Soja fecha 3ª feira com leve queda em Chicago e baixas pontuais no mercado brasileiro

O mercado da soja fechou com leves baixas na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (9). Os futuros da oleaginosa terminaram o dia com perdas de pouco mais de 1 ponto nos principais vencimentos, com o julho valendo US$ 8,63 e o agosto, US$ 8,66 por bushel. Durante todo o dia os preços caminharam de lado, sem exibir oscilações mais intensas.
Os futuros da soja acompanharam as baixas dos demais grãos negociados na CBOT, que encerraram o dia recuando mais de 1%, tanto no caso do milho, quanto no trigo. O mercado segue aguardando pelos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que serão reportados nesta quinta-feira, dia 11 de junho.
Ao mesmo tempo, segue ainda acompanhando o desenvolvimento da nova safra norte-americano, que caminha bem e em ritmo bastante acelerado este ano. Os traders também seguem na espera de novas notícias que venham do lado da demanda, como aconteceu na semana passada.
"O mercado esteve em dia de movimentos técnicos e com
mais apelos no mercado financeiro interno internacional do que nos fundamentos da soja. Assim, com todas as commodities em dia de queda, a soja também operava no lado negativo", explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.
MERCADO BRASILEIRO
Os preços da soja também permaneceram estáveis em quase todas as praças de comercialização e portos do Brasil nesta terça-feira. A exceção ficou por conta da soja disponível em Paranaguá, com alta de 0,99%, e o valor chegando aos R$ 102,00 por saca, além de Rio Grande, onde o indicativo fechou em R$ 100,00 com alta de 1,01%.
Alguns pontos do interior do Brasil também registraram valorização diante da leve alta do dólar frente ao real. A moeda americana terminou o dia com ganhos de 0,69% e valendo R$ 4,89. Assim, algumas altas foram motivadas no cenário nacional, como Luís Eduardo Magalhães, onde o preço subiu 3,45% para R$ 90,00 ou Jataí e Rio Verde, Goiás, onde a alta foi de 1,19% para R$ 85,00.
"O dólar teve um dia de leve alta, mas não conseguiu segurar a soja, que teve pressão de baixa nos portos e os pouco compradores que apareceram falavam em níveis menores do que nos dias anteriores e não levaram nada porque não apareceram ofertas. O mercado está vazio e tudo aponta que a semana será muito fraca", explica Brandalizze.
Na quinta-feira, 11 de junho, se comemora o feriado de Corpus Christi no Brasil e, assim, os próximos dias deverão ser de poucos negócios. "A safra está bem negociada e nos níveis atuais não há vendedores", conclui o consultor da Brandalizze Consulting.
0 comentário
Soja caminha de lado em Chicago nesta 6ª, após semana de intensa volatilidade
Colheita de soja gaúcha avança para 85% da área cultivada com tempo seco, diz Emater
Preços da soja acumulam até R$ 5/sc de queda no Brasil com baixas fortes em Chicago e dólar fraco
Exportação de soja brasileira quebra recorde de 5 anos em abril, diz Secex
Soja intensifica baixas em Chicago com pressão do óleo e julho já perde os US$ 11,90
Soja ainda recua em Chicago nesta 5ª feira, acompanhando derivados e petróleo