Café: Mercado segue cauteloso e observando chuvas no Brasil; Conilon também com estabilidade após grande alta

A quarta-feira começou com quedas técnicas para os principais contratos do mercado futuro do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Por volta das 08h48 (horário de Brasília), dezembro/20 tinha queda de 85 pontos, valendo 106,10 cents/lbp, março/21 tinha baixa de 75 pontos, negociado por 108,80 cents/lbp, maio/21 tinha queda de 75 pontos, negociado por 110,50 cents/lbp e julho/21 também tinha queda de 75 pontos, valendo 112,05 cents/lbp.
"Incertezas com a chegada gradual das chuvas no sudeste brasileiro, estão levando os operadores em NY a uma ação mais cautelosa e colocando o mercado em compasso de espera. As informações diárias sobre chuvas dispersas, irregulares, aqui no Brasil trazem insegurança aos operadores", destacou Eduardo Carvalhaes em sua última análise.
Voltou a chover em Minas Gerais nos últimos dias, levando certo alívio para o produtor que enfrenta o maior período de estiagem dos últimos anos. A safra 21 já começa com potencial de baixas, apesar de ainda não ser possível quantificar o tamanho do impacto da seca na próxima produção - que naturalmente é de ciclo baixo para o Brasil.
Após encerrar a última sessão com valorização expressiva, o café tipo conilon também abriu o dia com baixas técnicas. Novembro/20 tinha queda de US$ 7 por tonelada, valendo US$ 1324, janeiro/21 tinha baixa de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1343, março/21 tinha queda de US$ 7 por tonelada, valendo US$ 1350 e maio/21 também registrava queda de US$ 7 por tonelada, valendo US$ 1360.
Na terça-feira (27), as altas do conilon foram motivadas pelo excesso de chuvas no Vietnã. O maior produtor de café tipo conilon recebe chuva volumosas há dias e as previsões seguem indicando condição de volumes expressivos para a região, o que deve atrasar a colheita em até um mês, afetando a qualidade do café vietnamita.
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