UE fecha novo acordo para obtenção de vacina contra Covid-19

Por Philip Blenkinsop e Matthias Blamont
BRUXELAS/PARIS (Reuters) - A União Europeia concordou em comprar uma vacina potencial contra a Covid-19 da Sanofi e da GSK, no segundo acordo do bloco para garantir o fornecimento da imunização, à medida que o prazo para aderir ao projeto global de vacinas liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) se aproxima.
O acordo terá as farmacêuticas francesa e britânica, que se uniram para fabricar uma vacina baseada em proteína recombinante que esperam ser aprovada no próximo ano, fornecendo à UE até 300 milhões de doses, de acordo com um tuíte da comissária de Saúde europeia, Stella Kyriakides.
O acordo desta sexta-feira confirma um anúncio feito em 31 de julho pelas duas empresas e segue um acordo anterior entre a UE e a AstraZeneca por até 400 milhões de doses.
Em troca do direito às doses, a Comissão Europeia financiará parte dos custos iniciais enfrentados pelos produtores de vacinas. As doses propriamente serão compradas pelos países da UE.
O novo acordo chega no dia limite para os membros da OMS aderirem ao programa Covax, que visa comprar vacinas contra a Covid-19 e garantir que as imunizações sejam distribuídas de forma justa e eficiente.
Até o momento, 92 nações de baixa renda buscam assistência via Covax, parte de um programa da OMS para impulsionar o desenvolvimento de vacinas, terapias e diagnósticos para combater a pandemia.
Cerca de 80 países de renda mais alta expressaram interesse, mas muitos ainda precisam se associar enquanto lutam para garantir suprimentos separadamente.
A França fornecerá financiamento para a iniciativa, mas não comprará doses por meio dela, disse um funcionário do Ministério da Saúde na quinta-feira, depois que Paris decidiu fazer parte de um esquema conjunto organizado pela UE.
Atualmente, não existe uma vacina aprovada internacionalmente para Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, que matou mais de 946 mil pessoas em todo o mundo e prejudicou a economia global.
Para a Sanofi e a GSK, o negócio segue um acordo de 2,1 bilhões de dólares com os Estados Unidos, em julho, para 100 milhões de doses, com opção de o governo norte-americano comprar mais 500 milhões, além de um acordo para entregar 60 milhões de doses ao Reino Unido.
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