Alface: Ocorrência de doenças restringe oferta e favorece cotações
Nas roças do interior paulista (Mogi das Cruzes e Ibiúna), a semana foi de valorização das folhosas. Apesar de as temperaturas mais quentes estimularem o consumo, o principal fator do aumento foi o comprometimento da qualidade dos pés, afetando a oferta da região.
As temperaturas baixas nas duas semanas anteriores atrasaram o ciclo de desenvolvimento dos pés, obrigando os alfacicultores a colher pés menores e, para a americana, sem “cabeça” formada. Dessa forma, esta última variedade teve a valorização mais expressiva, 12,99%, alcançando o preço médio de R$ 13,33/cx com 24 unidades. Além disso, a maior frequência de doenças como o míldio e “murchadeira” obrigou manejos mais cuidadosos, o que pode onerar o custo ao produtor. Espera-se que nas próximas semanas as cotações sejam sustentadas, caso o clima permaneça mais agradável ao consumo.
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