Baixa umidade do ar e altas temperaturas contribuem para o aumento de focos de calor no Pantanal
Os municípios de Corumbá e Ladário, localizados no Pantanal de Mato Grosso do Sul, amanheceram cobertos por uma névoa de fumaça na manhã desta quinta-feira, 12 de março, que chamou atenção da população em geral.
A Pesquisadora da Embrapa Pantanal, Balbina Soriano, explica que estes municípios estão localizados na sub-região pantaneira do Paraguai, onde justamente estão registrados o maior número de focos de calor, segundo os dados Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. A média histórica para o mês de março é de 73 focos. Até o dia 12 deste mês já foram registrados 267, sendo 51% localizado na sub-região do Paraguai. “A proximidade que esses incendios estão da cidade de Corumbá e Ladário, associados aos baixos indicies de umidade relativa do ar e as altas temperaturas, fazem com que os efeitos sejam ainda mais sentidos pela população”, explica a pesquisadora.
Segundo ela, o período chuvoso na região compreende os meses de novembro a março, registrando uma média histórica de 810 mm para o período. De novembro de 2019 até 12 de março de 2020 choveu 350 mm, o que corresponde a 43% do esperado para a média histórica.
“Diante deste cenário vem ocorrendo um aumento nos focos de calor. De janeiro até 12 de março, foram registrados 686 focos de calor, 98 % acima da média histórica, que é de 347 focos de calor para este período”, detalha Balbina .
Os especialistas em saúde alertam para os cuidados que devem ser tomados para minimizar os impactos que este tempo seco e quente pode causar no organismo: é preciso tomar muita água, evitar se expor ao sol, e evitar exercícios nos períodos mais quentes do dia.
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