Abapa integra discussões sobre o futuro do algodão brasileiro
O presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, Júlio Cézar Busato integrou os debate da webinar “O futuro do algodão brasileiro e seus desafios logísticos”, realizada na quarta-feira (19) pela empresa de serviços portuários, marítimos e logísticos, Wilson Sons. A vídeo conferência abordou expectativas do mercado internacional, logística e fatores que influenciam na exportação do algodão produzido no Brasil. A rodada de discussões contou ainda com Michel Generozo da empresa Mediterranean Shipping Company (MSC), especializada no transporte marítimo de carga conteinerizada; e Ariel Coelho da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA). A medição foi de Guilherme Dutra (Tecon Salvador).
Ao apresentar dados históricos da evolução da cotonicultura no Estado, Busato destacou que a projeção da Bahia como segundo maior produtor de algodão do Brasil se deve à organização alcançada entre a Abapa, universidades, empresas de tecnologia, assistência técnica e fornecedores. Essa união fez com que os agricultores baianos atingissem excelentes produtividades em áreas cada vez menores. O apoio do governo do estado em projetos e políticas voltadas ao desenvolvimento agronegócio também foi citado pelo presidente da entidade, além dos investimentos em pesquisas para melhorar a qualidade do algodão e torná-lo mais competitivo.
“A qualidade da fibra produzida na Bahia está entre as melhores do mundo daí a necessidade urgente de se investir em uma logística eficiente para que esta fibra chegue a outros mercados. O produtor acaba perdendo muito com uma logística deficitária e procedimentos burocráticos que inibem a exportação do nosso algodão. Melhorias em infraestrutura e logística de escoamento, com rotas marítimas diretas, são imprescindíveis para conquistar novos mercados como Paquistão e Bangladesh”, destacou Busato.
Cerca de 40% do algodão baiano é exportado para países asiáticos, como Indonésia, Bangladesh e Vietnã, e 60% é comercializado para as indústrias têxteis no Brasil. De acordo com Ariel Coelho, 97% das exportações do produto são via porto de Santos (SP). O executivo da ANEA também defende a implantação de rotas diretas pelo Porto de Salvador junto a países compradores como alternativa para a abertura do mercado. “Já foi usado no passado e tivemos boas experiências, porém é preciso um trabalho de equipe. Algodão não é uma commodity comum, existem muitas qualidades e os destinos no mundo são diferentes”, disse.
Bastante elogiada pelos que assistiram, a webinar, foi transmitida por um canal do Youtube, os comentários evidenciaram que existe grande demanda por temas e informações técnicas como as abordadas. “Incrível como a Bahia é rica e vem crescendo a passos largos na exportação de algodão. Excelentes dados explanados pela Abapa”, comentou a participante Adriana Medeiros.
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