Pesquisa aponta que soja avariada tem qualidade na alimentação de animais
Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), por meio do Programa Agrocientista, desenvolve há dois anos a pesquisa “análise de soja avariada”, coordenada pela professora doutora em ciência animal, Gerusa Corrêa, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A pesquisa pretende demonstrar através da ciência a qualidade da soja avariada, contrapondo a Instrução Normativa Nº 11/07 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que estabelece o limite máximo de tolerância de avarias em 8%.
De acordo com a pesquisadora, as avarias (queimados, ardidos, mofados, fermentados, germinados, danificados, imaturos e chochos) estão sujeitas a descontos na hora da comercialização dos grãos.
Durante o trabalho de campo foi feita uma análise estatística do desempenho de um lote de 1.200 frangos os quais foram divididos em cinco grupos, desde o início até o abate. “O primeiro grupo não recebeu a soja avariada, já os demais receberam na alimentação as proporções de 8%,12%,24% e 32% de farelo obtido de soja com mais de 97% de avarias, especialmente ardido e fermentado. Com isso, os resultados estatísticos indicam que em todos os tratamentos não houve nenhuma interferência no desempenho zootécnico, ou seja, no ganho de peso, consumo de ração e na conversão alimentar dos frangos”, explicou a doutora. A próxima etapa será a análise dos diferentes materiais coletados.
Os grãos fermentados e ardidos são as principais avarias que levam parte do lucro do produtor, uma vez que a soja apresenta teor de proteínas ainda maior que os considerados padrões. “Queremos verificar com a pesquisa se a soja com diferentes graus de avaria influencia em perda de peso das aves. Acreditamos, e os resultados preliminares mostram isto, que vamos comprovar cientificamente e mostrar ao Mapa que a soja avariada tem seu valor comercial e deve ser paga integralmente ao produtor rural”, declarou o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan.
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