Saída irregular da gado do estado do Paraná causa prejuízo milionário
Nos últimos meses observa-se uma grande evasão irregular de gado para cria, recria, engorda e abate do estado do Paraná. Isso ocorre pela ausência da fiscalização das saídas dos animais por parte da Secretaria de Fazenda do estado (SEFA). A informação é do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Paraná (Sindicarne-PR). “O maior incentivo a esta situação é a falta de fiscalização por parte da SEFA, com o que não se recolhe o ICMS devido na movimentação.
Perde a cadeia produtiva da pecuária paranaense que já vê o seu rebanho diminuindo ano a ano e perde o Estado que arrecada menos impostos”, afirma o Presidente da entidade, Péricles Salazar. A alíquota na operação interestadual do gado vivo, no Paraná é de 12%. O Estado perde, em média, R$ 422,00 por animal pronto para abate, isso sem contar bezerros e o boi magro.
“Neste momento em que os governos estaduais necessitam de recursos para combater a pandemia do COVID, a SEFA deliberadamente renuncia a obtenção de mais receitas do ICMS e ao mesmo tempo penaliza a indústria paranaense, deixando fluir livremente a atividade clandestina dos sonegadores”, completa Péricles Salazar.
Há uma saída muito elevada de animais para abate do Paraná para outros estados, devido a adquirentes de fora que colocam na documentação fiscal que se tratam de bezerros para engorda e não de animais terminados para abate. Com isso pagam preços menores e quase não recolhem impostos.
Além da adulteração das informações na documentação fiscal, há intermediários de gado que fazem a travessia sem Nota Fiscal, em destaque por toda a divisa com o Estado de São Paulo. A Secretaria de Estado da Fazenda atendeu as solicitações feitas pelo Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne) e implementou a pauta fiscal do gado.
No entanto, esta segue ainda sem atualizações de valores, estando defasada em relação ao preço real do animal. Sem a fiscalização efetiva desta operação, esta saída irregular de animais continuará acontecendo, o que deverá futuramente impactar na capacidade das indústrias que dependem desta matéria-prima, causando diminuição nos abates e gerando em consequência o aumento do desemprego no Estado do Paraná.
1 comentário
Pecuaristas que não usaram nenhuma estratégia de proteção de preços e precisam entregar os animais agora, estão perdendo no mínimo R$400 por cabeça
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Centro-Oeste melhora estratégias na dieta e reduz em 10% custo da arroba produzida em Confinamento
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Programa da Alta identifica, com precisão, touros que apresentam as melhores taxas de concepção em condições reais de manejo.
Regulação na oferta de animais só deve acontecer a partir de outubro, enquanto isso, arroba do boi vai seguir pressionada pela menor demanda da China
Sérgio Antonello Blumenau - SC
Se alguém perde, alguém ganha. Nesse caso quem perdeu, o sistema? Se reduzirmos o Estado, acredito que as pessoas que trabalham e contribuem vão ter menos encargos e mais tempo. A desregulamentação e a redução da burocracia é melhor para a população.