Mamão: Baixa rentabilidade desanima produtores
A rentabilidade unitária do mamão está limitada neste ano. Isto porque os preços caíram fortemente em alguns períodos, reflexo da maior disponibilidade da fruta, ocasionada pelos investimentos em área nos últimos anos, e da pandemia de covid-19.
Destaca-se que a pandemia afetou a comercialização principalmente nos primeiros meses (abril e maio), devido à paralisação e/ou redução de capacidade de restaurantes, hotéis, escolas e outros serviços de alimentação – com maior impacto para o formosa, que acaba sendo mais procurado por estas atividades, resultando em sobras nas roças.
Na parcial do ano (janeiro a setembro), o formosa foi vendido na média de R$ 0,47/kg no Norte do Espírito Santo, valor 63% inferior ao do mesmo período do ano passado e 13% menor que o mínimo estimado para cobrir os custos de produção. Já o havaí tipo 12 a 18 foi comercializado por R$ 0,91/kg no Sul da Bahia, preço 66% menor e apenas 28% maior nas mesmas comparações.
Como resultado, produtores consultados pelo Hortifruti/Cepea estão desanimados com a cultura – já são observados, inclusive, menores investimentos e até retirada total em tratos culturais e plantios, em especial por parte de pequenos e "aventureiros".
Nos últimos meses, a flexibilização da quarentena no País e a consequente retomada de algumas atividades beneficiaram as vendas de mamão – cenário que deve seguir melhorando, de forma gradual. Porém, ainda pesa sobre o comércio desta fruta a economia nacional enfraquecida, que deixou o mercado mais sensível às elevações de preços.
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