Soja inicia julho com estabilidade na Bolsa de Chicago após relatório do USDA, de olho no clima

Publicado em 01/07/2026 07:38
Mercado termina de digerir os dados, mas com olhos voltados para o desenvolvimento das safras no Corn Belt

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O mercado da soja abriu o mês de julho operando em compasso de estabilidade na Bolsa de Chicago. Após as movimentações causadas pelos dados oficiais de área plantada nos Estados Unidos divulgados ontem pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os futuros da oleaginosa mostram variações laterais, sem forte tendência definida nesta quarta-feira (1).

Por volta de 7h20 (horário de Brasília), as cotações perdiam cerca de 0,25 ponto, com o julho sendo cotado a US$ 11,14 e o novembro a US$ 11,43 por bushel. 

O cenário de estabilidade reflete a digestão, por parte dos investidores, dos relatórios de área e estoques trimestrais do USDA. O boletim confirmou que os produtores americanos aumentaram a área destinada à soja em cerca de 5% nesta temporada, em detrimento do milho.

No entanto, dois fatores principais impedem uma queda expressiva e mantêm as cotações equilibradas, entre eles está o clima no Corn Belt. O mercado entra agora na fase mais crítica do verão norte-americano. Qualquer sinal de estresse hídrico ou calor excessivo nas principais regiões produtoras pode acender o alerta para a produtividade.

Do mesmo modo, os investidores ainda não descartam o peso da geopolítica sobre os preços - não só da soja, mas das commodities de uma forma geral - ao passo em que a demanda chinesa também tem espaço no radar dos traders. Os números das vendas semanais que serão reportados amanhã pelo departamento americano também são aguardados com ansiedade. 

No Brasil, os produtores mantêm uma postura mais conservadora, aguardando definições de Chicago e acompanhando de perto as variações do dólar para traçar estratégias de comercialização.
 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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