai com perdas das ações de tecnologia
Argentina para: Greve Geral trava o Porto de Rosário e acende o alerta no agronegócio
Autoridades europeias estão céticas sobre chance de EUA conseguirem acordo de paz na Ucrânia este ano
Dino impede Congresso de aprovar novas leis com penduricalhos que superam teto do funcionalismo
Wall Street abre em baixa com queda das ações de tecnologia