De Guindos, do BCE, diz que coronavírus levará Europa a recessão

O impacto do surto de coronavírus colocará a Europa em recessão, mas deve ser transitória e a região deve voltar a ter um crescimento positivo do PIB no segundo semestre, afirmou o vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, no domingo.
"Esse impacto será muito duro e colocará a Europa em recessão", disse de Guindos em entrevista ao canal espanhol La Sexta.
"Acredito que o primeiro semestre será muito ruim. A Europa entrará em recessão e isso arrastará a economia europeia geral para taxas de crescimento negativas no ano, mas no segundo semestre acredito que veremos taxas de crescimento positivas para a Europa", acrescentou.
De Guindos insistiu que o BCE intervirá o quanto for necessário para combater o impacto econômico prejudicial do coronavírus, e destacou a importância de evitar uma crise da dívida na Europa.
Com a economia da Europa gravemente afetada pelo surto em meio à intensa volatilidade do mercado, o BCE concordou com uma série de medidas de estímulo, incluindo empréstimos ultra baratos a bancos e compras de ativos no valor de 1,1 trilhão de euros este ano, com o objetivo de manter baixos custos de empréstimos para empresas e governos.
O vice-presidente do BCE também disse que será muito importante para a Europa emitir títulos pan-europeus, como alguns países como a Espanha estão solicitando.
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