Em Chicago, cotações da soja trabalham com fortes altas na sessão desta 5ª feira

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja operam com valorizações na sessão desta quinta-feira (08). Por volta das 8h38 (horário de Brasília), o vencimento Novembro/20 avançava 10,25 pontos, valendo US$ 10,61/bushel, o Janeiro/21 também teve avanço de 09,75 pontos, atingindo US$ 10,61/bushel.
Segundo as informações do site Successful Farming, os vencimentos futuros da soja operam com ganhos em função do clima global adverso e a forte demanda por produtos agrícolas dos Estados Unidos. “Os futuros dos grãos também estão sendo influenciados pelo o aumento da demanda por suprimentos dos EUA”, destacou Tony Dreibus.
Ainda de acordo com a Successful Farming, o mercado está atento ao início dos trabalhos de campo no Brasil, que é maior exportador mundial de soja, e que as condições climáticas não estão permitindo dar início ao plantio da soja da safra 2020/21.
Nesta quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve reportar as vendas semanais para a exportação da soja, por volta das 10h00 (horário de Brasília). “O mercado está na expectativa da retomada das compras da China que voltaram nesta quarta-feira (07) com comprado 132 mil toneladas da soja americana”, disse o Analista de Mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, em entrevista ao Notícias Agrícolas.
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Na próxima sexta-feira (09), o USDA vai divulgar o relatório mensal de oferta e demanda a partir das 13H00 (horário de Brasília) e mercado trabalha com projeção de redução dos números para a safra e estoques de soja americana.
As agências internacionais estimam uma safra para a oleaginosa de 116,75 milhões de toneladas (4,292 bilhões de bushels). Em setembro, o número ficou em 117,3 milhões de toneladas (4,313 bilhões de bushel). Na temporada passada, a safra ficou em 96,62 milhões de toneladas (3,552 bilhões de bushels).
Mercado Interno
Em seu boletim diário, a consultoria Agrifatto destacou que, a soja brasileira continuou sua alta no mercado físico em função da valorização de dólar, prêmio e as cotações em Chicago. “Os poucos negócios que são firmados nos portos brasileiros têm como referência o preço de R$ 159,00/sc. A pressão segue firme também sobre o farelo de soja, que, escasso tem como referência no Brasil o valor de R$ 2.200/t”, ressaltou a Agrifatto.
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