Milho fecha a quarta-feira com ganhos em Chicago impulsionados por vendas americanas

A quarta-feira (25) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam valorizações entre 1,25 e 2,00 pontos ao final do dia.
O vencimento maio/20 foi cotado à US$ 3,48 com elevação de 1,25 pontos, o julho/20 valeu US$ 3,53 com ganho de 1,50 pontos, o setembro/20 foi negociado por US$ 3,58 com alta de 1,75 pontos e o dezembro/20 teve valor de US$ 3,67 com valorização de 2,00 pontos.
Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,29% para o maio/20, de 0,28% para o julho/20, de 0,56% para o setembro/20 e de 0,55% para o dezembro/20.
Segundo informações da Agência Reuters, o milho ficou agitado nesta quarta-feira, mas teve o apoio subjacente da nova demanda de exportação. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) disse que exportadores privados venderam 138.000 toneladas de milho para destinos desconhecidos.
"Os rumores de compra da China e a venda desconhecida realmente vista nesta manhã vão manter os futuros relativamente firmes nos relatórios de ações e áreas cultivadas”, disse Mike Zuzulo, da Global Commodity Analytics, referindo-se a relatórios devidos pelo USDA no próximo dia 31 de março.
Mercado Interno
No mercado físico brasileiro, a segunda-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram registradas desvalorizações em nenhuma praça.
Já as valorizações apareceram apenas em Luís Eduardo Magalhães/BA (1,11% e preço de R$ 45,50), Não-Me-Toque/RS (1,14% e preço de R$ 44,50), Rio do Sul/SC (2,22% e preço de R$ 46,00) e Panambi/RS (2,27% e preço de R$ 46,02).
Em seu reporte diário, a Radar Investimentos aponta que, o volume negociado nos últimos dias tem sido relativamente pequeno. “O dólar continua estressado, porém na medida em que a colheita ocorre o produtor começa fazer mais oferta. Isto ocorre principalmente fora de São Paulo”.
Ainda nesta quarta-feira, em entrevista ao Notícias Agrícolas, o presidente da Unem (União Nacional do Etanol de Milho), Guilherme Nolasco, afirmou que espera que a produção do biocombustível siga aumentando no país ao contrário do que vem acontecendo nos Estados Unidos.
Nolasco também ressaltou que os investimentos no setor seguem confirmados e que três novas usinas, que estão em construção, devem ser entregues ainda durante este ano.
Confira como ficaram as cotações nesta quarta-feira:
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