Fed deixa juros inalterados e promete manutenção até que inflação suba

Por Ann Saphir e Howard Schneider
WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros perto de zero nesta quarta-feira e prometeu deixá-la nesse nível até que a inflação esteja a caminho de "superar moderadamente" a meta de 2% do banco central norte-americano "por algum tempo".
A mudança na orientação faz parte da alteração de política monetária do Fed anunciada no mês passado e que busca compensar anos de inflação fraca e permitir que a economia continue criando empregos por quanto tempo for possível.
Em seu comunicado, o Fed também começou a se afastar de um viés que contemplava estabilização dos mercados financeiros para estimular a economia: o Fed disse que vai manter as compras atuais de títulos do governo no ritmo de pelo menos 120 bilhões de dólares, mas descreveu o objetivo como sendo em parte para garantir "condições financeiras "acomodatícias" no futuro.
A epidemia de coronavírus continuou a pesar sobre a economia, disse o Fed no comunicado divulgado ao final de dois dias de reuniões, em avaliação feita a despeito de as autoridades terem melhorado sua perspectiva imediata para a economia.
O vírus "está provocando tremendo sofrimento humano e econômico", disse o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).
"O Federal Reserve está comprometido em usar todas as suas ferramentas para sustentar a economia dos EUA neste momento desafiador."
Novas estimativas mostraram que os juros permanecerão inalterados pelo menos até 2023, com a inflação não superando 2% nesse período. A expectativa é de contração econômica de 3,7% para este ano, de queda de 6,5% projetada em junho.
O desemprego deve cair a 7,6% ao final deste ano, contra previsão em junho de 9,3%.
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