Diante de incertezas sobre câmbio e demanda chinesa nos EUA, produtor brasileiro só deve voltar às vendas no segundo semestre
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Entrevista com Flávio França Jr. - Chefe do Setor de Grãos da Datagro Consultoria sobre o Fechamento de Mercado da Soja
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Os preços da soja subiram mais de 1% na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (2). O anúncio de uma nova venda de soja dos EUA pela China pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estimulou as cotações, que terminaram o dia com ganhos de pouco mais de 9 a 10 pontos nos principais vencimentos.
"Foi um dia bom, e positivo também no mercado financeiro, até porque nesse ambiente de crise entre China e EUA houve essa notícia de negócios, além de uma melhora no controle da Covid-19 e do início de uma reativação da economia global", explica Flávio França Jr., chefe do setor de grãos da Datagro.
França reafirma a necessidade da China de seguir comprando soja dos EUA diante da pouca oferta disponível para o Brasil seguir atendendo os chineses e toda sua necessidade até o final do ano. No entanto, determinar uma tendência para o mercado agora é bastante difícil, principalmente com informações que ainda são muito divergentes.
"O ponto central é que não há oferta sul-americana suficiente para atender a necessidade chinesa e eles precisam comprar bom volumes ainda de soja americana, e essa é a leitura do mercado", diz o analista.
MERCADO BRASILEIRO
No Brasil, permanece o foco do mercado sobre o movimento cambial. Nesta terça-feira, o dólar perdeu mais de 3% e fechou o dia na casa dos R$ 5,20. Todavia, o chefe do setor de grãos da Datagro afirma que para a moeda americana ainda não sinaliza uma tendência definida, especialmente pelos fatores que a interferem internamente.
Dessa forma, as referências para a soja brasileira recuaram forte nos portos, com indicativos no disponível entre R$ 103,00 - Rio Grande - a R$ 112,00 - Santos. Para safra nova, os preços têm referências entre R$ 100,50 e R$ 105,00/saca.
Para França, as expectativas são de prêmios mais valorizados e dúvida em relação ao câmbio, o que poderia distanciar os preços em relação ao melhores momentos da temporada.
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