Mesmo com a virada da quinzena, preço do suíno no mercado independente segue sustentado ou com pequenas elevações

A boa demanda por carne suína no mercado externo tem ajudado a dar continuidade na manutenção dos bons preços do suíno no mercado independente. Nesta semana as principais praças produtoras registraram estabilidade nos preços - em patamares elevados - ou leve aumento, mesmo com a virada da quinzena.
Nesta quinta-feira (17), a negociação da Bolsa de Suínos em São Paulo fechou com estabilidade pela terceira semana consecutiva, com os animais comercializados a R$ 8/kg vivo, de acordo com o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira.
Minas Gerais, que também comercializa os animais no mercado independente às quintas-feiras, não teve alteração no valor de R$ 8,20/kg vivo pela terceira semana seguida.
Segundo o consultor de mercado da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), Alvimar Jalles, "os frigoríficos alegam que as vendas estão fracas mas, a realidade dos estoques de animais disponíveis para as vendas assegura que estas estão boas, inclusive deixando as granjas vazias".
Já em Santa Catarina, a negociação nesta quinta-feira (17) finalizou com aumento, com o preço passando de R$ 7,81/kg para R$ 7,93/kg. O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, explica que apesar de ter pensado que o preço havia atingido o limite, os valores ainda estão em ascenção.
"Essa semana, inclusive, já teve uma negociação em R$ 8,15/kg. Foi uma comercialização única, mas já indica que ainda há mais espaço para subir o preço", explicou.
O preço evoluiu também no Mato Grosso, de R$ 6,40/kg para R$ 6,60/kg. Para o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Mato Grosso (Acrismat), Itamar Canossa, o aumento foi dentro do esperado.
"É basicamente um ajuste de preço entre as regiões, refletindo os preços de São Paulo e Minas Gerais. Ainda há possibilidade de aumento, já que os preços nos outros Esatdos estão elevados".
Houve alta também no Rio Grande do sul, segundo o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdeci Folador, passando de R$ 7,12/kg para R$ 7,25/kg.
"O aumento não foi nada exagerado; o ritmo de subida reduziu em função do patamar atual dos preços. Além disso, aqui no Estado, a suinocultura independente abastece principalmente os pequenos e médios frigoríficos, que atendem mais o mercado interno, e relatam limitação em repassar os preços", explicou.
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